Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword or section
Like this
33Activity
×
P. 1
comercial[1]

comercial[1]

Ratings: (0)|Views: 20,707|Likes:
Published by tikalss

More info:

categoriesBusiness/Law
Published by: tikalss on Sep 02, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, DOC, TXT or read online from Scribd
See More
See less

06/17/2013

pdf

text

original

 
DIREITO COMERCIAL I
PROF. MENEZES CORDEIRO
2007-2008
 
Direito Comercial I, Lara Geraldes 3º-A @ FDL
CAPÍTULO I: COMÉRCIO E COMERCIANTES§1: SENTIDO OBJECTIVO
. Os actos de comércio em sentido objectivo são aqueles quese encontram especialmente regulados no Código [art. 2º, 1ª parte]. Esta primeira noçãodenota a relação de especialidade entre o direito comercial, especial, e o direito civil, gerale de aplicação subsidiária. Desta primeira abordagem podemos concluir:
Nem todos os actos regulados no Código são actos comerciais
Nem apenas os actos regulados no Código são actos comerciais.A fórmula legal recorre a um enunciado implícito que cumpre determinar com maiorclareza.Actos comerciais em sentido objectivo são também aqueles que historicamentehaviam sido consagrados no Código, embora hoje pertençam a legislação extravagante: otrespasse, “arrendamento comercial” [art. 1112º CC], vg.Reformulando o disposto no art. 2º, conclui-se: os actos de comércio em sentidoobjectivo são aqueles que se encontram, ou se encontraram outrora, “especialmente”regulados no Código e na lei comercial geral, considerando o objecto e os interesses emquestão. Nestes termos, o contrato de trabalho não é objectivamente comercial. Para
OLIVEIRA ASCENSÃO
, só são comerciais os actos regulados no Código e nos quais aflore acaracterística da especialidade, em relação à lei civil.
§2: ANALOGIA
. Dado o teor de tipicidade fechada do art. 2º, aliado a razões desegurança jurídica, poder-se-ia dizer que a qualificação de actos comerciais por analogia seriaproibida [
OLIVEIRA ASCENSÃO
].Todavia, cumpre recordar que as normas comerciais são especiais e não excepcionais,susceptíveis, por isso, de aplicação analógica nos termos gerais do art. 10º CC: as normascomerciais não contrariam os princípios gerais do direito, nem constituem qualquer iussingulare. Mas nem por isso se diga que a aplicação analógica das mesmas deva serautomática:
MENEZES CORDEIRO
impõe alguma cautela nesse raciocínio. A especialidadedeveria ser constatada em cada regra [a relação de especialidade só poderia ser relativizada,enfim, entre uma norma “geral” e uma norma “especial”].
2
 
Direito Comercial I, Lara Geraldes 3º-A @ FDLMas, na verdade, grande parte do direito das sociedades comerciais e direito daconcorncia o é especial em relação a norma nenhuma, que o lhes assistecorresponde a norma “geral” no direito civil português. Não obstante, o direito comercial écertamente mais restrito e particularizado que o direito civil. Nestes termos, e com aslimitações apontadas, a natureza especial do direito comercial deve ser ponderada caso acaso.Face a esta polémica, alguma doutrina desenvolveu a denominada teoria doacessório, uma fórmula de analogia, na verdade: seriam comerciais os actos acessórios deoutros, objectivamente comerciais, encontrando-se numa relação de instrumentalidade [vgdepósito, penhor ou mútuo/empréstimo, se não estivessem já consagrados no Código]. Nestestermos, o mesmo poderia ser qualificado como acto comercial em sentido objectivo,mediante analogia iuris [
BARBOSA DE MAGALHÃES
].Contrariando esta teoria, a doutrina respondeu negativamente à questão: a aplicaçãoanalógica de normas comerciais contraria a intenção de taxatividade patente no art. 2º:
OLIVEIRA ASCENSÃO
,
GUILHERME MOREIRA
,
PINTO COELHO
,
REMÉDIO MARQUES
e
COUTINHO DE ABREU
.Ainda que a teoria da acessoriedade se considere hoje abandonada, a apreciaçãocasuística do preenchimento de lacunas comerciais é possível [caso a caso, norma a norma]:
MENEZES CORDEIRO
sustenta, assim, a aplicação analógica das obrigações resultantes daculpa in contrahendo aquando da preparação de um contrato comercial. O acto serácomercial se o regime for comercial e especial.
§3: SENTIDO SUBJECTIVO
. São actos comerciais em sentido subjectivo os contratos eobrigações dos comerciantes, com capacidade para tal, que façam do comércio profissão. Anatureza dos mesmos não pode, todavia, ser exclusivamente civil, e o contrário não poderesultar do próprio acto [art. 2º, 2ª parte]. Explicitemos.Duas linhas de interpretação desenvolveram-se em torno do disposto no art. 230º:
Entendimento de empresa enquanto actividade [objectivismo] –
GUILHERMEMOREIRA
e
COUTINHO DE ABREU
.
3

Activity (33)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Rafael Lopes liked this
Pedro Lopes liked this
Avelino Zimila liked this
Pedro Lopes liked this
Chaquila Usman liked this
Pedro Lopes liked this
Bruno Motta liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->