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Organizações Anárquicas

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Organizações Anárquicas
Programa e Objetivo daOrganização SecretaRevolucionáriaIrmandade Internacional
Mickail Bakunin
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Organizações Anárquicas
A Associação Irmandade Internacional quer arevolução universal, social, filosófica, econômica e políticaao mesmo tempo, para que da ordem atual das coisas,fundada sobre a propriedade, a dominação e o princípio deautoridade quer religiosa, quer metafísica e burguesamentedoutrinária, quer até mesmo jacobinamente revolucionária,não sobre em toda Europa num primeiro momento, e depoisno resto do mundo, pedra sobre pedra. Ao grito de paz aostrabalhadores, liberdade a todos os oprimidos e morte aosdominadores, exploradores e tutores de qualquer espécie,queremos destruir todos os Estados e todas as igrejas, comtodas as suas instituições e suas leis religiosas, políticas, jurídicas, financeira, policiais, universitárias, econômicas esociais para que todos estes milhões de pobres sereshumanos escravizados, atormentados, explorados, libertosde todos os diretores e benfeitores oficiais e oficiosos,associões e indiduos, respirem enfim em completaliberdade.Convencidos de que o mal individual e social residemuito menos nos indiduos do que na organização dascoisas e nas posições sociais, nós seremos humanos tantopor sentimento de justiça quanto por cálculo de utilidade, edestruiremos sem piedade as posições e as coisas a fim depoder, sem nenhum perigo para a revolução, poupar oshomens. Negamos o livre-arbítrio e o pretenso direito dasociedade de punir. A própria justiça tomada no seu sentidomais humano e mais amplo, é apenas uma idéia, por assimdizer, negativa e de transição; ela coloca o problemas socialmas o o resolve, indicando apenas o único caminhopossível para a emancipação, isto é, de humanização dasociedade pela liberdade na igualdade; a posição positiva sópoderá ser dada pela organização cada vez mais racional dasociedade. Esta solução tão desejada, ideal de todos nós, éa liberdade, a moralidade, a inteligência e o bem-estar decada um pela solidariedade de todos, a fraternidadehumana. Todo o indivíduo humano é o produto involuntário deum meio natural e social no seio do qual nasceu,desenvolveu-se e do qual continua a sofrer influência. Astrês causas de toda a imoralidade humana são: adesigualdade tanto política quanto econômica e social; a
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Organizações Anárquicas
ignorância que é seu resultado natural e sua conseqüêncianecessária: a escravidão.A organização da sociedade sendo sempre e emtodos os lugares a única causa dos crimes cometidos peloshomens, hipocrisia ou absurdo evidente da parte dasociedade em punir os criminosos, um vez que toda apunão supõe a culpa e os criminosos o o nuncaculpados. A teoria da culpa e da punição surge da teologia,isto é, do casamento de absurdo com a hipocrisia religiosa.O único objetivo que se pode reconhecer à sociedade, emseu estado atual de transão, é o direito natural deassassinar os criminosos produzidos por ela mesma nointeresse de sua própria defesa e o a de julgá-los econdená-los. Este o sepropriamente um direito, naacepção estrita do termo, será antes um fato natural, aflitivomas inevitável, signo e produto da impotência e daestupidez da sociedade atual: e quanto mais a sociedadesouber evitar de utilizá-lo, mais ela estará próxima de suareal emancipação. Todos os revolucionários, os oprimidos, ossofredores, vítimas da atual organização da sociedade ecujos corações estão naturalmente cheios de vingança e deódio, devem lembrar-se de que os reis, os opressores, osexploradores de toda espécie são tão culpados quanto oscriminosos saídos da massa popular: eles são malfeitoresmas não culpados, pois são, como os criminosos comuns,produtos involuntários da atual organização da sociedade.Não devemos nos espantar se no primeiro momento, o povorebelado mate muito. Será talvez um infelicidade inevitável,tão fútil quanto os estragos causados por uma tempestade.Mas este fato natural o senem moral, nemmesmo útil. A este respeito, a hisria está cheia deensinamentos: a terrível guilhotina de 1793 que não podeser acusada nem de preguiça, nem de lentidão, não chegoua destruir a classe nobre da França. A aristocracia foi se nãocompletamente destruída ao menos profundamenteabalada, não pela guilhotina, mas pelo confisco e venda deseus bens. E em geral, pode-se dizer que a carnificinapolítica nunca matou os partidos; mostram-se sobretudoimpotentes contra as classes privilegiadas, porque a forçareside menos nos homens da que nas posições ocupadas
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