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História do Brasil - Pré-Vestibular Impacto - Sociedade Tupi-guarani II

História do Brasil - Pré-Vestibular Impacto - Sociedade Tupi-guarani II

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EG120208
 
SOCIEDADE TUPI-GUARANI
FAÇO IMPACTO
 
A CERTEZA DE VENCER!!! 
 
PROF. ASSAID
   F  a   l  e  c  o  n  o  s  c  o
    w    w    w .    p    o    r     t    a     l     i    m    p    a    c     t    o .    c    o    m .     b    r
    V    E    S    T    I    B    U    L    A    R   –    2    0    0    9
 
CONTEÚDO
A Certeza de Vencer 
01
2
QUEM ERAM OS ÍNDIOS
Sabe-se que a América já era habitada há cerca de 10 à 13mil de anos. Existem indícios, como fogueiras pré-históricas
1
,que especialistas acreditam remontar à cerca de 40 mil anos,mas esta datação ainda não é muito aceita. De qualquer manei-ra, é certo que a cultura indígena já se desenvolvia por aqui mi-lhares de anos antes de Cabral chegar com a sua esquadra.A ocupação populacional ocorria em toda a extensão do atu-al território brasileiro. Por volta de 700-900 a.C., o litoral brasilei-ro era habitado por diversos grupos indígenas. Daí em diante, asmigrações tupi-guaranis levaram à expulsão desses grupos parao sertão. Alguns deles ainda permaneceram no litoral, como oscharruas, no Rio Grande do Sul, os aimorés (botocudos), na Ba-hia e os tremembés, entre o litoral do Ceará e o Maranhão. Es-ses grupos, juntamente com os que foram expulsos para o ser-tão, ficaram genericamente conhecidos como “
tapuias 
”. A per-manência dessas nações “tapuias” no litoral era uma exceção,pois do estuário do Amazonas até o Rio Grande do Sul predo-minou a presença dos tupi-guaranis, que era um conjunto denações que falavam a língua tupi, que foi aprendida com certafacilidade pelos portugueses.
ÍNDIOS E ÍNDIOS
Não levou muito tempo para os portugueses perceberem quehavia diferenças entre os vários índios que habitavam o litoral.Cronistas, como Fernão Cardim, por exemplo, observou que amaioria dos tapuias usava o tacape como arma, em vez do arcoe fecha, além de não conhecerem a agricultura e não praticarema antropofagia, embora fossem muito hábeis em táticas de lutase emboscadas.Voltemos ao assunto da língua. Você já percebeu que muitagente pensa que todos os índios do Brasil falam o tupi? Essa i-déia, ou como diz o antropólogo Júlio Cezar Melatti, essa
“su- pervalorização da língua e dos índios Tupi diante dos demais in- dígenas do Brasil” 
, remonta ao tempo que os primeiros portu-gueses, ao chegarem, depararem com o litoral quase todo ocu-pado por tribos que falavam o tupi. Daí que ela foi a primeira lín-gua aprendida por navegadores, aventureiros, colonizadores emissionários. E isso levou a uma visão preconceituosa com asnações chamadas tapuias, pois como falavam línguas que osportugueses não compreendiam, acabaram sendo chamados depovos de “língua travada”.Os missionários não apenas aprenderam muito bem o tupi,como chegaram a elaborar uma gramática. Curioso, para nãodizer trágico, é que como esses religiosos só conheciam essa“língua geral”
2
, era ela que servia de meio de comunicaçãomesmo com tribos que falavam outras línguas. Ou seja, a “lín-gua geral” acabava sendo imposta, daí que várias tribos indíge-nas acabaram aprendendo o tupi...com os jesuítas.Importante ressaltar é que a classificação dos indígenas doBrasil em tupis e tapuias foi feita pelos portugueses. Certamenteque esse não é o ponto de vista dos próprios índios ou de comoeles entendiam suas diferenças. Entretanto, por mais paradoxalque pareça, essa distinção em dois grandes grupos foi assimila-da pelos portugueses a partir do “preconceito” que os tupis ti-nham em relação às nações não-tupis, justamente aquelaschamadas de tapuias. Na verdade, os tapuias eram formadospor diversas tribos, completamente diferentes umas das outras.
1
 
Foram encontradas na serra da Capivara, no Piauí 
 
2
 
o tupi original foi, ao longo do tempo, “enriquecido” com outros ter-mos e neologismos, e até mesmo regras, dando origem ao uma línguaque ficou conhecida como “língua geral”.
De forma geral, as informações passadas pelos cronistas di-zem respeito quase sempre aos tupis e quase nunca a outrastribos. E é exatamente essa falta de informação que levou diver-sas pessoas, de pintores a escritores, a atribuir hábitos tupis atribos não-tupis, como a antropofagia, por exemplo.
UMA SOCIEDADE GUERREIRA
Quando da chegada dos portugueses, as tribos tinham rela-ções diversificadas umas com as outras. Entretanto, um aspectochamou a atenção e intrigou os lusitanos:
os índios viviam em constante estado de guerra 
. Conflitos entre tribos de etnias di-ferentes ou até entre etnias próximas ou aparentadas eramconstantes. Essa situação, para o europeu, era difícil de enten-der. Américo Vespúcio, por exemplo, se perguntava por que osíndios lutavam se eles não tinham propriedades, nem reinos ousenhores para defender?
Por que a Guerra? 
A verdade é que ainda hoje não está completamente escla-recida a razão das guerras indígenas. Várias hipóteses foramlevantadas, desde a pilhagem até a vingança. Alguns cronistasda época consideravam que elas ocorriam por vingança. AndréThevet, por exemplo, afirma que
“todas as suas guerras não se devem senão a um absurdo e gratuito sentimento de vingança” 
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.Alguns estudiosos chegaram a concordar com Thevet, conside-rando que a vingança pelos antepassados mortos era uma for-ma de integrá-los ao mundo dos vivos.Ora, é interessante observar que nações indígenas iam abusca de novos territórios, provavelmente porque o território an-tigo sofria ameaça de esgotamento de recursos, levando a triboao risco da fome. Esse deslocamento poderia resultar na expul-são de outras nações indígenas da área conquistada. É o quepode ter ocorrido quando os tupis-guaranis desalojaram os “ta-puias” e os empurraram para o interior. Porém, observe que es-se expansionismo não resultou em submissão e nem na destrui-ção dos derrotados. que não foram transformados em escravose nem submetidos a quaisquer tipos de trabalhos forçados. Alémdisso, a conquista não resultava em mudanças nas estruturas
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André Thevet esteve por aqui entre 1555 e 1556.

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