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Acompanhante de Luxo - Penny Jordan

Acompanhante de Luxo - Penny Jordan

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ACOMPANHANTE DE LUXO
Bianca nº227Copyright: Penny JordanTítulo original: "Man-Hater"Publicado originalmente em 1983Digitalização/ Revisão: m_nolasco73
Contra capa:
"Precisa de companhia? Telefone e nós mandaremos para você um beloacompanhante para suas horas de solidão." O anúncio num cartaz perto do metrô chamou aatenção de Kelly. Não, nem devia pensar nisso. A simples idéia de pagar a um homem paraque ficasse ao seu lado era uma loucura! Ou talvez... uma solução! Estava cada vez mais difícilfugir ao assédio de Jeremy, que além de insolente e mau-caráter, era o marido de sua melhor amiga. Precisava de uma companhia masculina para aquele fim de semana casa de campo deSue, e podia pagar muito bem por isso! Perdida em seus pensamentos, Kelly assustou-sequando, de repente, se viu em frente à porta da agência onde um homem moreno e atraenteolhava-a cinicamente, convidando-a para entrar...
CAPÍTULO I
Devia estar ficando velha, pensou Kelly com uma expressão de cansaço, enquantoapagava as luzes do escritório. Já não trabalhava mais até tarde com o entusiasmo deantigamente. Agora que a agência se transformara no mais completo sucesso, sentia falta dodesafio dos primeiros tempos.Suspirou ao apertar o botão do elevador. Suas salas ficavam no prédio de uma grandecompanhia de seguros para a qual fazia a publicidade, negociando um aluguel bastanterazoável.Passara boa parte do dia com seu contador, examinando o balanço anual da firma. IanCarlisle fizera elogios à sua administração, pois ao final do ano, a agência teria um lucroexcelente.Ian trabalhara anteriormente no escritório que cuidava dos investimentos de seu avô. Foraele próprio quem lhe dera a surpreendente notícia da fortuna que este chegara a acumular.Descobrir-se milionária da noite para o dia tinha sido algo difícil de assumir. Era então umagarota de dezoito anos, que jamais sonhara que os avós pudessem ser tão ricos. Eles ahaviam criado desde menina, em uma casa confortável, mas sem nenhum luxo, nos arredoresde Londres. Kelly duvidava mesmo que a avó jamais tivesse sabido do interesse do marido nomercado de ações.
 
A princípio, ficou deslumbrada demais para dar-se conta de suas novas responsabilidades.Foi só mais tarde, depois de Colin, que se viu tomada pelo desejo de fazer o dinheiro render,principalmente para provar que as mulheres podiam ser tão bem-sucedidas quanto os homensem qualquer campo de atividade.Assim, não tinha nenhum motivo p-ara sentir-se tão deprimida. Nesse momento deveriaestar celebrando o terceiro aniversário da agência e seu crescimento invejável - e nãoplanejando uma refeição solitária em seu apartamento. Também pretendia ir para a cama cedo,logo depois de checar todos os itens de um novo contrato.O fato de que o sucesso muitas vezes significava solidão era algo que começava acompreender, mas que não a incomodava em absoluto. Melhor desfrutar os benefícios dopróprio trabalho do que correr o risco de entregar-se a outros seres humanos. Desde Colin nãoconfiava mais em ninguém a não ser nela própria - e era assim que continuaria a ser, pensoucom firmeza.A essa hora as ruas estavam praticamente vazias, a maior parte das pessoas já em suascasas. Afinal de contas, o êxito dos negócios dependia de uma dose extra de dedicação, forado horário normal de trabalho.O importante é que todo esse esforço estava sendo maravilhosamente recompensado.Kelly repetiu essa frase para si mesma, olhando de relance para sua imagem, esguia e tensa,refletida em uma vitrine. Fundara uma empresa que era agora uma das mais conhecidas dacidade, sendo ela própria considerada um gênio na produção de campanhas originais paraseus clientes.Embora não fosse vaidosa, tinha que reconhecer que essa posição privilegiada era produtode muitas horas de trabalho árduo e do seu grande talento para esse tipo de atividade.Então por que, logo em uma noite tão especial, estava assim tão insatisfeita? Por que sesurpreendia questionando o tipo de vida que levava? Pagar o preço de uma dedicação total acarreira fora escolha sua, única e exclusivamente. Mesmo depois de Colin, podia tesimplesmente continuado a levar uma vida de jovem rica, sem nenhuma necessidade detrabalhar.Ian comentara uma vez que o trabalho para ela seria uma forma de terapia, e talvez tivesserazão. A verdade é que funcionara muito bem, mais do que esperava. Então, por que estavaassim tão inquieta? Tinha vinte e seis anos; era uma mulher influente, uma revelação nomundo da propaganda. Também era atraente, inteligente, cercada por um pequeno círculo deamigos muito íntimos. O que mais poderia querer? Por que toda essa angústia?Abriu a porta de casa com alívio, como se estar ali ajudasse a expulsar os fantasmas que aperseguiam.O apartamento fora cuidadosamente decorado pelos mesmos decoradores da agência e oresultado, como não podia deixar de ser, era absolutamente impecável, embora um tanto frio eimpessoal. O carpete da enorme sala de estar era de um cinza, muito claro, combinando comos sofás de seda branca, a sofisticada mesa de centro de vidro, e várias almofadas variando doazul pálido ao grafite bem escuro. Kelly normalmente apreciava a elegância discreta daquelasala, com sua mobília italiana moderna e arrojada, mas nessa noite, por alguma razão, nãogostou de nada a sua volta, pondo-se a pensar na casa de Hampstead que comprara comColin. Vivera então um período de grande felicidade, antes do casamento, planejando adecoração - que era por sinal totalmente diferente da do seu atual apartamento."Águas passadas não movem moinhos", pensou, enquanto dependurava cuidadosamenteo casaco no guarda-roupa do quarto, como a avó lhe ensinara, um hábito sempre ironizado por Colin - que igualmente zombava de muitas outras coisas que fazia. Só que, naquela época, oamor a impedia de perceber que aquelas críticas eram mais do que simples brincadeiras, comoqueria acreditar.Era evidente a qualidade superior do blazer de tweed e da blusa de seda branca que usavasobre a ampla saia de lã azul-petróleo. A seda realçava a curva de seus seios, cheios demais,na opinião de Kelly, que nos primeiros tempos da agência lutara com todas as forças paralivrar-se dos olhares de admiração lançados por vários clientes. Pensava com desânimo quetinha uma figura exageradamente voluptuosa para seu gosto, com uma cintura muito finarealçando ainda mais o busto e as pernas longas e bem-feitas. Era sem dúvida um tipobastante "insinuante", admitia isso a contragosto e por isso mesmo vestia-se da maneira maisdiscreta possível, procurando disfarçar suas belas formas. Aplicava o mesmo princípio desobriedade ao cabelo comprido e escuro, que usava sempre preso num coque.
 
Já havia pensado em cortá-lo, mas acabara por convencer-se de que o penteado severoaumentava seu ar reservado de mulher de negócios, contribuindo para desencorajar os que aprocuravam no escritório com segundas intenções.Os homens nunca levavam bastante a sério as mulheres com quem tinham pretensões deir para a cama, e Kelly descobrira rapidamente que suas maneiras distantes, combinadas comas roupas formais e o cabelo discretamente preso, ajudavam a preservar a imagem fria quedesejava manter.O dia fora bem mais cansativo do que imaginara. Não estava com o menor apetite, sóqueria relaxar e esticar o corpo exausto na cama macia, apesar de ainda precisar examinar ocontrato que trouxera em sua pasta. Sempre trocava de roupa quando chegava em casa ànoite, embora atualmente evitasse os jeans e camisetas, preferindo qualquer vestido simples econfortável. Geralmente pegava o primeiro que encontrava, mas nessa noite, por algumanecessidade inconsciente, remexeu o guarda-roupa até retirar de lá um belo quimono querecebera de presente de um cliente japonês no último Natal.A exótica vestimenta azul-celeste tornava sua pele mais escura e mais profundos osgrandes olhos cor de safira. Bem que podia estar um pouco mais morena, mas há muito temponão tirava férias nem tomava sol, pensou com tristeza enquanto amarrava a faixa na cintura elavava o rosto, escovando vigorosamente os cabelos antes de voltar para a sala com os papéisque trouxera para casa.Estava instalada confortavelmente em um dos sofás, analisando os números do contratoque teria de assinar no dia seguinte, quando a campainha tocou. Com uma careta, levantou-separa pegar o interfone no hall de entrada e perguntou o nome do importuno visitante.- Sou eu, Kelly, Jeremy Benson.Kelly sentiu um aperto no coração ao ouvir a voz melosa e desagradável do marido de Sue.Nunca gostara dele, e sua antipatia transformara-se em verdadeira aversão com o decorrer dotempo. Sue e Jeremy já estavam casados há seis anos, mas desde o início Kelly nãoacreditava que ele pudesse fazer a amiga feliz, pois tinha certeza de que aquele homem erainfiel e sem escrúpulos.Esta impressão se confirmara quando Jeremy fizera tentativas de conquistá-la, Kelly, amaior amiga de sua esposa. Passara a evitar o casal, encontrando Sue apenas quando estavinha a Londres para fazer compras, e nunca sem antes certificar-se de que o marido não aestava acompanhando.A insistência de Jeremy e a segurança que ele parecia ter de que a seduziria mais cedo oumais tarde, mesmo sabendo que Kelly não o suportava, só serviam para deixá-la enfureci da ereforçar suas opiniões amargas a respeito dos homens em geral. Impressionava-se aoconstatar que apesar de todo o movimento de liberação feminina, o que se via na maioria doscasos eram mulheres sendo tratadas como meros objetos de desejo, os quais bastava ohomem querer para se dar ao direito de tentar conquistar, sem levar em conta os sentimentos ea vontade da mulher em questão.Nunca dissera a Jeremy o quanto o desprezava, em consideração a Sue. Era um homemfraco e vingativo que naqueles anos de casamento conseguira gradualmente afastar a esposade todos os antigos amigos, de modo que ficasse cada vez mais dependente deleemocionalmente. Por outro lado, vivia como se fosse solteiro, dedicando todo o tempo livre deque dispunha para as próprias aventuras. Como Sue nunca falava mal dele, Kelly acreditavaque a amiga desconhecesse completamente este aspecto do caráter do marido e temia o diaem que descobrisse a verdade. Sue vivia dizendo o quanto o amava, e Kelly conhecia melhor do que ninguém a dor de uma mulher apaixonada diante desse tipo de revelação.- Ouça, Kelly, você não vai me deixar esperando aqui a noite inteira! Tenho um recado paravocê.Esteve a ponto de pedir que dissesse o que era e fosse embora, mas Jeremy era umhomem tão insuportável que poderia usar isso para vangloriar-se de que ela tinha medo deficar a sós com ele. Seria bem capaz de distorcer os fatos até dar a impressão de que Kelly oevitava porque o desejava ardentemente! Pensando assim, achou melhor suportar o desprazer daquela visita.Os olhos de Jeremy revelaram toda a admiração que sentiu ao vê-Ia vestida com o beloquimono, ao mesmo tempo em que pareciam sorrir do estado de tensão da moça.- A bela Kelly continua a mesma de sempre! Por que tanta rigidez, minha querida? Não vaidizer que está com medo de mim!Profundamente enervada, Kelly não respondeu à provocação e convidou-o a entrar. Serviuum aperitivo e sentou-se diante dele com ar resignado.

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