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A PRODUCAO SOCIAL DO ESPAÇO URBANO

A PRODUCAO SOCIAL DO ESPAÇO URBANO

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05/24/2013

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A PRODUCAO SOCIAL DO ESPAÇO URBANOMark Gottidiener
Objetivo: Apresentar a perspectiva da produção do espaço, e procura desenvolver umaanálise mais ampla sobre as transformações no espaço urbano, considerando asmúltiplas inter-relações entre Estado e sociedade, e a intersecção com a política e aeconomia, no intuito de compreender as diferenças e desigualdades socioespaciais quese manifestam nesse espaço.
Propõe superar os paradigmas e teorias urbanas,que saoinsuficientes para explicar a organização espacial contemporânea epropoe uma abordagem da producao social do espaço.
Porque estas restringirem-se ao estudo da morfologia e nãocontemplarem a organização social que pode produzir, mantere até reproduzir os padrões de usos da terra.
Geralmente nas pesquisas urbanas o estudo dos problemas econômicos, políticose sociais são dominados por uma perspectiva espacial básica, pautada na análisedos padrões de localização.
Apresenta as idéias e limitações das abordagens da Ecologia, Geografia eEconomia Urbana, que dominam os estudos acadêmicos urbanos nos EstadosUnidos: o estruturalismo marxista, a economia política urbana, oneoweberianismo e a perspectiva de produção do espaço.As limitações das abordagens convencionais são apontadas desde a perspectivamarxista crítica
Embora a encare como mais adequada para interpretar os padrões dedesenvolvimento urbano, o autor, também, ressalta seus limites:1.Incapacidade de escapar dos viés analíticos que privilegiam ocrescimento econômico.2. O espaço social, assim, seria visto como um mero receptáculo de processos econômicos e políticos mais gerais.3.Defende a construção de uma política pública urbana
 
 preocupada com ações sociais transformadoras e nãoapenas com a identificação da qualidade de vidacomunitária, bem como com o crescimento econômico.Texto: no debate sobre a teoria do espaço apresenta a argumentação de Castells emcontraposição a Lefebvre, sendo que os dois propunham uma concepção mais global daarticulação entre sociedade e espaço embora com epistemologias diferentes.
Castells
considera o espaço um produto material de uma dada formação social, e criticaa Escola de Chicago pelo “organicismo revolucionário”.Sua abordagem consiste em especificar uma teoria geral da organização social, namedida em que ela se articula com o espaço, não existiria uma teoria específica, mas umdesdobramento e especificação da teoria da estrutura social.Castells afirma a teoria althusseriana da estrutura social para explicar as formasespaciais, defendendo que se deve aplicar a estrutura economia, política, ideologia, nãoao sistema social como um todo, como o fez Althusser, mas ao sistema urbano. 
Para Castells- a estrutura econômica seria o principal elo conceitual de umateoria do espaço, rejeitando a unidade ideológica e a estrutura política, pois aorganização espacial tornou-se cada vez mais produto dos processos econômicosque políticos.A dificuldade, segundo Gottdiener, em relação à teoria de Castells é sua insistênciaem conservar o termo “urbano” na análise e sua definição da cidade como umaunidade espacial de reprodução da força de trabalho.
Gottdiener assinala que Lefebvre trabalha na perspectiva da produção do espaço, e que para ele o aspecto teórico mais importante seria a natureza multifacetada do espaço, quenão poderia ser reduzido a uma localização ou às relações sociais da posse de propriedade, mas deveria ser considerado como local da ação e da possibilidade social.Gottdiener destaca que Lefebvre propõe uma estratégia de libertação, que não implicaem substituir a luta de classes por outro tipo de luta, mas complementá-la, além deenfatizar a importância de produzir um espaço em concomitância com a ação radical.
Texto:
“Além da Economia Política Marxista, a fórmula da trindade e a análise doespaço” 
, Gottdiener aponta que as abordagens marxistas negligenciaram o espaçoem favor da temporalidade e que para estudar a interconexão entre espaço/tempo,atividades sociais e as relações sociais seria necessário ir além das categoriasanalíticas marxistas.
Em seu entender os defensores do marxismo distanciaram-se das análisesconvencionais, ao afirmarem que a contribuição fundamental de Marx foi entender, por 
 
meio de Hegel, que as aparências, empiricamente observadas, constituíam reflexõesepifenomenais de relações sociais subjacentes e invisíveis.
A maioria dos economistas políticos marxistas não se dissociou do pensamentopositivista, por associar causas distintas à determinação de eventos superficiais.Gottdiener analisa, também nesse capítulo, o conflito de classes, o espaço, anatureza das classes de moradia, o valor da terra e o papel do espaço naacumulação do capital.
A análise econômica não pode ser marxista, se não considerar a natureza social docapitalismo, pois as categorias marxistas são ao mesmo tempo econômicas, sociais e políticas.A perspectiva analítica da produção do espaço compreenderia a organizaçãosocioespacial não como uma estrutura conceitual ultrapassada das formas espaciais dacidade, mas como conseqüência direta das relações entre processos econômicos, políticos e culturais.
Para se entender a produção do espaço seria necessária uma abordagem sintéticaque fosse além dos dois pólos da estrutura e ação, para uni-los em uma explicaçãoda articulação entre a sociedade e o espaço.
As formas espaciais, segundo o autor, seriam produzidas pelo que denominaarticulação entre estruturas capitalistas tardias e ações do setor da propriedade,especialmente os efeitos dos grupos escolhidos e do Estado, na canalização do fluxo dedesenvolvimento social para lugares e modelos específicos.
O VALOR DA TERRA
O autor propõe uma abordagem alternativa, onde o mais importante é analisar a maneiracomo as relações capitalistas de produção atuam para estruturar a organização sócio-espacial, entendendo o processo pelo qual o próprio espaço é produzido pelocapitalismo.O que é importante é perceber como a lei do valor no espaço é estruturada e manipulada pela classe capitalista e suas relações sociais.Onde o mais importante não é fracionar para entender e sim discutir a própria lógica docapitalismo.É claro que o preço da terra e a renda tem um forte efeito sobre a forma urbana, mas é preciso distinguir entre o papel da terra na produção de bens e serviços e seu papelcomo meio direto de adquirir riqueza.
O valor da terra urbana é social
Utilizando Lefebrve na analise propõe que substitua: 
Analise da terra per se para a dos bens imóveis-

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