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DIREITO CONSTITUCIONAL I

DIREITO CONSTITUCIONAL I

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Versão provisória dos apontamentos recolhidos durante as aulas ministradas no 1.º semestre pelos Exmos. Professores Doutores Paulo Ferreira da Cunha e Anabela da Costa Leão, no ano lectivo de 2009/2010, na Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP).
Versão provisória dos apontamentos recolhidos durante as aulas ministradas no 1.º semestre pelos Exmos. Professores Doutores Paulo Ferreira da Cunha e Anabela da Costa Leão, no ano lectivo de 2009/2010, na Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP).

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    P    á   g   i   n   a
    1 
DIREITO CONSTITUCIONAL I
(Terça-Feira, 29 de Setembro de 2009, 11h-13h  Aula Prática)
 
É
necessário distinguir diferentes ordens normativas: jurídica,religiosa, trato social, moral;
 
Por norma, entende-se o comando geral e abstracto, contido nasdiferentes disposições legais; por lei, entende-se o conjunto denormas contidas em diferentes suportes.
 
Pirâmide
No
rmativa
(
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ter
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, por Hans Kelsen:
o
 
N
o topo da pirâmide, surge a Constituição da RepúblicaPortuguesa (Lei Fundamental do Estado), seguindo-se, numsegundo patamar, as Leis produzidas pela Assembleia daRepública, os Decretos-lei provenientes do Governo e osDecretos Legislativos Regionais originários das AssembleiasLegislativas das Regiões Autónomas e, por fim, na base dapirâmide, os regulamentos.
 
A Constituição é o fundamento de validade das Leis (força superior),espelhando os aspectos fundamentais do Estado;
 
I
nicialmente, as Constituições debruçavam-se sobre a organizaçãopolítica do Estado e os direitos fundamentais. Actualmente,abarcam outras áreas (p.e. organização económica), dado que oEstado assumiu novas competências;
 
Compete aos diferentes ramos do Direito (Civil, Fiscal, Penal, entreoutros) desenvolverem os princípios fundamentais da Constituição;
 
O
s Direitos Positivos (p.e. direito à saúde, direito à educação)exigem do Estado um investimento económico, já os Direitos
N
egativos (p.e. direito à vida, liberdade de consciência) possibilitamao Estado tomar uma posição passiva / abstencionista. Trata-se deuma distinção tendencial;
 
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os
de
1.ª G
era
ção
 direitos civis e políticos, que cuidamda protecção das liberdades públicas (os direitos individuais,compreendidos como aqueles inerentes ao Homem e que
 
 
    P    á   g   i   n   a
    2 
devem ser respeitados por todos os Estados (dever geral derespeito), como o direito à liberdade, à vida, à propriedade, àmanifestação, à expressão, ao voto, entre outros);
o
 
D
ireit
os
de
2.ª G
era
ção
 direitos sociais, económicos eculturais, que passaram a exigir a intervenção do Estado paraque a liberdade do Homem fosse protegida totalmente (odireito à saúde, ao trabalho, à educação, o direito de greve,entre outros);
o
 
D
ireit
os
de
3.ª G
era
ção
 direitos de solidariedade, voltadospara a protecção dos interesses da colectividade (interessesdifusos). As Constituições passam a integrar normas deprotecção do meio ambiente e de conservação do patrimóniohistórico e cultural.
 
Surgem, actualmente, matérias como a bioética (abarca questõesonde não existe consenso moral  p.e. fertilização
in vitro
, aborto,clonagem, eutanásia, transgénicos), que exigem ao jurista a criaçãode legislação;
 
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o
 
Parte
I
 Direitos e deveres fundamentais;
o
 
Parte
II
O
rganização económica;
o
 
Parte
III
O
rganização do poder político
 
Ó
rgãos de soberania
y
 
Designação;
y
 
Competências;
y
 
Funcionamento.
o
 
Parte
IV
 Garantia e revisão da Constituição
 
Fiscalização da Constitucionalidade (defende aConstituição das normas que lhe são contrárias);a.
 
Fiscalização preventiva  solicitada peloPresidente da República antes fa promulgaçãodo diploma legal.
 
Revisão Constitucional (defende a Constituição,actualizando-a).
 
 
    P    á   g   i   n   a
    3 
 
Analisar artigos 13º e 36º da CRP, a propósito do casamentohomossexual.
O
artigo 13º, n.º 2, prevê igualdade em razão deorientação sexual.
O
artigo 36º, n.º 1, prevê que todos têm o direitode contrair casamento em condições de igualdade. Comparar comCódigo Civil, artigo 1577º que não possibilita a contracção docasamento homossexual.
O
regime de união de facto não prevêdeterminados direitos (p.e. direitos sucessórios, de utilização denome de família) que o casamento prevê;
V
er acórdão do TribunalConstitucional sobre o casamento homossexual;
 
A primeira Constituição Portuguesa data de 1822 (constituição emsentido formal). Todavia, já anteriormente havia um conjunto deprincípios que norteavam a organização do país (constituição emsentido material). Actualmente, a nossa Constituição assume-se nosdois sentidos.

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