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serei eu doido...? (casa pia)

serei eu doido...? (casa pia)

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Published by José Pedro Gomes
um texto que escrevi seguindo o caso Casa Pia e depois de ter visto os videos sobre as diligências (direito) efectuadas à Casa de Elvas (http://www.youtube.com/watch?v=hTDk9q3FZfg) e ao teatro Vasco Santana (http://www.youtube.com/watch?v=YzYf8_tpdzM&feature=related).
um texto que escrevi seguindo o caso Casa Pia e depois de ter visto os videos sobre as diligências (direito) efectuadas à Casa de Elvas (http://www.youtube.com/watch?v=hTDk9q3FZfg) e ao teatro Vasco Santana (http://www.youtube.com/watch?v=YzYf8_tpdzM&feature=related).

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Published by: José Pedro Gomes on Sep 09, 2010
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09/11/2010

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A razão que me levou a escrever este texto derivou destes dois videos (vejam-nos antesde o lerem)
 
diligência na"Casa de Elvas" 
 
diligência no" Teatro Vasco Santana"  Uma
diligência
, segundo o dicionário jurídico, é uma "Providência determinada pelo juiz ou ministro para esclarecer alguma questão do processo. Pode ser decidida poriniciativa do juiz (de ofício) ou atendendo requerimento do Ministério".Mas o
modo
como uma diligência é feita, tomando por exemplo as diligênciasefectuadas e inseridas no processo "Casa Pia" sobre a"Casa de Elvas"e sobre o" Teatro Vasco Santana", tendo como base o testemunho de "JPL" e postas a circular por CarlosCruz, fez-me sentir um estonteante surrealismo altamente arcaico e medieval, isto clarose eu não estiver a contextualizar o assunto correctamente, mas se estiver, posso preveruma inevitável revisão e uma descredibilidade total sobre a forma como a Justiça é feitaem Portugal.Não irei questionar culpados ou inocentes, simplesmente irei expressar baseado nestailação e se a minha interpretação for fidedigna, de que ainda vivemos e nos regemos porestruturas perfeitamente ultrapassadas, que algo nunca poderá funcionar nos meandrosdo Direito Civil se a estruturação do mesmo não for gravemente e seriamente
revista
;problema tão grave e subtil como fundir veredicto e estruturação de justiça: estratégiaastutamente utilizada por Carlos Cruz de forma a sustentar a base da sua contra-defesabaseada em erros e anacronismos de testemunhos indirectamente incidindo sobre aestruturação (debilitada) da justiça nacional se ela em si já for uma
 lacaia damediatização
.Voltemos à
 lógica
e ao
pensamento analítico
: se uma Diligência (direito) tem comoobjectivo esclarecer alguma questão do processo, como pode uma análise dumtestemunho alguma vez ser válida quando o espírito e o contexto subjacente é idênticoao duma suave inquisição medieval colectiva assente numa plateia de advogados de
 
acusação, juízes, tudo à mistura cavaqueando perguntas e contra-perguntas estandofocada em palco nesse maralhal inquisitivo, quem havia de ser... a testemunha que empotência pode ter sido violada, nesse mesmo local onde poderá ter ocorrido o acto, agoracheio de gentes empurrando ao engano e disparando holofotes escarafunchandocontradição... supondo-se que daí emerja... iluminação e conhecimento.
Sufoca-se
.Se falamos de
racionalidade
,
 lógica
,
estudos sociais
,
pediatria
,
pedopsiquiatria
,
traumatismos de violação
, serei eu doido para pensar que tal modo de se fazer uma
diligência
seja em todo
infrutífero
e em todo
retrógrado
visando todo o contexto doinquérito? Serei maluco por conjecturar que alguém que tenha sido violado dificilmentese lembrará de qualquer pormenor, trocará instâncias por bloqueios de memória,cometerá gafes, quando a forma desengonçada como lhe são colocadas as perguntas estápara uma criança que anda a baldar-se à escola ou para um inquérito feito emtelemarketing, quando a pressão de ter advogados de acusação ao lado, a pressão doengano a pressão do trauma, a troca de perguntas entre "colegas", o colectivo inquiridor,a ausência de credibilidade; serei maluco por pensar que nestas condições o resultadofinal do apurar duma verdade será impreterivelmente catastrófico, independentementede a testemunha ser falsa ou verdadeira? Ou estaremos tão à beira duma loucura socialque já nem saibamos distinguir o que é lógico e racional, ou serei eu que não esteja apercepcionar o todo deste contexto? Ou serei eu quem não está a perceber a importância(mínima) de tal forma ou modo de diligências que por ser mínima já em si não faz sentido de existir pelo que foi dito? Espera-se alcançar alguma coisa daqui ou émeramente uma estratégia, um conluio ou uma senilidade de direito?Estarei assim tão alienado por pensar que tais diligências para que sejam de algumaforma frutíferas no seu modo tenham que ser efectuadas num contexto muito especial edelicado, ausente de multidões, ausente de contra-perguntas, ausente de figuras"opressivas", ausente de mediatização, de retórica, mas sim acompanhadas por figurasespecíficas com conhecimentos de suficientemente a excelentemente apurados emmatérias de
sensibilidade
, psicologia, matérias do foro social e traumático com oobjectivo de apurar sim uma verdade isente de ruído e interferência? Queposteriormente (
a posteriori 
, não
in loco
multidão) tal testemunho seja confrontado com a veracidade do relato e não como se duma performance se tirasse o sumo da questão?
 
Uma performance que só provocará um confronto maleável de opiniões em horda saídosdirectamente dum
 linchamento medieval
?Será absurdo crer que nunca se tirará qualquer proveito daqui se o propósito for "
apurar-se a verdade
"?Ou será que o tribunal e a legislação e as suas formas alcançaram a
demência
? Ou seráque se tudo isto que escrevi tiver qualquer fundo de verdade só poderá ser uma arma dearremesso para os criminosos? Será que por trás desta aparente senilidade se escondeuma estratégia dos tribunais que visa fazer divergir as atenções dos culpados sobre osargumentos de defesa? Independentemente dos media, da mediatização premeditada porparte dos arguidos, do folclore futebolístico e das equipas e partidos políticos, da minhae da vossa opinião, as diligências filmadas vão contribuir em nada para qualquerapuramento que seja da verdade: não é possível, não é actual, faz parte do passado, estoucerto ou emotivamente perturbado, ou o modo como foram feitas estas duas diligênciasestá intrinsecamente a dar de beber fontes de razão aos predadores que a atiram àopinião pública sedenta de justiça?Espero que sim, que as
diligências
sejam acções de diversão por parte do tribunal, quena realidade sejam uma encenação para os culpados se agarrarem a um osso e mais tardese engasgarem. Que todo esta espalhafato seja premeditado que os tribunais tenhamnobres intenções e uma mentalidade estratégica, que o pragmatismo da decisão seja justo como a etimologia da palavra Justiça...Espero que não, que o
 braço de ferro
entre a intocabilidade e caduquice dos tribunais edas leis e a pulhice dos criminosos seja a beira do precipício sobre a Justiça em Portugal,espero que não... que as multidões ensalivadas ceguem pela emoção, que as facções seengalfinhem que os apaixonados sejam o bobo da corte dos sinuosos manipuladores, queos pedantes intocáveis continuem intocáveis e que os indefesos e lesados continuemenvergonhados num canto drogados pela dupla culpa de se terem exposto e terem sidonovamente violados. Espero ingenuamente que a política e o poder não se tenhamimiscuído na forma de fazer justiça, que a justiça já só se mova a favor daqueles porquem existe pela pressão mediática efémera dos tempos de refeição à mesa comtelejornal, mas já não acredito no que escrevo...

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