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06 07 10 a Parentela Corporal e a Parentela Espiritual

06 07 10 a Parentela Corporal e a Parentela Espiritual

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Published by Fernandes Martinho
Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir
Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir

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A parentela corporal e a parentela spiritual
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 Tema: A parentela corporal e a parentela espiritualFonte: Evangelho segundo o Espiritismo, XIV: item, 8.
A PARENTELA CORPORAL E A PARENTELA ESPIRITUAL
8.
Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo,mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o paiquem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, noentanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritossimpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas,também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve deprovação.Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão deidéias, os quais prendem os Espíritos
antes, durante e depois
de suas encarnações. Segue-se que dois seresnascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem entãoatrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se,conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade dasexistências. (Cap. IV, nº 13.)Há, pois, duas espécies de famílias:
as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais.
Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam
 
no mundo dos Espíritos, através das váriasmigrações da alma; as segundas, frágeis como a
 
matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvemmoralmente, já na existência
 
atual.Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão
 
minha mãe e meusirmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que
 
faz a vontade de meu Pai que está noscéus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos,que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este
 perdera o espírito.
Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesusdissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: "Eis aqui meus verdadeiros irmãos." Emborana companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica hajapretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia.Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.
PONDERAÇÕES:
Este estudo de famílias no Espiritismo é explicável, e Allan Kardec fez um discernimento explicativo deuma forma bem compreensível, acessível, transparente e livre para todos nós .Eis alguns pontos principais:1° - O Espírito já existia antes da formação do corpo.2° - Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho.3° - Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhãode idéias, os quais prendem os Espíritos
antes, durante e depois
de suas encarnações.4° - Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se ofossem pelo sangue.- Podem eno atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irosconsangüíneos podem repelir-se.6° - Há, pois, duas espécies de famílias:
as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laçoscorporais.
Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam
 
no mundo dos Espíritos.
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Estudo feito por A.. M. Fernandes no Centro Espírita Joana d’Arc, São João de Meriti,RJ. a 06/ 07/ 2010.
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7° - Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão
 
minha mãe e meusirmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que
 
faz a vontade de meu Pai que está noscéus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.* * *Bem, tirando da Doutrina Espírita, que acredita na reencarnação e a comprova, 
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são poucas as Doutrinasque possam explicar esta passagem difícil de se entender no Evangelho.Das Doutrinas adentro do Cristianismo sabemos que há os dogmas, segundo eu as entendo que quandose morre, ou seja, se desencarna nosso espírito ou alma, conforme é aceita por todos os aderentes desse dogma,essa alma vai para Deus, porém fica à espera como que a dormir, sim, à espera da ressurreição para um julgamento final, em que será decidida sua situação espiritual.Daí, sem movimento de ação positiva ou negativa, todas essas almas ficam numa condição de inércia,sem poder influenciar nem ser influenciada, daí trazendo a conseqüência de serem desfeitas nos laços corporaisconsangüíneos as únicas famílias a que teriam tido ou possam ter., pois ao falecer se rompe os laços para sempre.Há, porém nessas Doutrinas quem acredite que se possam influenciar essas almas, pela prece e oraçõesa seu favor, mas poucos acreditam que essas almas possam nos dar qualquer retorno, nem que nos ame muito,pois estão segundo certas Doutrinas, num estado de sem permissão de se comunicar perpetuamente, vamos dizer assim, essas convicções têem raízes profundas e tradicionais.A Igreja Católica aceita que os Santos podem nos ajudar, daí, muitos testemunhos de pessoas quepediram ajuda a ‘Santos’ e foram atendidas, daí, há exceção segundo essa interpretação, mas se Santos nospodem ajudar também devemos supor que os familiares que nos amam também possam, isto é se tiveremcondição, pois muitos só podem nos atrapalhar, nesse caso, que nos deixem virar sozinhos, por bem, não éassim? É por que cada um responde por si e o caminho de tarefa de um, outro não deve por bem, atrapalhar.Então temos testemunho que o além pode nos influenciar,
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 seja pelos testemunhos da Igreja ou doEspiritismo, daí sabermos que não é conforme o dogma da paralisação no além à espera do julgamento final.Os julgamentos constantes e finais precisam ser interpretados à luz da razão sem fanatismos, pois a lógicanos diz que constantemente estamos a ser julgado pelas leis de ‘Causa e Efeito’,
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 que nos ajustamconstantemente à atualização da vida e nos dirige à conscientização do certo e do errado e daí as Leis fazer-nosacertar conscienciosamente no bem e no amor, pois, quando não vai pelo amor, vai pela dor.Como exemplo, sabemos que o homem está causando à Terra através de desajustes e poluição etc,muito mal à Terra a qual responde com efeitos negativos como se sentisse magoada, daí um julgamento que fez ohomem se arrepender, e agora está procurando reparar esse mal, que ele fez, ao refletir por quê a Terra reagiu deimediato e de certo modo inesperado.É neste aprendizado generalizado que o homem avança se desenvolve, evolui e tem progresso, isto desdeo princípio dos tempos, pois ele foi criado por Deus ‘Simples e ignorante’,
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porém seu Espírito eterno que lhe foidoado por Deus acumula incessantemente seus ensinos, e avança nos desígnios de Deus sempre para um futuromelhor, errando, se arrependendo e se reajustando, em seqüência ao arrependimento que lhe pede e exige demodo obvio o ajustamento urgente, perante as Leis Naturais, que o governa, lidera e provoca os ensinamentosnecessários ao seu desenvolvimento moral e intelectual relativamente..A vida continua, mais viva do que podemos imaginar, pois ‘há mais coisas entre o Céu e a Terra do quepodemos sonhar’,
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 É obvio que a vida continua, pois o Espírito é eterno, não por que se fez eterno ele próprio,
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 mas porquefoi assim da Vontade de Deus que o criou. Sim, o Espírito já é eterno, portanto não será pelo esforço que faça paraganhar essa graça de eternidade.Seu esforço
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lhe é pedido para que seja feliz e cresça progressivamente na sua evolução, a graus cadavez mais puros no caminho da perfeição, ascendendo para Deus seu Criador, que o acompanha atravez dosmilênios que sejam precisos ou das encarnações ‘Quantas forem necessárias’
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ao seu desenvolvimento e pureza.
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O Livro dos Espíritos, Q. 166-188.
3
O Livro dos Espíritos, Q. 459, 495
4
Evangelho Segundo o Espiritismo, 5: 4-10
5
O Livro dos Espíritos, Q. 115-121.
6
Shakespeare “There is more between Heaven and Earth than thou canst dream of”.
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Mateus, 6: 27. - Nem em nossa estatura temos poder, muito menos sobre aeternidade.
8
Evangelho Segundo o Espiritismo, 7: 4.
9
O Livro dos Espíritos, Q. 169.
2
 
Por mais longo o percurso que seja, até chegar a ser Espírito Puro
 em que terá comunhões especiaiscom Deus, conhecendo Seus pensamentos e desígnios, atuando e administrando tarefas espontaneamente naVontade de Deus, com jubilo e satisfação gozando as bênçãos dos Céus a ele merecidas.Ora, a vida continua, e se o Espírito ainda se encontra muito aquém de ser perfeito, é lógico que no alémna vida espiritual, sua evolução se perpetua em complemento à vida corporal, que lhe é imposta pelas Leis dereencarnação enquanto precisar de corpo físico, assim como os encaminhamentos e os estudos que o Mundofísico comporta, como ferramenta provendiciada por Deus para ser usada pelo Espírito que tenha necessidade, ehaja compreensão de que uma só encarnação, não é suficiente
 para um Espírito absorver o conteúdo geral quea Terra contenha e lhe oferece, embora seja ela de ‘Provas e Expiações’, 
contém em si múltipla graduação.Até, por que, aqui pode dar seqüência aos seus adiantamentos, numa continuação ou novo capítulo à suaprévia missão, assim como continuar com seus amigos, suas afinidades, suas famílias, suas simpatias, seus ideaisetc, cujos se lhes fosse tiradas, em virtude de que tivesse que ir para outro Mundo, por razão desconhecida,
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onde teria que recomeçar tudo de novo sem ter apoio de nada e desconhecer esse Mundo por completo,.a sóconsigo mesmo sem apoio absolutamente nenhum, enceto claro indubitavelmente de Deus onipresente.Isso, ao Espírito é indesejável, improvável e sabemos que Deus é de Harmonia, Suas Leis sãoconscienciosamente de Amor cumprindo Sua Vontade, redigidas pelo Seu Pensamento e mantidas sem seremderrogadas nem revogadas, por que sendo Deus perfeito em todos Seus atributos, Suas Leis são criadasobviamente com pensamento harmonioso e decretado, deduz-se que assim seja, pelo entendimento que temos deSeus atributos, 
ao nível da nossa presente compreensão.Sim, quando o Espírito, completa a moral e a intelectualidade que o Mundo lhe oferece, claro que tem deascender em seqüência para Mundos superiores, mas terá sempre contacto com suas famílias deixadas emretrocesso se é que não o possam acompanhar, pois as afinidades e o amor universal atravessa o UniversoCósmico instantaneamente pelo pensamento do Espírito que o emite e o amor é de durabilidade infinita.
* * *
Bem, vejamos o item 28 do capitulo XI do livro de Allan Kardec ‘AGênese’:
28.
- “Quando, em um mundo, os Espíritos hão realizado a soma de progresso que o estado desse mundocomporta, deixam-no para encarnar em outro mais adiantado, onde adquiram novos conhecimentos e assim por diante, até que, não lhes sendo mais de proveito algum a encarnação cm corpos materiais, passam a viver exclusivamente da vida espiritual, em a qual continuam a progredir, mas noutro sentido e por outros meios.Chegados ao ponto culminante do progresso, gozam da suprema felicidade. Admitidos nos conselhos doOnipotente, conhecem-lhe o pensamento e se tornam seus mensageiros, seus ministros diretos no governo dosmundos, tendo sob suas ordens os Espíritos de todos os graus de adiantamento.Assim, qualquer que seja o grau em que se achem na hierarquia espiritual, do mais ínfimo ao maiselevado, têm eles suas atribuições no grande mecanismo do Universo; todos são úteis ao conjunto, ao mesmotempo que a si próprios. Aos menos adiantados, como a simples serviçais, incumbe o desempenho, a princípioinconsciente, depois, cada vez mais inteligente, de tarefas materiais. Por toda parte, no mundo espiritual, atividade,em nenhum ponto a ociosidade inútil.A coletividade dos Espíritos constitui, de certo modo, a alma do Universo.Por toda parte, o elemento espiritual é que atua em tudo, sob o influxo do pensamento divino. Sem esseelemento, só há matéria inerte, carente de finalidade, de inteligência, tendo por único motor as forças materiais,cuja exclusividade deixa insolúveis uma imensidade de problemas. Com a ação do elemento espiritualindividualizado, tudo tem uma finalidade, uma razão de ser, tudo se explica.Prescindindo da espiritualidade, o homem esbarra em dificuldades insuperáveis.”
* * *
De apoio ao estudo vejamos ‘A Gênese’, XVII: 65 e 66:
10
O Livro dos Espíritos, Q. 112- 113 - 625.
11
O Livro dos Espíritos, Q. 169 e 196.
12
Evangelho segundo o Espiritismo, 3: 13-15.
13
Allan Kardec, ‘A Gênese, 11: 34.
14
O Livro dos Espíritos, Q. I: 1-13. - A Gênese, 2: 8-19.
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