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História do Brasil - Pré-Vestibular Impacto - Sociedade Tupi-guarani

História do Brasil - Pré-Vestibular Impacto - Sociedade Tupi-guarani

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KL 200208
 
SOCIEDADE TUPI-GUARANI
FAÇO IMPACTO
 
A CERTEZA DE VENCER!!! 
 
PROFº: JÚLIO CHARCHAR
   F  a   l  e  c  o  n  o  s  c  o
    w    w    w .    p    o    r     t    a     l     i    m    p    a    c     t    o .    c    o    m .     b    r
    V    E    S    T    I    B    U    L    A    R   –    2    0    0    9
 
CONTEÚDO
A Certeza de Vencer 
01
2
APRESENTAÇÃO
“O Nosso conhecimento dos grupos Tupi-guarani que habitavam a costa brasileira nos dois primeiros séculos da conquista dependede um material razoavelmente extenso, mas sobre tudo variado em sua origem”. Trata-se de crônicas de viajantes e correspondências entrereligiosos cujos autores escrevem de posições bastante distinta: há jesuítas Ibéricos como Anchieta e Nóbrega, capuchinhos, franceses comoAbville e Évreuux, o Huguenote lery, o colono português (e escravizador de índios) Soares de Souza , o artilheiro Alemão e prisioneiro dostupinambá Hans Stadem, “o amigo de camarões” Pedro de magalhães Gandavo, entre outros se suas origens e posições são diversas nãomenos dissimilares são suas experiências na terra com a gente do Brasil: o tipo de envolvimento que tiveram com os índios, quanto tempo aquipermaneceram, para que vieram, o que almejavam, a que serviram.A despeito de tudo isso, há uma razoável homogeneidade de informações, que nos permite um certo grau de segurança nareconstrução dessas sociedades , mas não nos dispensa de uma leitura critica, feita a partir da situação dos autores.
(Fausto, Carlos. Fragmentos de história e cultura tupinambá)
I. A DISTRIBUIÇÃO DAS NAÇÕES TUPI E TAPUIAS NA COSTA BRASILEIRA
Quando os Europeus chegaram ao que viria a ser o Brasil, encontraram primeiramente no litoral uma população ameríndia bastantehomogênea em termos culturas e lingüísticos, distribuídas a grosso modo ao longo de toda a costa. A respeito dessa homogeneidadedividiram-se dois grandes blocos: ao sul o
Guarani
e ao norte o
TUPI.
Todavia logo os europeus perceberam que Havia diferenças marcantesentre a grande quantidade de indígenas que habitavam o litoral.As outras populações indígenas não – tupis que também habitavam o litoral no momento da chegada dos conquistadores eramchamadas de TAPUIAS que diferentes dos tupis não conheciam a atividade agrícola e nem praticavam a antropofagia.E importante destacar que nos primórdios, o litoral Brasileiro era dominado pelos chamados poros
sambaquis,
que foram expulsos pelos
tapuios
e estes posteriormente pelos
Tupis.
Assim, quando os conquistadores chagaram no litoral, deparou-se com uma grande quantidade de nativos que falavam no
tupi
, quefoi a primeira língua assimilada pelos conquistadores, tornando-se posteriormente
A Língua Geral
que foi imposta a outros índios não-tupisservindo como uma arma poderosa no processo colonizador dos Europeus.
II. A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ENTRE OS TUPIS – GUARANIS
Segundo os registros deixados por missionários e viajantes europeus dos séculos XVI e XVII. Os tupis praticavam sistematicamente aagricultura e a cerâmica, embora nem todos os grupos tupis – guaranis fossem agricultores e ceramistas.O desenvolvimento da agricultura como principal atividade produtiva, além das atividades de caça e pesca e as diminuições damobilidade espacial, afetaram as populações tupis de maneira diversa e em épocas diferentes de acordo com cada região.Em muitos casos, as populações agrícolas também eram fabricantes de cerâmica. A necessidade de cozinhar e armazenar alimentoslevou-as a confeccionar os primeiros utensílios cerâmicos: potes vasos, panela, tijelas. As tarefas cotidianas eram divididas de acordo com afaixa etária e com o sexo dos indivíduos.As mulheres eram responsáveis por cuidar da casa, pela coleta de frutos e raízes e pela agricultura, e os homens dedicavam-se à caça,à pesca, à guerra e a derrubada das matas para plantio.Homens e mulheres confeccionavam seus próprios pertences pessoais, tais como ornamentos de penas, cestas, arcos, flecha, canoas,residências e demais produtos, ocorrendo uma cumplicidade em seu trabalho como afirma o
historiador Sergio Buarque de Holanda
em suaobra história geral da civilização Brasileira.
“A DIVISÃO DO TRABALHO, NOS GRUPOS LOCAIS, OBEDECIA AS PRESCRIÇÕES BASEADAS NO SEXO E NA IDADE”.
As mulheres ocupavam-se com o trabalho agrícola (desde o plantio e semeadura até a conservação e a colheita) e as atividades decoleta (de frutas silvestres, de mariscos etc.) colaboravam nas pescarias indo buscar o peixe fechados pelos homens, transportavam produtosdas caçadas, aprisionavam as formigas voadoras, fabricavam farinha, preparavam as raízes e o milho para a produção do cauim, incubindo-seda salivação do milho, fabricavam azeite de coco, fiavam algodão (...) cuidavam dos animais domésticos, realizavam todos os serviços,relacionados com a manutenção da casa (...) os homens ocupavam-se com a derrubada e a recuperação da terra para a horticultura, entregandoas prontas para o plantio das mulheres (...) praticavam a caça e a pesca, fabricavam canoas (...) e claro que a proteção das mulheres, crianças evelhos eram atividade masculina, bem como a realização de expedições guerreiros e o sacrifício de inimigos ou de animais como a onçaconstituíram prerrogativas masculinas”.
(Holanda, Sergio Buarque de. História geral da civilização brasileira, tomo I, 1ª volume Difel, São Paulo, 1960, 75-76)
 
A CULTURA E COSTUMES TUPI-GUARANI1. ANTROPOFAGIA INDÍGENA
Em 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil se espantaram com um dos hábitosdas tribos tupis:
A antropofagia
ritual milenar de alguns índios americanos era uma cerimônia quemisturava bravura, ódio e até respeito pelo inimigo. Nas guerras rotineiras entre as tribos, a vitóriade uma delas lhe garantia o direito de devorar um dos guerreiros da tribo inimiga. O prisioneiro eralevado para a aldeia e obrigado a desfilar diante das pessoas enquanto todos o ameaçavam,prometendo-lhe a morte.A execução poderia demorar quase um ano para acontecer. Enquanto isso, o prisioneiroera muito bem tratado, alimentado e poderia até receber uma esposa. Quando se aproximava o diade sua morte, as tribos vizinhas eram convidadas para a grande festa.Chegado o dia, o prisioneiro e o escolhido para ser o executor eram enfeitados com coresfortes e brilhantes, depois de imobilizado, o prisioneiro tinha a cabeça arrebentada com a
 IBIRAPEMA
. O corpo era limpo, cozido em grandes panelas e saboreado pelos parentes.

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