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Física - Imagens

Física - Imagens

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Published by: Física Concurso Vestibular on Jun 27, 2008
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1
INSTITUTO DE FÍSICA DA UFBADEPARTAMENTO DE FÍSICA DO ESTADO SÓLIDODISCIPLINA: FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL IV (FIS 124)
 
FORMAÇÃO DE IMAGENS
Seja um sistema óptico projetado para se obter uma imagem de um objeto. Esta imagem éclassificada de duas formas: imagem real e imagem virtual. Numa imagem real o raio luminoso passaefetivamente pelo ponto imagem; na imagem virtual a luz se comporta
como se 
divergisse do pontoimagem sem, entretanto, passar efetivamente por ele. Exemplo:Estes sistemas ópticos são constituídos por diafragmas, superfícies refringentes ou refletorasplanas ou curvas. As superfícies estritamente planas já foram estudadas em capítulo anterior. As demais,particularmente as esféricas, serão objeto de estudo deste capítulo. Estas superfícies podem serclassificadas de duas formas: superfície côncava e convexa. Uma superfície esférica, quando vista dedentro, é dita côncava e quando vista de fora é convexa. Exemplo de lentes:Dois outros critérios importantes, principalmente quando se fazem observações a olho nu, são oscritérios de
nitidez 
e de
ponto próximo 
. Estes critérios são puramente arbitrários, pois variam de pessoa apessoa. No entanto, se tomarmos uma média de um grande número de observadores com visão normal,podemos estabelecer os seguintes critérios:
Nitidez
: é a capacidade de poder distinguir 2 pontos com separação angular de 1’ a 3’ de arco comoduas entidades individuais em vez de uma única somente. Isto corresponde a perceber uma réguamilimetrada a distâncias de 3,43 m ou 1,14 m respectivamente.
BiconvexaPlano convexa Bincava Plano ncava MeniscoLente convergenteImagem realObjeto
O
I
Objeto ImagemvirtualEspelho plano
O
I
 
2
Ponto próximo
: É a menor distância no qual o olho humano pode perceber uma imagem sem perda denitidez e sem realizar esforço excessivo. Uma criança de 10 anos, por exemplo, tem ponto próximo de 7cm enquanto na velhice este ponto chega a 2 m. Mas a média estatística das pessoas adultas nos levaa um valor de 25 cm .Assim, no ponto próximo, uma pessoa que tem a capacidade de distinguir separação angular de 3’pode perceber até cerca de 5 linhas/mm, enquanto aqueles que tem acuidade visual para 1’ de arco podemperceber até 14 linhas/mm !
1.
 
FORMAÇÃO DE IMAGENS POR DIAFRAGMAS
 
O sistema de formação de imagens mais simples éconstituído por um diafragma: é o que sucede em umacâmara escura. Este sistema consiste basicamente emuma caixa totalmente fechada e um pequeno orifício quepermite a passagem da luz. A imagem é formada naparede oposta ao diafragma e é invertida.Calculemos o aumento linear, ou “magnificação linear” da imagem. Seja
a altura do objeto e
h’
aaltura da imagem. Seja
a distância do objeto ao diafragma e
a distância da imagem ao diafragma. A
magnificação
da imagem é definida como a “menor razão entre o tamanho da imagem pelo tamanho doobjeto, isto é
M =
h'/h 
.
Da figura ao lado podemos ver facilmente que
M =
-q/p 
. O sinal negativo indica quea imagem é invertida em relação ao objeto (veja convenção de sinais mais adiante).Contudo a imagem aparecerá difusa e com contornospouco definidos. Isso se deve ao fato de que a imagem de umponto do objeto será um círculo cuja área depende do tamanhoda abertura. Vejamos como calcular o raio deste círculo. Dafigura ao lado podemos ver que:
 paq p
=+
 
 
      +=
 pqa
1
 Note que, como seria de se esperar, se o ponto O estivesse no infinito a imagem teria a mesmadimensão do diafragma. Poderíamos também pensar que a imagem ficaria mais nítida se diminuíssemos odiâmetro do diafragma. De fato, pode-se perceber da expressão acima que a imagem tende a um ponto seo raio
 
do diafragma tender a um valor infinitesimal. No entanto, se o diafragma assumisse este valor, osefeitos de
difração 
tornariam tão pronunciados que a imagem continuaria difusa ainda. Por este motivo, osistema de câmera escura com diafragma apenas não é utilizado com freqüência nos sistemas de formaçãode imagens. Para tanto são utilizados, superfícies refletoras e/ou refratoras com ou sem diafragma. Asimagens formadas por estes sistemas também não são perfeitas, mas tem qualidade infinitas vezessuperior às aquelas formadas pela câmera escura simples.
2. SUPERFÍCIES REFRINGENTES ESFÉRICAS.
Estudaremos agora as imagens formadas por uma única superfície refringente esférica. Narealidade, isto não é um caso muito usual, mas serve como introdução a outro assunto: as lentes. Afora
qp
hh’
pO2ar
 
3isto, este estudo nos leva a algumas conclusões importantes acerca do comportamento dos raios luminososna passagem de um meio para outro e que também será útil nos estudos das lentes.
a. Equação dos pontos conjugados
Suponha que um feixe de luz emitido por uma fonte puntiforme
, localizada dobre o
eixo óptico 
 
OC 
,
a uma distância
do 
vértice A
, e imerso em um meio cujo índice de refração é
1
, incida sobre umasuperfície refringente esférica de índice de refração
,
centro em
C
raio de curvatura
 
. Inicialmentevamos supor que
>
1
.
 
O raio OA atravessa sem deflexão a superfície, enquanto o raio OB, que formaum ângulo
θ
1
com a normal à superfície, é refratado com um ângulo
θ
2
e prossegue na direção do ponto
I
.Este ponto se situa a uma distância
do vértice A e pode, em certas circunstâncias, estar à esquerda de A.Veremos mais adiante que circunstâncias são estas.Vamos estabelecer uma equação para este ponto e para tal utilizaremos uma propriedade dostriângulos, qual seja, a de que o “ângulo externo de um triângulo é igual a soma dos ângulos internos nãoadjacentes”. AssimPara o
OBC, teremos
β+α=θ
1
 
(1)
Para o
CBI, teremos
γ +θ=β
2
 
(2)
Além dessa equações a lei da refração nos fornece
2211
θ=θ
sennsenn
. Com estas três relaçõesé possível encontrar uma relação exata para os pontos O e
I
. Contudo não seguiremos este caminho, poisas manipulações matemáticas são enormes, e também se mostra que, no caso geral, a localização doponto
I
irá depender do ângulo
α
de incidência. Neste caso, como não temos um único pontocorrespondente a O,
I
 
não 
poderá ser chamada de
imagem de O.
Contudo, faremos algumas aproximaçõespara pequenos ângulos, ou seja nos restringiremos ao estudo da
ótica paraxial 
. Nesta aproximação, se
θ
<<1, então sen
θ
 
 
θ
. Assim a lei de Snell se reduz a
2211
θθ
nn
(3)
 Por outro lado teremospAB
α
 rAB
=β
eqAB
γ 
 
(4)
A equação
(1)
usando
(3)
fica:
β+α=θ=θ
2121
nn 
)(nn
β+α=θ
212
 
OC
I
A
B
p
q
αβ γ θ
2
θ
1
r
n
1
n
2

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