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Recurso Adesivo doutrina

Recurso Adesivo doutrina

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O RECURSO ADESIVO E SUA APLICAÇÃO NOS JUIZADOS ESPECIAIS
Sumário:
1) Considerações iniciais; 2) Terminologia; 3) Razões históricas para osurgimento do recurso adesivo; 4) Características do recurso adesivo; 5) Justificativa efinalidade; 6) Aplicação nos Juizados Especiais; 7) Considerações finais; 8)Referências.
1)Considerações iniciais
Por causa das crescentes discussões sobre os meios de impugnação nos Juizados EspeciaisCíveis e, particularmente, sobre o cabimento ou não do recurso adesivo neste rito, é proveitoso o presente estudo.A lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, nº 9.099 do ano de 1995, surgiu com oobjetivo de acelerar o processo, demonstrado através dos princípios dispostos em seu artigo 2º:
“o processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação”.
Em 2004, a celeridade e a razoável duração do processo tornaram-se prinpiosconstitucionais, albergados no art. 5º, inc. LXXVIII.Torna-se extremamente necessária a utilização do recurso subordinado no âmbito dos juizados especiais cíveis, permitindo o recurso adesivo ao recurso inominado e, para tanto,defenderemos esta linha, a qual será explicada no presente trabalho.
2)Terminologia
Ao contrário do que parece e infere-se a partir de sua nomenclatura, o recurso adesivo nãoé uma espécie de recurso. Ele, em verdade, é um modo de interposição de recurso: uma maneiraespecial interpor o recurso de apelação, por exemplo.
As únicas diferenças encontradas estão:no momento de sua interposição, pois poderá ser interposta após o fim do prazo para o recurso
1
Entende Nelson Nery Junior: “o denominado recurso adesivo nada mais é do que uma das maneiras de interpor-seaqueles quatro recursos. Em síntese, o recorrente pode utilizar-se dos recursos de apelação, embargos infringentes,recurso especial e recurso extraordinário de duas formas: pela via denominada principal ou pela adesiva. O recursoadesivo, assim, é apenas uma ‘forma’ de interposição daqueles quatro recursos” (
Teoria Geral dos Recursos. Recur- sos no Processo Civil 1,
6ª ed. 2004, pág. 52).
2
Jorge, Flávio Cheim,
Teoria Geral dos Recursos Cíveis
, 2ª ed. 2004, pág. 325.
 
 principal, e na sua subordinação ao recurso principal. Contudo, ele tem os mesmos requisitos dorecurso a que se sujeita.Ante a necessidade de disposição expressa na lei, haja vista o princípio da legalidadeestrita no que cerne à matéria de recurso, jamais poderia o recurso adesivo ser consideradoautônomo ou
 sui generis,
diante da falta de sua disciplina legal
3
, isto é, não se encontra inseridono rol taxativo do artigo 496 do Código de Processo Civil pátrio.Além da atecnia quanto ao termo “recurso”, também ocorre com o “adesivo”. Com adevida vênia, transcrevo as palavras de Moacyr Amaral Santos:
“Adesivo” é o que se une, o que se junta. Enquanto isso, o recurso adesivo se contrapõeao recurso principal, a este não se juntando. Quando muito o recurso adesivo se junta ao procedimento recursal instaurado com a interposição do recurso principal. Melhor forase se lhe desse a denominação de recurso condicionado, ou
 subordinado
, porquanto oestá à existência de recurso principal.
4
Por sua vez, Afonso Fraga e Pontes de Miranda, citados por Vicente Greco Filho,utilizaram a expressão “recurso paralelo”.
5
 Em melhor entendimento, Flávio Cheim afirma que orecurso deveria se chamar 
 subordinado
, porque não se trata de adesão, mas de interposição de umnovo recurso que é dependente do recurso principal, além de não haver adesão material.
6
Esta discussão é meramente acadêmica, pois não há problemas em se utilizar a expressão“recurso adesivo”, que é a terminologia utilizada no direito comparado. E é assim que trataremosno decorrer deste trabalho.
3)Raes históricas para o surgimento do recurso adesivo
O recurso adesivo ou subordinado, no sistema processual brasileiro e, especificamente, noCódigo de Processo Civil, demorou a ser instituído. Isto porque, até 1973, era necessário que as partes entrassem com recursos principais, mesmo quando houvesse sucumbência recíproca esatisfação com o decidido.Existia, de acordo com o digo de 1939, uma iniqüidade, porque, caso um dossucumbentes interpusesse, havia a possibilidade de ele ter a sentença reformada em seu favor.Assim, conseqüentemente, o outro sucumbente, uma vez que não tinha a intenção de entrar com
3
Souza, Bernardo Pimentel,
 Introdução aos Recursos Cíveis e à Ação Rescisória
, 3ª ed 2004, pág. 120.
4
Santos, Moacyr Amaral,
 Primeiras Linhas de Direito Processual Civil 
, 11ª ed Vol 3 1989-1991, pág 200.
5
Greco Filho, Vicente,
 Direito Processual Civil Brasileiro
, 16ª ed Vol 2 2003, pág 286.
6
Jorge, Flávio Cheim,
Teoria Geral dos Recursos Cíveis
, 2ª ed. 2004, pág. 324.
 
recurso, sofreria mais do que o
decisum
da sentença de 1º grau e, inclusive, poderia sucumbir totalmente, caso a decisão do tribunal decidisse. Toda esta problemática existia pela rigidez eincentivo do Código pretérito à interposição de recursos. A sobrecarga do Judiciário era, portanto, inevitável.Para inibir esta possibilidade, o sucumbente recorrido deveria, também, entrar com umrecurso contra a parte que sucumbiu no mesmo prazo do recorrente. Havia temor de que o outrolitigante pudesse atacar a decisão e o recorrente, àquela época, interpunha sem vontade. A partir de 1973, o sucumbente não tem mais motivo para temer a interposição do recurso do adversário.Como, com probidade, Flávio Cheim Jorge enaltece, “desse modo, evita-se a utilização derecursos sem muita convicção e, conseqüentemente, a desnecessária carga de trabalhos nostribunais”.
7
A existência de dois recursos principais afeta a velocidade do processo.Vale ressaltar que o recurso adesivo não se assemelha à resposta ao recurso da parteadversa. Não se pode pedir a reforma da decisão em seu favor na resposta, mas somente pelorecurso adesivo.
8
 A celeridade e a economia processual, princípios encontrados no art. 2º da lei dosJuizados Especiais, são afrontadas, pois a maioria das decisões, como será demonstrado nodecorrer do trabalho, não conhecem deste instituto tão eficaz para o rápido andamento do processo.Desde já, notamos que o novo instituto veio para agilizar o bom andamento processo,fazendo valer os princípios acima elencados.4)
Características do recurso adesivo
O recurso adesivo, que surgiu no ordenamento jurídico brasileiro no Código de ProcessoCivil de 1973, foi disciplinado pelo artigo 500, o qual dispõe o seguinte:
Art. 500. Cada parte interporá o recurso, independentemente, no prazo e observadas asexigências legais. Sendo, porém, vencidos autor e réu, ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir a outra parte. O recurso adesivo fica subordinado aorecurso principal e se rege pelas disposições seguintes.
7
Greco Filho, Vicente,
 Direito Processual Civil Brasileiro
, 16ª ed Vol 2 2003, pág. 326.
8
Idem, pág 289.

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