ESCOLADEEDUCAÇÃOBÁSICAFELIPE SCHMIDT
Atividade de Aprendizagem: A Escola não é Lixo!
A Teoria da Atividade proposta por Leontiev
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trazcontribuições importantes para a compreensão eorganização da prática pedagógica. Segundo o autor, aatividade, inerente ao ser humano, parte de umanecessidade do sujeito ou motivo, que por meio de umaintencionalidade estimula e confere direção para odesencadeamento de ações e a escolha de instrumentosque visem dar materialidade ou a transformação deuma realidade.Em outras palavras, no processo psicológico daatividade humana, num movimento intencional, osujeito é impelido a planejar ações e escolherinstrumentos que respondam ao motivo da atividade, nosentido de transformar e produzir uma nova realidade.Nesse processo, transforma a si mesmo e a partir dessatransformação, novos motivos surgem, dando início auma nova atividade.O conceito de atividade no âmbito pedagógico trazcontribuições significativas, à medida que permite aosujeito professor refletir sobre sua prática e agirbuscando dar materialidade aos motivos que orientamsuas ações. Isto é, partindo de um motivo que direcionesua prática pedagógica, irá planejar ações e escolherinstrumentos que atendam a essa necessidade e quesejam motivadoras para os alunos, de modo que estestambém atribuam sentido para sua atividade.Dessa forma, a aproximação da realidade do aluno e ofavorecimento do trabalho colaborativo, são pontosimportantes que devem ser considerados noplanejamento de ações e instrumentos que possibilitemmotivos eficazes, que a aprendizagem deveproporcionar.
Contudo, dentro da concepção histórico-cultural, só épossível falar em conhecimento por meio da
práxis
:relação entre a atividade teórica e prática. Se por umlado a atividade prática de ordem transformadora éajustada a objetivos, ela só é possível por meio darelação entre a atividade teórica, produtora deconhecimentos.Nessa perspectiva, a mediação é elemento fundamentalno processo de apropriação do conhecimento e oprofessor, nesse contexto, assume uma posturafacilitadora, que possibilita que o sujeito deaprendizagem se coloque ativamente diante daexperiência de ensino-aprendizagem.Foi o que a articuladora da sala informatizada e aprofessora de 4ª série da EEB Felipe Schmidt (SãoFrancisco do Sul) fizeram na Atividade de Aprendizagem “A Escola não é Lixo”.O motivo que deu origem à atividade teve sentido, numprimeiro momento, para Gisele Vidal de Almeida,articuladora da sala informatizada, que procurou aprofessora Geovana Ostroski, para juntas planejaremuma atividade que proporcionasse reflexão com osalunos, sobre a quantidade de lixo depositado no chãoda escola. O objetivo da atividade foi estimular apercepção e um olhar crítico sobre o assunto, levando-os a compreender que pequenas ações, individuais ecoletivas, podem modificar essa problemática na escola.Dessa maneira, a ação inicial foi a apresentação dahistória em quadrinhos “Cascão em: PropostaRepelente”. A articuladora da sala informatizada foiquem contou a história, que foi scaneada e reproduzidaem aparelho de multimídia.Depois da história, duas ações, uma reflexiva e outraprática foram organizadas para dar início à atividade emgrupo. A primeira foi um debate sobre a história e sobreo tema proposto e a segunda foi uma observação nopátio da escola após o intervalo.
Professoras Geovana e Gisele e alunos da 4ª série 01
A professora Geovana organizou 03 equipesresponsáveis em criar uma única história emquadrinhos, baseada no tema e problemática observadana escola. Cada equipe, responsável por uma parte dahistória, dialogou, debateu, combinou entre si, paraentão passar para a segunda etapa da atividade, areprodução da história. Nesse momento, a turma foidividida em duas equipes: o grupo de voz e a dodesenho. Assim, a história foi gravada, scaneada e editada pelaarticuladora da sala informatizada e o resultado podeser conferido pelo link abaixo:http://www.youtube.com/watch?v=td4yKcrRXzg O aspecto coletivo da atividade é um ponto importantea ser ressaltado e esse exemplo demonstra o processo,cujas ações foram planejadas e realizadas no espaçocoletivo, consideradas significativas para a objetivaçãodo motivo que a impulsionaram.Nesse contexto, a linguagem e o processo deconstrução do conhecimento dos alunos ficam evidentesno resultado. O professor como mediador, manteve alinguagem dos alunos, permitindo, a partir daí, re-significar os conceitos que eles atribuíram no texto queconstruíram. Um exemplo disso é o adjetivo “porco”,para expressar pessoas sem consciência ambiental.Dessa forma, o caráter dinâmico da atividade se fazpresente, possibilitando que professores e alunosatribuam novos sentidos, dando início a uma novaatividade.
1. Alexei Nikolaevich Leontiev – Psicólogo russo, trabalhou com Lev Vygostsky, comrelevante participação na proposição da construção da Psicologia Histórico-cultural.
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