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Cerri Conhecimento e Docencia Pleiade 2009

Cerri Conhecimento e Docencia Pleiade 2009

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01/28/2011

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Conhecimento e DocêncianaEducãoe na História:Uma reflexão a partir das demandasepistemológicas ecurriculares sobreformão inicial econtinuada dosProfessores
1
RESUMO:
A formão inicial e continuada dosprofessores
é
uma temática em expansão naspesquisas de graduação e s-graduação. Oconhecimento e a docência na educação e na históriasão desafios da contemporaneidade, pois a maioria dosdocentes não consegue articular a prática com a teoria.Portanto, faltam pesquisas e políticas mais claras naformação dos docentes que estão em exercício. Aspráticas pedagógicas tendem a ser repetitivas, semprofundidade, por falta de conhecimentos teóricos.Entendemos que somente como sujeitos do processo
é
que poderemos construir as bases para uma educaçãoemancipatória. E não
é
com cursos fragmentados queiremos resolver a formão dos docentes.
É
compolíticas claras na formação inicial de professores ecominvestimentos na formação continuada queconstruiremos um projeto deeducação crítico-reflexiva.
PALAVRAS-CHAVE:
políticas, educação, formação,continuada, docente.
1
Texto da conferência apresentada no
I
Simpósio Nacional de História eEducação: "Saberes e Formação Docente" da Uniamérica, apresentada em14 de Outubro de2004.
2
Professor do Departamento de História e do Mestrado em Educação daUEPG.E-mail:Ifcronos@yahoo.com.br.
 
incentivo ou condições de desenvolvimento (basta ver aindignação e as acusações de "manipulação" e "massa demanobra" quando os despossuídos assumem a condição deprotagonistas de ações políticas e sociais que colocam emquestão osfundamentos denossa organização social);discursos e políticas pós-modernos e neoliberaispropugnadores de uma fragmentação, que, no campo daciência, propõe a prodão de conhecimento comoatribuição de poucos (os festejados centros de excelênciaem Ciência e Tecnologia, por exemplo, cujo programa deapoio foi recentemente abandonado pelo governo), uma vezque nos países,.em desenvolvimento, os escassos recursoso poderiam ser desp~rdiçados com pesquisa eminstituições em que ela nãotêm tradição e não é capaz degerar resultados lucrativos num curto intervalo de tempo.o se pode pensar em ensino sem pesquisa e empesquisa sem ensino. Essa assertiva constitui uma declaraçã"odeprincípio de uma ampla vertente dos estudos pedagicos naatualidade que inclui, por exemplo, o mestre Paulo Freire. Dizia eleque "Nãohá inteligência - a o ser Quando o próprio processo deintelegir
é
distorcido - que o seja tamm
comunicação
dointelegido." (Freire, 1997, p. 42). Aindissociabilidade entre ensino epesquisaconstitui também uma bandeirade luta que, por constatarque pouco se testemunha a prática desse princípio na realidadeeducacional, mobiliza vontade e recursos em busca de condiçõespara suarealização.
1. ENSINAR - PESQUISAR: ENTRAVESPARA UM AGIR
5INCRÉTICO
formação inicial dos professores baseada na reprodução dosconhecimentos (tão bem expressa no termo "passar" e"repassar" conteúdo);estrutura do sistema educacional em que escasseia opagamento de horas de estudo e produção intelectual dosprofessores nasredes pública eparticular;concepção de pesquisa elitista e equivocada, decorrente deum imaginário incentivado nos meios de comunicação demassa, que expõe a produção de conhecimento como umaatividade exclusivamente 'sofisticada e decorrente de umalonga iniciação, inacessível aos que disem de recursosfinanceiros restritos;dificuldades da assuão da condão de sujeito doconhecimento, típica de umasociedade / sistema acadêmico / sistema político em que essa condição o encontraMuitos outros fatores poderiam ser apontados comointervenientes nas dificuldades para superar as distâncias entreensino e pesquisa, mas o pequeno panorama acimanos traz duasconsiderações de utilidade para continuar a nossa reflexão: emprimeiro lugar, insistir na postura de indissociabilidade entre ensinoe pesquisa, sobretudo na periferia e /ou na subperiferia do sistemacapitalista, que geralmente dita as regras geopolíticas de periferiase subperiferias acadêmicas,
é
um ato de resistência, com todas asimplicações desse ato: dificuldades redobradas, auncia deestruturas e dinâmicas de continuidade, combate contínuo contraforças que querem aniquilar a ação de resisncia, e assim pordiante.
É
muito cedo, ainda, para esquecermos as implicações dodecreto natimorto 2807/04, do governo do estado do Para, queimpunha, entre outras coisas, o cerceamento intelectual daspesquisas nas Universidades Estaduais (todas localizadas no interiordo Paraná), sob a argumentação de que a dedicação exclusiva dosprofessores era um financiamento
à
pesquisa, em vez do querealmente é: um regime de trabalho. Com base nessaconsideração,o Secretário de Ciência e Tecnologia julgava-se instituído daDiversas dificuldades tornam esse princípio tão relativo etão dependente de uma saudável teimosia crítica, que insiste emfazer acontecer o processo educativo como uma esfera decriação:
 
competê~da de, juntamente com sua restrita equipe, dar parecer eavaliara utilidade de todas as pesquisas produzidas nasIEES-PR,eautorizar ou não a sua continuidade, baseado em critérios oexplicitados, mas amplamente identificados pelos mais atentos.Trata-se, assim, para os que querem vincular indissociavelmente oensino à pesquisa, de ter que interromper periodicamente seusesforços paralutar contra essa categoria de atentado àautonomia eà liberdade de pensamento sem as quais não existe ciência, e daqual o decreto, infelizmente, é apenas uma das manifestações. Oque o dizer, então, da lógica da produtividade das instituições,medida apenaspela regularidade do fluxo de alunos em cursos deformação deprofessores e os respectivos fluxos de caixa, condiçãoainda mais dura para a prodão intelectual dos protagonistas daeducação eminstituições particulares?Uma segunda considerão que acompanha nossopequeno panorama de dificuldades paraa realização do princípio deindissociabilidade entre o ensino e a pesquisa, é que, maisque umadecorrênda natural de um debate autóctone, a idéia de estritaseparação entre instituições, cargos e profissionais que fazem aprodução doconhecimento e os que fazema educação, participa deuma estratégia de renovação conservadora mundial, que tem nosgovernos de Margaret Thatcher e RonaldReagan a sua mais claramarca deorigem, e que se estende às políticas gerais e específicasdos organismos internacionais, e participa da formão dedirigentes políticos e econômicos da elite "brasileira", via pela qualse concretizam em políticas públicas e debates político-acadêmicostal como osvivenciamos. o se trata deuma teoria daconspiraçãoou algo do gênero, mas de uma análise sóbria do processo deglobalização feita por autores como Frederic Jameson, para quemesse processo não é apenas uma mera mudança de acumulaçãoeconômica, social e ideológica, mas uma vasta empresa dereferendação cultural (JAMESON apud ARRONDO; BEMBO,2001, p.11) devaloresreacionários com roupagemcontemporânea.Ateimosia em fazer o ensino acontecer com a pesquisa éfavorecida por brechas importantes, conquistadas dialeticamentepela ação de educadores militantes, inclusive na própria estruturado estado, jogando com a complexidade dos interesses em foco.Assim, existem projetos que podem ser criticados por seusproblemas, mas devem ter reconhecido o mérito de criar esboços decondições para que o professor constitua-se como intelectualtransformador (GIROUX, 1997): refiro-me, por exemplo, aosantigos projetos de Vale-saber, em que pesem os múltiplos desviosde rota, a instituição e ampliação do pagamento de horas-atividadeaos professores da rede blica estadual, bem como iniciativascomo o portalwww.diaadiaeducacao.pr.gov.br.em que os professorescomparecem não só como beneficiários, mas como autores. Alémdisso, a remuneração adicional aos professores que concluemcursos de pós-graduação
lato 
e
stricto sens
é um outro fator deincentivo, embora possa ser usado apenas cartorialmente comoforma de melhorar a remuneração, sem maiores consequênciassobrea prática docente.
2.
A QUESO DOS CONHECIMENTOS TEÓRICOS OUCIÊNCIAS DE REFERÊNCIA EM RELAÇÃO AOSCONHECIMENTOS DIDÁTICOS OU ORIUNDOS DAS PRÁTICASDE ENSINO
Existem diversos elementos para considerar na reflexãosobre os conhecimentos e a docêncià. Um primeiro aspecto refere-se
à
questão das "habilidades e competências". Segundo Kuenzer(2002), as competências têm sido encaradas de formas diversaspelas reflexões educacionais, entretanto não é possívelà pedagogiacrítica dissociar o uso desse conceito do contexto neotaylorista e dodiscurso ideológico. Kuenzer coloca em questão a pedagogia dascompencias a partir de uma reflexão sobre os usos doconhecimento teórico e sua articulação com saberes tácitos dentrodo mercado de trabalho, e pondera que na escola nãose aprendemas competências. Isso ocorre na medida em que a competência,recolocada em uma nova dimensão por Kuenzer a partir do conceitode práxis, em linhas gerais o se adquire na preparação teórica e

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