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Programa de emergência de combate ao abandono e insucesso escolar

Programa de emergência de combate ao abandono e insucesso escolar

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Published by joaopaulo74
Proposta do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda
Proposta do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda

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Grupo Parlamentar 
ANTE-PROJECTO DE LEI Nº………………../XPrograma de Tutoria na Escola Pública:Cria as equipas de combate ao abandono e insucesso escolar
Passados mais de trinta anos de experiência da escola pública e democrática nasociedade portuguesa, é hoje consensual que os ganhos societais são óbvios, mas hátambém insuficiências e dificuldades do sistema educativo público que se tornam cada vezmais claras.Portugal mantém hoje níveis preocupantes de insucesso e abandono escolar que,ano após ano, nos deixam nos mais baixos lugares das comparações internacionais. Se éconsensual que os níveis de escolarizão e de adaptação à cultura escolar o serevolucionam em pouco tempo, é também certo que os desafios que se colocam àsociedade portuguesa exigem que se desenhem estratégias arrojadas de combate aoinsucesso e abandono escolares. Nesse sentido, muito do que tem vindo a ser discutido no campo das ciências daeducação nas últimas décadas aconselharia um novo caminho às políticas educativas. E seé verdade que o discurso da “escola inclusiva” se instalou na linguagem política, é tambémcerto que não veio originar a necessária alteração de orientação políticas no sector daeducação. Pelo contrário. Foi até convocado para legitimar a manutenção de estratégiascentralizadoras, e o já tradicional caminho do modelo único a aplicar a todo o territórioescolar.Ora, construir uma escola virada para a inclusão – e, portanto, desenhada evocacionada para combater tenazmente a exclusão – exige que se coloque à disposição dasescolas e dos seus profissionais de novos instrumentos para fazerem face, de formacontextualizada, aos riscos locais e às situações específicas de exclusão e insucesso comque se deparam. Isto implica, necessariamente, dotar as escolas e os profissionais da1
 
autonomia necessária para criar práticas contextuais inclusivas. É esse, pois, o paradigmada Escola Inclusiva – não há boas práticas na generalidade, há práticas que, por seremdiferenciadas e atentas ao contexto, respondem bem às condições concretas dos alunos.Na última década têm vindo a ser desenhados alguns instrumentos úteis a nívellegislativo nomeadamente, a possibilidade de aplicar currículos alternativos, aimplementação do programa de territórios educativos de intervenção prioriria, e possibilidade de desenho de programas educacionais de acompanhamento,desenvolvimento e recuperação individualizados (estes últimos plasmados no despachonormativo n.º 50/2005). Contudo, mantêm-se as dificuldades na sua aplicação, e portantoos possíveis resultados insistem em não chegar. Por um lado, parte destes programasdepende de condições muito específicas, não se dirigindo à grande maioria das escolas. Por outro lado, as condições actuais de trabalho dos professores e outros profissionais dosestabelecimentos escolares impedem, na prática, a capacidade das escolas aplicaremmodelos individualizados de apoio aos percursos escolares e aquisição de aprendizagensdos seus alunos. E é (também) por isso que os níveis de abandono e insucesso se tendem a perpetuar. Nesse sentido, combater os maiores problemas da escola pública – abandono einsucesso escolar – requer uma estratégia inovadora. O Bloco de Esquerda propõe assimdois caminhos que devem guiar um esforço adicional de promover uma educaçãoinclusiva, reforçando e apostando na capacidade dos profissionais da escola pública de secentrarem no acompanhamento individual do percurso escolar dos alunos. Numa outra proposta legislativa, avançamos para uma restrição do número de alunos por professor,assim como com o reforço das condições de igualdade no acesso e na frequência da escola pública. Nesta proposta, desenhamos um modelo de criação de equipas multidisciplinares decombate ao abandono e insucesso escolar (ECAIE), a implementar mediante a iniciativa eauto-organização dos profissionais na escola pública, em contratualização com aorganização da tutela ministerialEstas equipas devem tomar a seu cargo o desempenho e coordenação de programasde tutoria, de recuperação e integração escolar dos alunos sinalizados como estando emrisco de insucesso e/ou abandono escolar. Propomos que a criação destas equipas nasça dacandidatura dos profissionais da escola pública, devendo ser assegurada a pluralidade dassuas valências profissionais (professores, psicólogos, mediadores e técnicos de serviçosocial), que permitam uma abordagem integrada do contexto e da situação específica dos2
 
alunos. As equipas devem beneficiar de autonomia organizativa e funcional, adequada acontratualizão de anual de actividades espeficas de acompanhamento. E os profissionais envolvidos nestas equipas beneficiam também de um modelo remuneratórioadicional, determinado em conjugação com o modelo de acompanhamento e controlo de procedimentos e de resultados. Nesse sentido, o Bloco de Esquerda propõe:
A constituição de
equipas de combate ao abandono e insucesso escolares (ECAIE),
constituídas por uma equipa multidisciplinar (professores, psicólogos, mediadores sócio-culturais e técnicos de serviço social) que sendo já parte da equipa profissional de umagrupamento escolar, se candidatam providenciar em complemento profissional um serviçode apoio individualizado a alunos em risco de abandono e/ ou insucesso escolar 
Estas equipas devem assegurar o
acompanhamento individual dos alunos sinalizados
 pelos conselhos de turma como estando em risco – devem assegurar o cumprimento de
planos de recuperação escolar, integração escolar e tutoria
, mediante a realização desessões individualizadas de estudo acompanhado, apoio psicopedagógico, orientaçãoescolar, actividades de integração.
Propomos que estas equipas sejam pequenas – não mais do que oito elementos – e que possam acompanhar entre 30 e 45 alunos. Só assim se evita modelos demasiado grandes ecom tendência para a burocratização do desempenho. Precisamos de equipas pequenas,dinâmicas, com autonomia organizacional e funcional que assegurem um acompanhamentoindividual e de proximidade dos alunos em risco
Estas equipas devem contratualizar com as Direcções Regionais de Educação o seucompromisso educativo (a carteira de funções a cumprir) e terão um recompensa salariaisna medida desse compromisso3

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