Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
88Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Resumo - Controle e Responsabilização da Administração

Resumo - Controle e Responsabilização da Administração

Ratings: (0)|Views: 10,313 |Likes:
Resumo de Direito Administrativo para concursos públicos.
Resumo de Direito Administrativo para concursos públicos.

More info:

Published by: Robson Timoteo Damasceno on Sep 03, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/20/2013

pdf

text

original

 
1.1.6
 –
Controle e Responsabilização da Administração
1.1.6.1
 –
Noções Gerais sobre Controle
Introdução
Peritos Criminais federais são servidores públicos e nesta condição agem em nome daAdministração. Seus atos devem ser de acordo com a lei e com o interesse público. Para queassim seja, estão sujeitos a controle e responsabilização por seus atos. Servidores públicos,principalmente aquele imbuídos de grande responsabilidade, precisam estar cientes do tópico queestudaremos neste capítulo. Além disto, os assuntos aqui tratados estão entre os mais cobradosem Direito Administrativo em concursos.A
Administração Pública
atua por meio de seus órgãos e seus agentes, os quais sãoincumbidos do exercício das funções públicas, ou seja, da atividade administrativa. A funçãoadministrativa existe nos três poderes, sendo que é exercida tipicamente pelo Poder Executivo eatipicamente pelos demais poderes (Poder Legislativo e Poder Judiciário).No exercício de suas funções, a Administração Pública sujeita-se a controle por parte dosPoderes Legislativo e Judiciário, além de exercer, ela mesma, o controle sobre os próprios atos.Esse controle abrange não só os órgãos do Poder Executivo, mas também os dos demaisPoderes, quando exerçam função tipicamente administrativa; em outras palavras, abrange aAdministração Pública considerada em sentido amplo.A
finalidade do controle
é a de assegurar que a Administração atue em consonância comos princípios que lhe são impostos pelo ordenamento jurídico, como os da legalidade, moralidade,finalidade pública, publicidade, motivação, impessoalidade; em determinadas circunstâncias,abrange também o controle chamado de mérito e que diz respeito aos aspectos discricionários daatuação administrativa.Embora o controle seja atribuição estatal, o administrado participa dele na medida em quepode e deve provocar o procedimento de controle, não apenas na defesa de seus interessesindividuais, mas também na proteção do interesse coletivo. A Constituição outorga ao particulardeterminados instrumentos de ação a serem utilizados com essa finalidade. É esse,provavelmente, o mais eficaz meio de controle da Administração Pública: o
controle popular
.Todavia, em nosso sistema não é o povo que diretamente administra o Estado, razão pelaqual escolhe seus representantes, que irão representá-lo no parlamento e editar as normas que osagentes públicos, como administradores, deverão aplicar para alcançar o pretendido e inafastávelinteresse da coletividade
 –
o interesse público.O controle constitui poder-dever dos órgãos a que a lei atribui essa função, precisamentepela sua finalidade corretiva; ele não pode ser renunciado nem retardado, sob pena deresponsabilidade de quem se omitiu. Ele abrange a fiscalização e a correção dos atos ilegais e, emcerta medida, dos inconvenientes ou inoportunos.Em resumo, podemos definir o controle da Administração Pública como o poder defiscalização e correção que sobre ela exercem os órgãos dos Poderes Judiciário, Legislativo eExecutivo, com o objetivo de garantir a conformidade de sua atuação com os princípios que lhesão impostos pelo ordenamento jurídico.Inicialmente apresentaremos conceitos básicos e fundamentais neste assunto, para nasseções posteriores aprofundar o assunto fechando com responsabilidade da Administração, outrotema importante para concursos públicos e mais do que isto, para a vivência do servidor público.
 
Espécies de Controles
Diversas classificações podem ser empregadas para os controles que existem naAdministração Publica. Uma primeira classificação, bastante usada e natural é a que considera opoder envolvido no controle, seguindo a clássica separação de 3 poderes. Por esta classificaçãotemos:
 
Controle administrativo:
feito no próprio âmbito administrativo, pode ser tutelar ouhierárquico.
 
Controle legislativo:
realizado pelo Poder Legislativo, com auxílio dos Tribunais deContas.
 
Controle judicial:
próprio do Poder Judiciário, sendo necessariamente invocado peloprincípio da inércia (Artigo 2º do CPC).Outra classificação é quanto ao âmbito do controle, sendo:
 
Controle interno:
feitos pelos próprios poderes sobre seus órgãos e agentes, pode ser
tutelar
(também chamado supervisão ministerial, que ocorre, por exemplo, no controle daUnião sobre autarquias) e
hierárquico
(por exemplo o controle de uma secretaria sobreum departamento).
 
Controle externo:
feito por um dos poderes sobre os outros, bem como pelaAdministração direta sobre a indireta. Por exemplo o controle dos Tribunais de Contassobre órgãos do Executivo.Uma outra classificação é se o controle é de mérito ou de legalidade, sendo:
 
Controle de mérito:
aquele que examina aspectos de oportunidade e conveniência dosatos praticados. Só pode ser feito sobre atos discricionários. Este controle só pode ser feitopela própria administração, a não ser nos casos de ilegalidade ou falta de razoabilidade.Cabe ao Executivo, e com restrições ao Legislativo.
 
Controle de Legalidade:
cabe aos 3 poderes, verificando se a atividade administrativa sedeu conforme a Lei.Quanto ao momento em que o controle se realiza temos:
 
Controle prévio ou preventivo:
realizado antes da realização da atividade. Exemplos sãoos diversos dispositivos que colocam necessidade de aprovação do Legislativo para atosdo Executivo.
 
Controle concomitante:
ocorre juntamente ao desenvolvimento da atividade, como asfiscalizações sobre serviços ao público, por exemplo.
 
Controle posterior:
ocorre depois de praticado ao ato, como por exemplo nashomologações, aprovações, etc.Temos ainda a classificação em:
 
Controle de ofício:
realizado pela própria Administração, baseado no princípio da auto-tutela.
 
 
Controle provocado:
ocorre quanto um terceiro se dirige a Administração buscandoreparação de um ato, através dos meios a ele fornecidos.Tendo posto as classificações dos controles existentes na Administração Pública, falemosem seguida sobre as formas de invalidação dos atos administrativos, forma essencial do controleser feito.
 
Revogação e Anulação
Revogação e anulação são as duas formas de invalidação de atos administrativos. Esteassunto encontra-se entre aqueles sempre cobrados em concursos públicos, por isso compreende-lo, algo que não é tão difícil é importante.
Revogação
é a supressão de um ato administrativo legítimo e eficaz, realizada pelaAdministração - e somente por ela - por não mais lhe convir sua existência. Toda revogaçãopressupõe, portanto, um ato legal e perfeito, mas inconveniente ao interesse público. Se o ato forilegal ou ilegítimo não ensejará revogação, mas, sim, anulação. A revogação funda-se no poderdiscricionário de que dispõe a Administração para rever sua atividade interna e encaminhá-laadequadamente à realização de seus fins específicos. Essa faculdade revogadora é reconhecida eatribuída ao Poder Público, como implícita na função administrativa.Em principio, todo ato administrativo é revogável, mas motivos óbvios de interesse naestabilidade das relações jurídicas e de respeito e os direitos adquiridos pelos particulares afetadospelas atividades do Poder Público impõem certos limites e restrições a essa faculdade daAdministração.Neste ponto é de se relembrar que os atos administrativos podem ser
gerais
ou
regulamentares
(regulamentos e regimentos) e especiais ou individuais (nomeações, permissões,licenças etc.). Quanto aos primeiros, são, por natureza, revogáveis a qualquer tempo e emquaisquer circunstâncias, desde que a Administração respeite seus efeitos produzidos ate omomento da invalidação. E compreende-se que assim o seja, porque estes atos (gerais ouregulamentares) têm missão normativa assemelhada à da lei, não objetivando situações pessoais.Por isso mesmo, não geram, normalmente, direitos subjetivos individuais à sua manutenção, razãopela qual os particulares não podem opor-se à sua revogação, desde que sejam mantidos osefeitos já produzidos pelo ato. Quanto aos atos administrativos especiais ou individuais, sãotambém, em tese, revogáveis, desde que seus efeitos se revelem inconvenientes ou contrários aointeresse público, mas ocorre que esses atos se podem tornar operantes e irrevogáveis desde asua origem ou adquirir esse caráter por circunstâncias supervenientes à sua emissão. E tais são osque geram direitos subjetivos para o destinatário, os que exaurem desde logo os seus efeitos e osque transpõem os prazos dos recursos internos, levando a Administração a decair do poder demodificá-los ou revogá-los. Ocorrendo qualquer dessas hipóteses, o ato administrativo torna-seirrevogável, como tem entendido pacificamente a jurisprudência. Em qualquer dessas hipóteses,porém, consideram-se válidos os efeitos produzidos pelo ato revogado até o momento darevogação, quer quanto às partes, quer em relação a terceiros sujeitos aos seus efeitos reflexos.
Anulação
é a declaração de invalidade de um ato administrativo ilegítimo ou ilegal, feitapela própria Administração ou pelo Poder Judiciário. Baseia-se, portanto, em razões delegitimidade ou legalidade, diversamente da revogação, que se funda em motivos de conveniênciaou de oportunidade e, por isso mesmo, é privativa da Administração. Desde que a Administraçãoreconheça que praticou um ato contrário ao Direito vigente, cumpre-lhe anulá-lo, e quanto antes,para restabelecer a legalidade administrativa. Se não fizer, poderá o interessado pedir ao judiciárioque verifique a ilegalidade do ato e declare sua invalidade, através da anulação.Outra modalidade de anulação é a cassação do ato que, embora legítimo na sua origem eformação, torna-se ilegal na sua execução. Isto ocorre principalmente nos atos administrativosnegociais, cuja execução fica a cargo do particular que o obteve regularmente mas o descumpreao executá-lo, como, p. ex., num alvará de licença para construir, expedido legalmente masdescumprido na execução da obra licenciada. O conceito de ilegalidade ou ilegitimidade, para finsde anulação do ato administrativo, não se restringe somente à violação frontal da lei. Abrange nãosó a clara infringência do texto legal como, também, o abuso, por excesso ou desvio de poder, oupor relegação dos princípios gerais do Direito. Em qualquer dessas hipóteses, quer ocorraatentado flagrante à norma jurídica, quer ocorra inobservância velada dos princípios do Direito, oato administrativo padece de vício de ilegitimidade e se torna passível de invalidação pela própriaAdministração ou pelo Judiciário, por meio de anulação.A ilegitimidade, como toda fraude à lei, vem quase sempre dissimulada sob as vestes dalegalidade. Em tais casos, é preciso que a Administração ou o Judiciário desça ao exame dosmotivos, disseque os fatos e vasculhe as provas que deram origem à prática do ato inquinado denulidade. Não vai nessa atitude qualquer exame do mérito administrativo, porque não se aprecia a

Activity (88)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads
Carmiola liked this
Carmiola liked this
dnielemilaio liked this
Maikon Andrade liked this
Daniel Ferreira liked this
Paulinha D'Amico liked this
Edson Marques liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->