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Nas negras sombras mergulhei meu coração Vermelho e quente, o sangue escorre de um punhal. Morta está a esperança e o som da canção, Em um dia funesto e festejado como o Natal.

À noite, por cemitérios, errante, vaguei, Buscando, quem sabe, a eterna paz, Por sombrios túmulos perambulei, Mas nada do que quis me fez voltar atrás.

Um som triste, uma canção de maldição, O canto do corvo, com seu olhar impenetrável, Irá buscar sem cessar uma plateia para uma audição.

Que pena, a fonte da intuição antes inesgotável, Exangue, agonizante, jaz, agora, morta no chão, Mesmo porque nada isso nunca foi notável.

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