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O mundo, e suas máquinas: um estudo sobre propagação temática em “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade. Orlando Lopes. Tese. UERJ, 2009.

O mundo, e suas máquinas: um estudo sobre propagação temática em “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade. Orlando Lopes. Tese. UERJ, 2009.

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Este estudo parte de preocupações filosóficas, teóricas e analíticas para promover exercícios de leitura e de interpretação do poema “A Máquina do Mundo” (1951), de Carlos Drummond de Andrade. Estabelecendo pela via ensaística a noção de “ontologia da propagação”, busca localizar a necessidade da ontologia no fundamento pré-paradigmático da ciência. Incorporando referências da Fenomenologia e da Hermenêutica, tenta assumir seus pressupostos e implicações para a constituição do método em Teoria da Literatura e para a definição dos campos básicos para a analítica da existência lógica, empírica e pragmática: os campos que representam as instâncias ontológicas do real, do simbólico e do imaginário. Da assunção fenomenológica e hermenêutica, passa-se a considerações sobre categorias pertencentes ao jargão literário, escolhidas por sua relação com o artefato literário em questão e correspondendo ao âmbito das três instâncias ontológicas: discute-se a Poesia como sendo um fenômeno constituinte, a Literatura como uma manifestação instituinte e o Poema como uma manifestação restituinte do signo literário “A Máquina do Mundo”. Em seguida, considera afetações e interferências de algumas correntes sociológicas, formalistas e antropológicas, buscando participar do diálogo sobre a possibilidade de aceitação da prática literária como uma prática de valor cognitivo, e não apenas ideológico e estético. Em seu terceiro momento, o estudo busca aplicar os pressupostos ontológicos e epistêmicos para estabelecer o limite dos espaços comparativos tornados possíveis ao poema “A Máquina do Mundo” e buscando o pano de fundo histórico e historiográfico do século XX a partir de suas possibilidades de relação com a obra de Drummond e segundo a orientação dos vetores dados no poema: a consolidação do “veio crepuscular” na tópica canônica do Novecentos brasileiro; a implicação da postura ideológica de Drummond na recepção crítica à sua obra; e, por fim, a localização posterior dos topoi cosmológicos e existenciais. Em seu último ensaio, refere-se à questão cosmológica e sua afetação sobre a postura existencial do Caminhante. Recuperam-se pontos de semelhança e de diferença entre as poéticas encontradas em Os Lusíadas, de Luís de Camões e em A Divina Comédia, de Dante Alighieri, para por fim remeter à identificação de uma continuidade temática entre o poema de Drummond e aquele que se costuma designar como “pensamento originário” na tradição da Filosofia ocidental. A seguir, buscam-se referências para alguns dos elementos formais do poema “A Máquina do Mundo” segundo sua origem no contexto da Literatura Ocidental. Consideram-se alguns traços característicos dos três seres representados (A Máquina, o Mundo, o Caminhante) e, encerrando-se a tese, procede-se a um exercício de leitura centrado especificamente no poema.
Este estudo parte de preocupações filosóficas, teóricas e analíticas para promover exercícios de leitura e de interpretação do poema “A Máquina do Mundo” (1951), de Carlos Drummond de Andrade. Estabelecendo pela via ensaística a noção de “ontologia da propagação”, busca localizar a necessidade da ontologia no fundamento pré-paradigmático da ciência. Incorporando referências da Fenomenologia e da Hermenêutica, tenta assumir seus pressupostos e implicações para a constituição do método em Teoria da Literatura e para a definição dos campos básicos para a analítica da existência lógica, empírica e pragmática: os campos que representam as instâncias ontológicas do real, do simbólico e do imaginário. Da assunção fenomenológica e hermenêutica, passa-se a considerações sobre categorias pertencentes ao jargão literário, escolhidas por sua relação com o artefato literário em questão e correspondendo ao âmbito das três instâncias ontológicas: discute-se a Poesia como sendo um fenômeno constituinte, a Literatura como uma manifestação instituinte e o Poema como uma manifestação restituinte do signo literário “A Máquina do Mundo”. Em seguida, considera afetações e interferências de algumas correntes sociológicas, formalistas e antropológicas, buscando participar do diálogo sobre a possibilidade de aceitação da prática literária como uma prática de valor cognitivo, e não apenas ideológico e estético. Em seu terceiro momento, o estudo busca aplicar os pressupostos ontológicos e epistêmicos para estabelecer o limite dos espaços comparativos tornados possíveis ao poema “A Máquina do Mundo” e buscando o pano de fundo histórico e historiográfico do século XX a partir de suas possibilidades de relação com a obra de Drummond e segundo a orientação dos vetores dados no poema: a consolidação do “veio crepuscular” na tópica canônica do Novecentos brasileiro; a implicação da postura ideológica de Drummond na recepção crítica à sua obra; e, por fim, a localização posterior dos topoi cosmológicos e existenciais. Em seu último ensaio, refere-se à questão cosmológica e sua afetação sobre a postura existencial do Caminhante. Recuperam-se pontos de semelhança e de diferença entre as poéticas encontradas em Os Lusíadas, de Luís de Camões e em A Divina Comédia, de Dante Alighieri, para por fim remeter à identificação de uma continuidade temática entre o poema de Drummond e aquele que se costuma designar como “pensamento originário” na tradição da Filosofia ocidental. A seguir, buscam-se referências para alguns dos elementos formais do poema “A Máquina do Mundo” segundo sua origem no contexto da Literatura Ocidental. Consideram-se alguns traços característicos dos três seres representados (A Máquina, o Mundo, o Caminhante) e, encerrando-se a tese, procede-se a um exercício de leitura centrado especificamente no poema.

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1UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Centro de Educação e HumanidadesInstituto de LetrasOrlando Lopes Albertino
O Mundo, e suas máquinas: um estudo sobre propagação temática em “AMáquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade
Rio de Janeiro2009
 
2
Orlando Lopes Albertino
 O Mundo, e suas máquinas: um estudo sobre propagação temática em “AMáquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrad
Tese apresentada como requisito parcialpara obtenção do título de Doutor junto aoPrograma de Pós-Graduação em Letrasda Universidade do Estado do Rio deJaneiro. Área de Concentração: LiteraturaComparada.Orientadora: Profa. Dra. Ana Lúcia Machado de OliveiraRio de Janeiro2009
 
3
FICHA CATALOGRÁFICA(SERÁ ELABORADA PELA REDE SIRIUS/UERJ)CATALOGAÇÃO NA FONTEUERJ / REDE SIRIUS / BIBLIOTECA / CEHAutorizo, apenas para fins acadêmicos e científicos, a reprodução total ou parcialdesta tese.
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