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A organização do espaço amazônico

A organização do espaço amazônico

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07/18/2013

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A organização do espaço amazônico: Contradições e conflitos.
Dentro do processo de constituição do espaço amazônico, podemos identificar dois padrões de organização do espaço amazônico: rio-varzéa-floresta e pela estrada-terra-firme e subsolo. O autor apresenta na obra o processo de produção do espaçoamazônico, que primeiramente tinha uma dinâmica histórica, que se fazia presenteatravés dos meios naturais de fluxos, que eram os leitos dos rios e áreas próximas aosmesmos. Após o processo de inserção da Amazônia ao grande capital, este de origemnacional e internacional, a dinâmica de produção do espaço mudou. A partir dessemomento as interligações eram feitas pela aberturas de grandes eixos rodoviários.Em seu livro, Carlos Walter, além de analisar as transformações ocorridas naAmazônia no decorrer dos séculos, analisa também os diversos atores que constituem,modela, interagem sobre o espaço amazônico. Para que possa haver um entendimentosobre o espaço amazônico de hoje, é preciso resgatar uma passagem histórica parareforçar o entendimento. O processo de ocupação da região amazônica se constituiu nocerne da disputa por territórios pelas potências européias no período colonial. CarlosWalter nos apresenta em sua obra a forma de como a Amazônia foi se configurando e seinserindo no processo mercantil. O referido autor trata ainda, da interação entre oEstado (Coroa) e a Igreja, esta última tendo o papel de catequizar os índios que aquihabitavam, garantindo a gestão do território para os portugueses.Goalves aborda as atividades ecomicas desenvolvidas na regiãoamazônica, primeiramente pelas “drogas do sertão”. A comercialização dessa atividadecriou diversos pontos de interligação, ou seja, fazendo surgir aldeamentos e vilas, quefuturamente dariam origem a importantes cidades da região. Com a comercialização,muda-se a forma de produzir o espaço. O interessante neste capitulo, é que o autor fazuma analogia da cruz e a espada, referindo-se ao processo de ocupação da regiãoamazônica. A cruz seria o trabalho desenvolvido pela Igreja. A espada faz referência àação da Coroa frente ao território.Em outro momento, Carlos Walter, exemplifica que saí à cruz (nesse momentoo Marquês de Pombal expulsa os jesuítas do Brasil) e entra o lucro, aliado a espada. Nesse momento a Amazônia se insere ao grande capital mercantil. Agrega-se o dinheiroà escravidão, essa relação como propulsores do processo de colonização na regiãoamazônica. A comercialização da borracha criou uma rede de interligação entre quem
 
extraia, comercializava e exportava. Aliada atividade gomífera, a agricultura começa ater relevância no cenário econômico amazônico.Carlos Walter nesse capitulo faz um resgate histórico da atividade gomífera,apresentando desde seu ápice até a decadência. O interessante na obra é a análise daconstituição do processo econômico ocorrido na região, incluindo os seus atores, alémda modificação na produção do espaço. O referido autor relaciona a produção do espaçosocial no extrativismo e na agricultura. A questão da liberdade e da servidão, haja vista,que na relação extrativista, o indígena ou dos caboclos, produzia para a sua própriasubsistência, não ficando a mercê do trabalho escravo e/ou servil. No capitulo resenhado, fica evidente a forma de como o ciclo da borracha foientrando em decadência. O autor exemplifica as ações e atos que levaram a essa barrocada. O autor ainda se concentra na análise no sistema rio – várzea – floresta. Oautor procura exaurir suas análises sobre essa queso, para poder analisar atransferência no modo de circulação e produção do espaço amazônico.
A organização do espaço Estrada – Terra Firme – Subsolo.
O autor na obra dá um salto em suas análises, retomando suas atenções àsações do Estado frente ao território amazônico. O período analisado é após a SegundaGuerra Mundial, onde as geopolíticas procuraram ordenar o território frente ao capital,tendo o Estado brasileiro um parceiro importante. O autor exemplifica a questão com aforma de como o Estado implementa o controle sobre o território com a criação daSuperintendência da Zona Franca de Manaus, em 1966, em 1967, o governo federalimplementa o Banco de Crédito da Amazônia, para fomentar a circulação de créditos naregião. Dessa forma – segundo o autor – essas ações indicavam uma mudança na política para a Amazônia. Aliado a isso, temos a centralização de decisão nas mãos dogoverno federal, prova disso são as federalizações das terras as margens das rodoviasfederais, os grandes projetos, como forma de transnacionalizar essas áreas para o grandecapital.Walter pontua a inserção do capital na Amazônia; no primeiro momento, até1974, tendo como estratégia a atração de mão-de-obra para a construção de grandesobras de infra-estrutura, como as grandes rodovias que cortam a região. O autor faz um paralelo com o cenário mundial, neste caso a crise do petróleo, que afetou diretamente a
 
economia brasileira, neste sentido, a Amazônia teve e ainda tem um papelfundamental na balança de pagamentos do Brasil.O texto abre um tópico, em que o autor analisa as conseqüências da inserçãoda Amazônia ao grande capital, servindo as pretensões da lógica capitalista de produçãoe acumulação de capital. Carlos Walter faz uma abordagem crítica na forma de inserçãoda região aos interesses das elites nacionais e internacionais. A retórica do papel nadivisão nacional/internacional do trabalho como exportadora de matérias-primas,sobretudo nos setores minerais e madeireiras.A obra ressalta a queso ideogica implementada pelos militares naconstrução do “Brasil novo”, do “Brasil potência”, ideologia esta que sustentou oregime militar por duas décadas. O processo de integração via rodoviário, sustentada emquatro eixos de integração: Belém – Brasília, Cuiabá – Santarém, Cuiabá – Porto Velhoe a Transamazônica. O Estado brasileiro implementou estradas e forneceu energia paradotar de condições ao grande capital implementar-se na Amazônia. Uma outra visão daanálise do autor diz respeito às relações entre os diversos atores sociais na regiãoAmazônica. A geração de conflitos ocorridos pelos mais diversos interesses.Carlos Walter se debra em analisar as conseqüências da inseão daAmazônia no cerio nacional e internacional, pois esse modelo gerava altaconcentração de riqueza e acentuava a desigualdade social. A necessidade de criacondições financeiras para a manutenção da balança de pagamentos do país, através deexpressivos superávits.Um outro ponto importante na leitura, diz respeito ao processo de constituiçãoda modernidade na região amazônica. Sob o título “Uma urbanização sem cidadania” oautor da obra, evidencia o intenso processo de urbanização ocorrido na regoamazônica nas ultimas décadas. O censo do IBGE apontou que 70% da populaçãoamazônica habita em cidades. Esse modelo de urbanização, que segundo o autor foi pautado na constituição de um modelo agrário, aliado a um modelo industrial, que nãocontemplava a população regional. As maiores cidades da região tornaram-se grandes bolsões de miséria, escancarando o resultado de um modelo de produção espacialexcludente.Carlos Walter em uma análise sócio-espacial na Amazônia condenou a formade implementação e gestão dos grandes projetos na região. Esses seriam responsáveis pelos piores índices de sócias no país. Como o texto coloca: urbanizou-se a região, masnão se implantou a cidadania mínima para as camadas menos abastadas.

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Waleska Maia Machado added this note
Waleska Maia Machadoo ''
Waleska Maia Machado added this note
u.u
Carlos Almeida added this note
tudo bem mais va sfd m p
Arthur Rubens added this note
Bom p mim estudar p prova amnh!!!
Anna Flávia added this note
ótimo (;
Cassiano Padua liked this

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