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Relatório-Manejo e Conservação do solo

Relatório-Manejo e Conservação do solo

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Relatório sobre cálculo de enxurrada
Relatório sobre cálculo de enxurrada

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Categories:Types, School Work
Published by: Luciano Lima Santana on Jun 26, 2008
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPECENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDEDEPARTAMENTO DE ENGENHARIA AGRONÔMICATÍTULO:
CÁLCULO DE ENXURRADA.RELATÓRIO REFERENTE À DISCIPLINA MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO – 2007/II
ALUNOS: Luciano Lima e João Paulo.PROFESSOR: Igor Pinheiro.São Cristóvão, Dezembro de 2007.
 
PRÁTICAS CONSERVACIONISTAS DE SOLOS E ÁGUAS
O manejo do solo dentro do limite da sua capacidade de uso é uma das premissas para aconservação deste recurso natural. As características inerentes a cada tipo de solo, comofertilidade, estruturação, permeabilidade, profundidade, relevo, agregação, entre outras,determinam práticas conservacionistas que visam minimizar os efeitos da interferência antrópica.Portanto, pode-se afirmar que a aptio de uso do solo tem relação com as práticasconservacionistas que serão implantadas e com as características físico-químicas que limitam ouso deste solo. Desta forma, para cada tipo de ecossistema identificado na região devem ser adotadas práticas adequadas de manejo conservacionistas do solo e da água, tais como:
a) Terraceamento
O terraceamento é uma prática mecânica de conservação do solo destinada ao controle daerosão hídrica, das mais difundidas e utilizadas pelos agricultores. O terraceamento baseia-se no parcelamento das rampas, isto é, em dividir uma rampa comprida (mais sujeita à erosão) emvárias rampas menores (menos sujeitas à erosão), por meio da construção de terraços.Terraço é um conjunto formado pela combinação de um
canal 
(valeta) e de um
camalhão
(monte de terra ou dique)
,
construído a intervalos dimensionados, no
 
sentido transversal aodeclive, ou seja, construídos em nível ou com pequeno gradiente.
 
Os terraços têm a finalidade dereter e infiltrar, ou escoar lentamente, as águas provenientes da parcela do laanteimediatamente superior, de forma a minimizar o poder erosivo das enxurradas cortando o declive.O terraço permite a contenção de enxurradas, forçando a absorção da água da chuva pelo solo, oua drenagem lenta e segura do excesso de água.Cada terraço protege a faixa que está logo abaixo dele, ao receber as águas da faixa queestá acima. O terraço pode reduzir as perdas de solo em até 70-80%, e de água em até 100%,desde que seja criteriosamente planejado (tipo, dimensionamento), executado (locado,construído) e conservado (limpos, reforçados). Embora apresente custo elevado (e que aumentacom a declividade), esta prática é necessária em muitas áreas agrícolas onde técnicas maissimples (como o plantio em nível, as culturas em faixas ou a rotação de culturas), por si só, nãosão suficientes para uma eficaz proteção do solo contra a erosão hídrica. Nem todos os solos e declives podem ser terraceados com êxito. Nos pedregosos ou muitorasos, com subsolo adensado, é muito dispendioso e difícil manter um sistema de terraceamento.As dificuldades de construção e manutenção aumentam à medida que cresce a declividadedo terreno. O uso do terraceamento é recomendado para declives superiores a 3%, comprimentosde rampa maiores que 100 metros e topografia regular.O terraceamento, quando bem planejado e bem construído, reduz as perdas de solo e água pela erosão e previne a formação de sulcos e grotas, sendo mais eficiente e menos onerosoquando usado em combinação com outras práticas, como o plantio em contorno, cobertura mortae culturas em faixas; após vários anos, seu efeito se pode notar nas melhores produções dasculturas, devido à conservação do solo e da água.
b) Bacias de captação de enxurrada
Práticas conservacionistas bastante indicada para retenção da água de enxurrada, as baciasde captação são indicadas para solos com boa profundidade efetiva e razoável capacidade deinfiltração. Devem ser implantadas em complementação às práticas de terraceamento, seguindoum criterioso dimensionamento, visando conter os fluxos de maior vao de água deescorrimento, geralmente ocasionados por estradas rurais, ravinas e terraços em desnível.
c) Plantio direto
 
A conservação do solo e da água passa por uma mudança nos sistemas produtivos, com aredução do impacto das operações de preparo do solo no sistema solo-água-planta. Sendo assim,o plantio direto vem a ser uma das alternativas mais adequadas para o cultivo do solo, comcomprovados benefícios para a sustentabilidade deste sistema. A elevação do teor de matériaornica no solo, a maior disponibilidade de nutrientes, o aumento da população demicroorganismos e as melhorias estruturais do solo, são algumas das vantagens da adoção do plantio direto, em relação ao preparo convencional do solo. No entanto, a adoção do plantiodireto é condicionada pela disponibilidade de equipamentos e implementos agcolasapropriados, além do manejo das plantas de cobertura, que deverão ser utilizadas como palhada para as lavouras implantadas. Consequentemente, a adoção deste sistema exige planejamento eacompanhamento técnico, para assessorar os agricultores na transição para esta tecnologia.
d) Outras práticas conservacionistas
De formas complementares ou suplementares outras práticas conservacionistas podem ser adotadas, tais como: adubação verde, cultivos intercalares, cultivo mínimo, adequação deestradas, controle de voçorocas, entre outras. Porém, a base para a conservação do solo e da águadeve ser o planejamento de uso das propriedades rurais e das sub-bacias hidrográficas, dentro decritérios de sustentabilidade.OBS: Neste relario sedada ênfase ao lculo de enxurrada (escoamento) damicrobacia do Rio Capivara-SE.
DIMENSIONAMENTO DE UM SISTEMA DE TERRACEAMENTO
O dimensionamento de um sistema de terraceamento considera, inicialmente, o objetivo aque se propõe o sistema: para infiltração da água ou para seu escoamento. Esta decisão, tomadaem função de características relacionadas, principalmente, às condições de declividade e de permeabilidade do solo, leva à construção de um sistema de terraços em nível, para infiltração,ou em gradiente, para escoamento do excedente da água da chuva. No entanto, para ambas as situações, o dimensionamento do sistema é feito em função deseu potencial em gerar enxurradas quando da ocorrência de chuvas intensas. Dessa maneira,verifica-se que o cálculo da quantidade de enxurrada é o ponto crucial para o dimensionamento.Um sistema de terraceamento deve ser locado em um local protegido (natural ouartificialmente) da introdução de água que não aquela efetivamente caída sobre o localconsiderado. Desta maneira, o sistema de terraceamento deverá ser implementado em uma áreadelimitada por divisores de água naturais (microbacia) ou protegido por um sistema de derivação(diversão). Para que um sistema de terraceamento funcione com plena eficiência é necessário umcorreto dimensionamento, tanto no que diz respeito ao espaçamento entre terraços como à suaseção transversal.
DIMENSIONAMENTO DOS TERRAÇOS
Tendo-se uma microbacia ou uma área definida por sistemas artificiais, odimensionamento do sistema de terraços torna-se simples. Uma vez definido o espaçamento entreos terraços, será necessário calcular a dimensão da área da seção transversal dos mesmos paratransportar ou suportar a quantidade de enxurrada que a microbacia é capaz de produzir, ou seja,a vazão máxima de água. Se a duração da chuva for aproximadamente igual ao tempo deconcentração da bacia e considerando um tempo de recorrência de 10 anos, pode-se calcular a

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