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Realidade e desafios da mìdia educação na Italia

Realidade e desafios da mìdia educação na Italia

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En La educaciòn en medios en Europa, «Comunicar», 28, 2007, pp. 18-24.
En La educaciòn en medios en Europa, «Comunicar», 28, 2007, pp. 18-24.

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Categories:Types, Research
Published by: Pier Cesare Rivoltella on Jun 29, 2008
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Realidade e desafios da mìdia educação na Italia
Pier Cesare Rivoltella, UCSC[in La educaciòn en medios en Europa, «Comunicar», 28, 2007, pp. 18-24]Nesta contribuição vamos tentar de definir a realidade da mìdia educação (ME) assìm como sedesenvolviu na Italia nos ultimos 15 anos e, no mesmo tempo, individualizar os pincipais desafiosque issa devera enfrentar no proximo futuro. O quadro de referencia, fazendo isso, sera constituidopela pesquisa que foi acabada o ano passado sobre o estado da pesquisa na ME (Rivoltella, 2005):as linhas da nossa reflexão acham nesta pesquisa uma hipotese de trabalho que hoje parece aindamais profitavel.
1. Questôes norteadoras
Hà augums anos, um numero monogràfico da revista “Stdium Educations” publicada para aUniversidade de Padova (Galliani e Maragliano, 2002) provocou uma polemica sobre a origem damìdia educação na Italia.Os autores, neste numero, destacam que a historia da relação entre meios e educação na Italiacomeça pelo menos no final dos anos Cinquenta, quando pela primera vez difonde-se a pratica doscineclubs, emportada da França para os padres jesuitas e desenvolvida sobretudo atravès asexperiencias do
Centro Studi Cinematografici
(CSC), uma das principais associaçoõs italianas deeducação ao cinéma.Fica clara, neste sentido, a intenção dos editores de pegar posição contra quem fala ao contrario quea ME nasceu na Italia sò no final dos anos Otenta (Giannatelli, 1996) encontrando na fundação daMED, a primera associação italiana que refere-se specificamente à ME
1
, um momento deimportante desenvolvimento. «L’equivoco sta nel pensare di poter contenere nel recinto della MediaEducation (servirebbe anche un nome italiano per farne una disciplina) i “cento fiori” delle teorie edelle esperienze italiane di “educazione ai//con/attraverso i media” o peggio nel ritenere che in Italiavi fosse un deserto pedagogico e didattico prima dello “”sbarco anglo-americano” guidato da L.Masterman e J. Pungente»
2
(Galliani, 2002; 575).Além disso tem outra questão, de nivel teorico, como o Galliani indica quando fala que se a MEfosse uma disciplina precisaria também de achar um nome italiano para definir-a. O problema, estaclaro, é aquele do perfil epistemologico da ME que, no nosso Pais, constitui um tema de grandeinteresse em todos os anos Noventa.Estes anos teem sido um periodo de grande dinamismo ao nivel teorico, sobre tudo do ponto devista da fundamentação teorica do conceito da ME. Na Italia a tradição dos estudos academicos, nãosç em educação, é basicamente disciplinarista: isso quer dizer que os objeitos epistemologicosibridos, que estão colocados nos confins das diferentes disciplinas, não tiveram até hoje umaparticular atenção. Esta é também a situação da ME. A pedagogìa, tradicionalmente, nuncareconhesceu uma autonomìa ao problema dos meios em educação, reduzindo-o a uma questão deinstrumentos a suporte do ensino ou a um dos muitos objeitos sobre os quais fiixa-se o olhar dela(neste sentido preferindo falar de
 pedagogia dos meios
melhor que de ME – Felini, 2004). Doutro
1
Cfr. em Internet, URL:http://www.medmediaeducation.it.
2
«O equivoco esta no pensar de conter na cerca da Media Education (precisaria também um nome italiano para poderfalar de uma disciplina) as cento flores da educação “as/com/através os meios” ou, pejor ainda, no achar quue na Italiaficasse um deserto pedagogico e didactico antes do “desembarque anglo-americanno” liderado para L. Masterman e J.Pungente».
 
lado, as ciencias da comunicação não consideraram muito o problema da educação, seja porqueachavam que fosse uma questão pedagogica, seja porque a atenção dos pesquisadores estavaabsorvida completamente em outros problemas: os efeitos dos meios, a relaçao com o poder, aanalise dos textos e do consumo.A possibilidade de saìr desta forma de incomunicabilidade entre pesquisadores e de separação doscampos de investigação sò era aquela de procurar um rencontro das experiencias e das pessoas. Estatarefa foi absolvida para dois congressos. O primero – cujo titulo era “Oltre il giardino”
3
- foiorganizado para Mario Morcellini na Universidade “La Sapienza”, em Roma, no 1989 (os Atosestão publicados no numero monografico
Formazione e comunicazione
da revista «Scuolademocratica», 4, 1990); o segundo foi organizado para quem escreve e junto com a colega AgataPiromallo Gambardella em Naples, na Universidade “Suor Orsola Benincasa”, no 1999 (cfr.Salzano, 2000). O enfoque destes congressos era de possibilitar um rencontre dos pesquisadores deeducação e comunicão para verificar uma hypotese de transversalidade disciplinar colocando ascondiçöes pelo nascimento de uma nova ciencia.O resultado deste rencontro foi a publicação de augums livros nos quais fica possivel achar afundamentação do novo campo de pesquisa da ME. A ME esta definida neste livros como um«campo de teorias» que recupera aportes seja das ciencias da comunicação (por exemplo, osmetodos de pesquisa, ou a indicação dos meios como campo de negociação), seja das ciencias daeducação (como a possibilidade de procurar pelos meios um espaço de confronto ereflexão)(Rivoltella, 2001). A relação desta nova ciencia com as Tècnologìas educativas apparecelogo muito importante, seja porque permite de elaborar uma perspectiva global sobre o uso dosmeios, seja porque as novas tecnologias desafiam a educação numa manera antes desconhecida(Calvani, 2001) sobre a qual vamos voltar na conclusão deste artigo. Enfìm, este novo campo depesquisa abre também um novo campo de intervenção educativa e necessìta de um novo perfil deeducador: o mìdia educador não é nem o educomunicador do qual falam Oliveira Soares (2000) eJacquinot (1998), nem o mediador cultural do qual se interessa Angela Schaun (2002), mas umafigura de coordenamento e atuação competente no desenvolvimento de projetos sobre os meioscomo recursos integrales pela educação (Rivoltella, Marazzi, 2001; Ottaviano, 2001).Esta forma de elaboração teorica permite de responder ao problema do Galliani acenado no começodo paragràfo. Ele tem razão quando fala que a relação entre mìdia e educação è muito mais ampla emais antigua do que a “chegada” da Media Education nos anos Noventa pode pretender; mas estacerto que sem os intercambios de pesquisa entre educadores e comunicadores provocados para estachegada, hoje a gente não terìa a mesma transversalidade disciplinar, o mesmo dialogo entreciencias diferentes, enfìm o mesmo desenvolvimento teorico e pratico dos estudos.
2. Pesquisa e modeles de intervenção
A elaboração teorica daqual temos falado no primero paragrapho faz assìm que hoje na Italia sedesenvolva uma geografìa da pesquisa em ME bem articulada na qual fica possivel individualizaraugumas “escolas” com caracteristicas specificas.A “escola de Milão”, planteada e desonvolvida na Universidade Catolica, tem uma articulaçãointerna varia por orientamento disciplinar e endereços de pesquisa. Aquì são pelomenos treis osCentros de pesquisa que trabalham na area do rencontro entre mìdia e educação: o
CREMIT 
(Centrodi Ricerca sull’Educazione ai Media, all’Informazione e alla Tecnologia), no qual estadisponibilizado
OMERO
(Online Media Education Resources for Organizations)
4
, um programaque eu dirigo finalizado a produzir pesquisa e proveder formação sobre mìdia e educação; o
Osservatorio della Comuinicazione
(OSSCOM)
5
, ccentro de impostação sociologica, que trabalha
3
Para além do jardim.
4
Cfr. em Internet, URL:http://omero.unicatt.it.
5
Cfr. em Internet, URL:http://www3.unicatt.it/pls/unicatt/consultazione.mostra_pagina?id_pagina=1560.
 
principalmente sobre o consumo medial dos jovens; o
SPAE 
(Servizio di Psicologiadell’Apprendimento e dell’educazione in età Evolutiva)
6
, que trabalha sobretudo na area dapsicologìa da aprentizagem e neste sentido considèra os meios como area de envestimento pelossujeitos.A Universidade Catolica foi a primera universidade italiana a realizar um curso de specialização emME (Corso di perfezionamento in
 Media Education: cultura e professione per la formazione multi-mediale
): este curso hoje esta inaugurando a sua oitava edição
7
juntando ao percurso tradicional jàdesenvolvvido nos seite anos precedentes um novo percurso em
 Media, storia e cittadinanza
,realizado atravès de um convvenio com o
 Istituto piemontese per la storia della resistenza e dellasocietà contemporanea “Giorgio Agosti”
de Turìn
8
. No 2004, este curso foi integrado num outrocurso de Master em
Comunicação e Formação
desenvolvido junto com a Universidade da Suiçaitaliana de Lugano
9
: jà tem uma hypotese de transformar este Master num Master internacional noambito do Programa MENTOR
10
da Comunidade Europea e da UNESCO.Um programa de alta formação na mìdia educação esta desenvolvido também para o Departamentode Sociologìa e Comunicação da Universidade de Roma “La Sapienza”. Aquì, o grupo de pesquisado professor Mario Morcellini organizou um observatorio permanente dos consumos culturais dos jovens –
 Mediamonitor Minori
– que trabalha produzindo seja estudos teoricos (Morcellini, 2003),seja pesquisas no campo (Tirocchi, Andò, Antenore, 2002). A “escola romana” tem umorientamento mais proximo às ciencias sociais; neste sentido podem-se entender as escolhasmetodologicas que a caraterizam (pesquisa etnographica, analyse dos consumos) e a capacidade dedesenvolvir parcerias com as realidades institucionais que ficam no territorio.Mais pedagogico è o orientamento das escolas de Padova e de Turìn.Na Universidade de Padova foi instituido, no final dos anos Cinquenta, o primero ensino depedagogia do audiovisual para o professor Flores D’Arcais. Um aluno dele, Luciano Galliani, é hojeo lider dum grupo de pesquisa que trabalha sobre a mìdia e as technologìas da comunicaçãocruzando diiferentes abordagens teoricos: no team tem psicologos (Messina, 2005), pedagogistas,informaticos e comunicadores.No que diz respeito da escola de Turìn precisa tambem por issa destacar que ela tem uma orientaçãopedagogica, trabalhando sobretudo ao problema de individualizar criterios para a avaliação datelevisão de qualidade. Neste sentido a equipe trabalha hà augums anos em parceria com a sede daRAI (a TV do estado) de Turìn monitorando “Melevisione”, um programa para crianças aìdesenvolvido (Coggi, 2000, 2002, 2003).Um dos resultados que estes centros de pesquisa conseguiram foi de provocar seja a constituição deassociações e grupos de trabalho, seja o coordenamento e o reconhecimento num unico movimentode grupos e associações que jà trabalhavam antes no campo da ME. Està claro que seria impossìvelfazer aquì uma resenha, nem parcial, de todas estas realidades associativas italianas, considerandoque neste Paìs a majoria das intervençoes educativas sobre os meios estão feitas propiamente pararealidades associativas, ao ponto de poder dizer que a via italiana à ME è uma via associativa(Rivoltella, 2001; 91 ss.): então vamos individualizar aquelas que, na perspectiva deste artigo,parecem mais interessantes.A primera experiencia jà foi indicada na abertura desta contribuição referenciiando a polemica deGalliani sobre o verdadeiro nascimento da ME na Italia, antes ou depois da “chegada” deMasterman e Pungente. Trata-se da associação
 MED. Associazione italiana di educazione ai mediae alla comunicazione
. Fundada no 1995 em Roma, a MED foi inspirada para a AML (Associationfor Media Literacy) do Ontario, em Canada: a idèia era de fornecer um coordenamento para todosos grupos que na Italia trabalham com meios no contexto educativo e foi desenvolvida procurando
6
Cfr. em Internet, URL:http://www.unicatt.it/psicologia/spaee/http://www.unicatt.it/psicologia/spaee/ .
7
Cfr. em Internet, URL:http://www.unicatt.it/eventiuc/dettaglioweb.asp?id=5296&uff=4.
8
Cfr. Em Internet, URL:http://www.istoreto.it/ .
9
Cfr. em Internet, URL:http://www3.unicatt.it/pls/unicatt/consultazione.mostra_pagina?id_pagina=3049.
10
Cfr. Em Internet, URL:http://www.mentor.org.

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