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Por uma outra globalização - milton santos

Por uma outra globalização - milton santos

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Resumo do livro Por uma outra globalização, de Milton Santos
Resumo do livro Por uma outra globalização, de Milton Santos

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08/20/2013

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Por uma outra globalização – Milton Santos
Resumo: SANTOS, Milton.
 Por uma outra globalização:
do pensamentoúnico à consciência universal. 5. ed. Rio de Janeiro : Record, 2001.Eduardo Sens dos Santoseduardo_sens@yahoo.com
 Introdução geral 
É preciso perceber três espécies de globalização se queremos escaparà crença de que este mundo, assim como nos é apresentado, é a única opçãoverdadeira: há o mundo tal como nos fazem vê-lo, com a globalização comobula; o segundo é o mundo como ele é, com a globalização comoperversidade; e o terceiro, o do mundo como ele pode ser, o da
outra globalização
.
A globalização tem três faces, portanto: é uma fábula, na medida em quefantasia-se acerca de mitos como a comunicação universal, o fim do Estado e aaldeia global.O outro lado é a globalização perversa, que ataca a maioria dos países pobres, trazendo miséria, fome e doenças. Mas as mesmas técnicas que permitemem países ricos a proliferação da ideologia perversa permitirão aos países pobresum movimento de baixo para cima, que imporá uma nova ideologia maishumana.
 A produção da globalização
Como só se pensa na crise financeira, a crise política, a crise social e acrise moral ficam em segundo plano e se aprofundam mais.A globalização é produzida com uma rie de ferramentas, como aunicidade da técnica, que faz com que todo o mundo tenha acesso às últimasnovidades técnicas. A informação é outro expediente que permite a técnica única
 
e que leva à convergência de momentos, ou seja, à ocorrência em todos osgrandes centros dos efeitos das mudaas no resto do mundo. Mas essainformação é deturpada e também gera efeitos.
A unicidade da técnica e a convergência de momentos fazem com quea o único motor do mundo seja a mais-valia. Tudo se faz para aumentá-la e,em conseqüência, a competitividade aumenta.
O motor único também é possível graças ao conhecimento do planeta, àmedida que é possível escolher lugares e materiais mais lucrativos.Tudo isso leva a crer que o período por que passamos é uma crise, querequer uma mudança estrutural.
Uma globalização perversa
A globalização perversa é baseada em fábulas como a da comunicaçãoglobal, do espaço e tempo contraídos, da desterritorialização e da morte doEstado. o bulas porque a informão é centralizada e manipulada nointeresse das grandes empresas. A diminuição de espaço e tempo pregada sóacontece para poucos. A globalização perversa precisa dos territórios e dosgovernos internos para se manter e a morte do Estado, por sua vez, só aproveitaàs poucas empresas hegemônicas.Todas essas fábulas são inculcadas nos cidadãos antes mesmo de qualquer ação.
A busca incessante pelo dinheiro leva à competitividade que geraindividualismos e violência. O discurso hegemônico, por sua vez, faz issoparecer inevitável. Sai de cena então a solidariedade e cresce o desemprego ea miséria.Os homens o o mais cidaos, mas meros consumidores,comandados pelas técnicas de
marketing 
e
design
, impostas pela suposta“informação”.
A ciência (e aí se incluem as pesquisas eleitorais) é ideologizada etambém cai num círculo vicioso para legitimar a própria ideologia de que évítima.
 
Nascem daí a violências estrutural e a perversidade sistêmica, onde acompetitividade e a potência (falta de solidariedade ou prevalência sobre osoutros) puras, unidas à ideologia neoliberal, fazem parecer normais asexclusões sociais.
 
Fala-se muito em violência da sociedade de nosso tempo,mas esquece-se que as violências que mais percebemos são apenas derivadas.A violência estrutural resulta da presença, em estado puro, dacompetitividade, da potência e do dinheiro. A essência da perversidade é acompetitividade, uma guerra em que tudo vale para conquistar melhoresespaços no mercado.
 Na evolução das sociedades o progresso da ciência caminhava em direçãoao da humanidade. A revolução industrial quebrou esse ritmo, mas as idéiasfilosóficas e morais da época conseguiram manter um contrapeso. O resultado foio alcance do Estado Social. A globalização perversa ainda consegue quebrar esse processo e faz o homem retornar ao estado primitivo do cada um por si. MiltonSantos entende, portanto, que o homem caminha para o progresso, mas háalgumas falhas nessa caminhada.Além disso, os avanços tecnológicos apenas servem aos interesses domercado, sem consideração com os da humanidade.Por outro lado, as grandes empresas passam a dominar o cenário político echantageam governos para que concedam incentivos fiscais na instalação.
De todo esse processo advém a
 pobreza estrutural 
, excludente, que aideologia neoliberal (Hayek) insiste ser necessária, inevitável e natural e que,por isso, deve-se em alguma medida estimulá-la. Se a crise é estrutural, nãosão possíveis solões o-estruturais. A ruptura como o sistema daglobalização perversa há de ser total.Nesse quadro, o papel dos intelectuais é quebrar o pensamento único,fazendo a dialética, porque o globalitarismo é forte se encontracontrapartida interna. Quer dizer, depende de cada país o modo com vai seinserir na globalização.
O território do dinheiro e da fragmentação

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