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André Vianco - O Senhor da Chuva

André Vianco - O Senhor da Chuva

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O Senhor da ChuvaAndré Vianco
 
© Copyright 2001 by Novo Século Mediante contrato firmado com o Autor
 Editoração Eletrônica:
MCT Produções Gráficas
 Direção Editorial:
Luiz Vasconcelos
Supervisão:
Silvia Segóvia
Capa: 
Christian Pinkovai
 
Revisão: 
Luzia Bonifácio
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileirado Livro, SP, Brasil)
 
Índices para catálogo sistemático:
 
1.
Ficção : Século 20 : Literatura brasileira869.9352. Século 20 : Ficção : Literatura brasileira869.9352004Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma dalei.Direitos exclusivos para a língua portuguesa cedidos àNovo Século Editora Ltda. Av. Aurora Soares Barbosa, 405 -
2
Andar - Osasco -SP - CEP 06023-010Fone: 0xxll-3699-7107 e-mail: editor@novoseculo.com.brVisite nosso site www.novoseculo.com.brImpresso no Brasil / 
Printed in Brazil
 
 
Capítulo 01
 
 — D
ROGA
DE CHUVA! — praguejou Gregório.Olhou para o chão. Os sapatos estavam encharcados,deixando os pés próximos a zero grau.
 
Detesto chuva. Detesto frio. Quando estiver comdinheiro, vou me mandar pra Moçambique, Irã, sei lá. Algumlugar que chova a cada ano bissexto.
 
Irã?
 
É. Sol o ano inteiro, paz e sossego.Os dois acocoraram-se debaixo de um toldo, tentando seproteger da chuva. Gregório estava vestido de preto, comocostumava se vestir sempre. Sapatos pretos de cadarço, calça jeans escura, camiseta preta e um jaquetão de couro preto.Esfregava as mãos a fim de aquecê-las. O rosto estava ressecadopelo frio, mas mantinha uma expressão vivaz, de garotão, bemlonge dos seus 32 anos. Seu amigo, Renan, não tinha vinteainda.
 
E coisa grande? — perguntou o garoto.
 
Não. Oito "g". Um carinha metido a esperto. Não gostode trabalhar com ele. Você vai ver; tipo estranho.
 
E polícia? Nunca pintou no teu canto?
 
Pintou. Pintou, sim.
 
E aí? Quanto tempo você catou?
 
Eu? Deus o livre, mano. Eu nunca levei cana, mas opolicial levou... levou cinco papelotes, bem pesados.Os dois riram alto. Gregório colocou a mão no bolso internoda jaqueta, verificando o pequeno pacote. Estava seco e salvo.Vinte minutos depois, um carro adentrou aquela ruaescura. Era um Chevrolet surrado pelo tempo. Mantinha alanterna acesa, movendo-se lentamente em direção aos doisamigos.Gregório, percebendo a aproximação do veículo, levantou-se.Puxou Renan pela blusa, fazendo-o ficar de pé. — Fique calmo, garoto. Esse aí é o cara. Nosso cliente.

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