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Pegadinha do Malandro #FAIL

Pegadinha do Malandro #FAIL

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05/30/2014

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VTTKN
°
700037428892001/CRIME
QUEIXA- CRIME - LEI DE IMPRENSA. PEGADINHA.Pratica, em tese, o crime de injúria, previsto no art.22, da Lei de Imprensa, o apresentador que, ementrevista, após induzir adolescente em erro, declaraser ela homossexual e, de forma irônica, adverte aosmeninos que dela não se aproximem, mas somentemeninas. A afirmação de que não havia intenção deinjuriar, por se tratar de uma "pegadinha" não servepara afastar, de plano, a existência do elementosubjetivo, especialmente o dolo eventual. RECURSOPROVIDO. QUEIXA RECEBIDA.
APELAÇÃO CRIMECÂMARA ESPECIAL CRIMINALN
°
70003742889PELOTASFLAVIO CLASENAPELADO(A)LUCIDIA AMELIA CARDOSOMACHADOAPELANTETATIANA CARDOSO MACHADOAPELANTEMINISTERIO PUBLICOINTERESSADO
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os autos.Acordam as integrantes da Câmara Especial Criminal do Tribunalde Justiça do Estado, à unanimidade, em dar provimento ao apelo para o fimde receber a queixa-crime, determinando a remessa dos autos à origem pararegular processamento.Custas, na forma da lei.Participaram do julgamento, além da Juíza de Direito signatária,as eminentes Senhoras Desembargadora ELBA APARECIDA NICOLLIBASTOS (Presidente) e a Juíza de Direito FABIANNE BRETON BAISCH.1
 
VTTKN
°
700037428892001/CRIME
Porto Alegre, 22 de janeiro de 2002.
DRA. VANDERLEI TERESINHA TREMEIA KUBIAK,Relatora.
RELARIO
DRA. VANDERLEI TERESINHA TREMEIA KUBIAK (RELATORA)
L.A.C.M.
, representando a adolescente T.C.M., ajuizou queixa-crime contra
FLÁVIO CLASEN
, entrevistador e apresentador de TV,imputando-lhe a prática dos crimes de injúria e difamação previstos nos arts.21 e 22 da lei 5.250/67. Sustenta a requerente que, na última semana de maiode 2000, o querelado, em entrevista ocorrida no calçadão de Pelotas, teriainjuriado e difamado a adolescente, afirmando ser ela homossexual. Naentrevista, o querelado teria usado de -fé, induzindo as respostas edeixando a menor confusa, pois, após efetuar algumas perguntas, diante daartimanha usada, afirmou: “..
.você acabou de se declarar para nos, aqui, que nãoé heterossexual 
”, sofrendo então nova pergunta: “
então você é homossexual 
”,recebendo
sim
como resposta, fato que caracterizou o delito de inria,causando ofensa à sua dignidade e prejuízo à sua imagem.Ainda, ao transmitir, nos dias 27.05.00 e 28.05.00, no Canal 33,na Via Cabo TV a entrevista, cujo programa foi apresentado como “
 perguntaidiota
”, o que tornou evidente o objetivo do querelado em expor a adolescentede apenas quinze anos ao ridículo, identificando-a e afirmando para ostelespectadores que ela era “
homossexual 
”, advertindo aos meninos que delanão se aproximassem, mas, somente meninas, praticando, assim, o delito dedifamação.Após a transmissão do programa, através de pessoas conhecidas2
 
VTTKN
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700037428892001/CRIME
que o assistiram, a querelante tomou ciência dos fatos e buscou orientação junto ao Promotor de Justiça da Infância e Juventude, o qual requisitou a cópiado programa. Inicialmente, foi enviado apenas o início da entrevista. Porém,após nova requisição, a gravação completa foi apresentada.Regularmente citado, o querelado apresentou defesa preliminar (fls. 24/25), alegando que se tratava de uma
 pegadinha
, ou seja, umabrincadeira, sem maldade, ordinariamente feita nos programas de televisão.Salientou que o programa foi gravado e somente foi ao ar em razão daautorização da querelante. Além disso, transcorreu o lapso de uma semanaentre a entrevista e a sua divulgação, tempo suficiente, portanto, para quefosse determinada sua não veiculação. Sustentou não ter havido intenção deexpor a adolescente ao ridículo, nem má fé ao promover a
 pegadinha
.Decidindo, a magistrada
a quo
rejeitou a queixa-crime, comfundamento no art. 43, inc. I, do Código de Processo Penal, entendendo nãoconstituir crime o fato descrito, ante a ausência de dolo de difamar ou injuriar.Irresignada, a querelante interpôs recurso de apelação,postulando pela reforma do
decisum
a fim de que a peça inicial seja recebia eprocessada. Aduziu que o exercício da liberdade de informação pelos meiosde divulgação social não podem ultrapassar os limites da honra e da reputaçãode alguém, nem causar ofensa à dignidade ou decoro. No caso, mesmo quenão estivesse evidente o ânimo ofensivo do agente, este valeu-se de suasuperioridade mental e profissional para a prática das infrações, expondo, comisso, a menor ao ridículo e denegrindo sua reputação.Em contra-razões, o apelado sustenta que a entrevista somentefoi ao ar em razão da autorização dada pela adolescente, acompanhada desua representante legal, pleiteando pela manutenção da decisão fustigada.O Ministério Público manifestou-se pelo improvimento do apelo.Neste grau, o Dr. Procurador de Justiça postou-se pelo3

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