ResponsabilidadeCompartilhada
por Eduardo Vianna de Camargo Neves
Conviso IT Security | Operations Team22 de agosto de 2010
Introdução
Quando uma empresa tem uma ou maisvulnerabilidades do seu Ambiente Informatizadoexploradas por um atacante, as conseqüênciaspodem ir da exposição negativa da imagemperante a sociedade até prejuízos financeirosdecorrentes da parada de um processo, comono caso de um comércio eletrônico.Mas quando este incidente também afeta osclientes das empresas, o que pode acontecer ecomo este risco pode ser reduzido a um nívelaceitável? Ocorrências desta natureza temaparecido com freqüência e retirando os casosonde as pessoas são vitimadas por quadrilhasespecializadas em phishing [1], cenáriosagressivos aparecem no Brasil:Em agosto de 2010 mais de cinco milhõesde web sites hospedados em um provedorestavam sendo utilizados para propagaçãode malware [2], e no Brasil os web sites dasempresas Vivo e Oi [3] sofreram ataquessimilares.Dados pessoais de 12 milhões de pessoasque participaram do Exame Nacional doEnsino Médio (ENEM) vazaram de uma basede dados restrita, expondo-as a seremvítimas de crimes virtuais, como furto deidentidade. [4]
O que está acontecendo
Como resultado, algumas pessoas tem utilizadoinstrumentos presentes no Código Civil e noCódigo do Consumidor para buscar reparaçõesem diferentes esferas. Em alguns casos, aresponsabilidade é compartilhada não só pelaempresa que hospedava o componente onde oproblema foi gerado, mas ainda outrasenvolvidas no processo de alguma forma [5]. A elaboração de leis e regulamentações quedefinam regras para este cenário como forma degarantir a aplicação de critérios legais para osnegócios on line, vem sendo conduzida emdiversas iniciativas.Em especial sobre falhas em aplicações podemser interpretadas no âmbito dos processoscontra empresas envolvidas, é interessantedestacar duas notícias que mostram o quepodemos esperar de um futuro próximo:O Comitê Gestor da ICP-Brasil busca aaplicação de certificados digitais nos códigosdos aplicativos de interatividadedesenvolvidos por diversas empresas para a TV Digital como forma de garantir a autoria ea responsabilidade civil [6].Uma empresas de rastreamento e bloqueiode veículos por satélite foi condenada arestituir um de seus clientes, uma vez que osistema utilizado para suportar o processofalhou e permitiu o furto de um caminhão. [7]
Uma proposta de mudança
Uma vez que as falhas em aplicaçõesrepresentam hoje entre 75% a 92% dos ataquesrealizados através da Internet [8], e as empresasbuscam posicionar seus recursos cada vez maisatravés de interfaces web, o que fazer para teraplicações mais seguras e reduzir o risco deimpactos diretos e colaterais da exploração devulnerabilidades?
Onde as fábricas de software falham
As fábricas de software deveriam implementarcontroles que garantissem a remoção devulnerabilidades óbvias de seus produtos, e nãoé isso que tem acontecido. Desde a sua primeiraedição em 2004, o OWASP Top 10 [9] apresentafalhas persistentes em aplicações web edisponibiliza projetos para que estas sejamcorrigidas ainda no ciclo de desenvolvimento,mas elas ainda ocorrem freqüentemente. As causas estão todas na inexistência de umciclo de desenvolvimento seguro, onde nãoexistem controles que verificam o nível de
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