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Burnout:sofrimentopsíquico dos trabalhadoresem educação
AUTORES
Wanderley Codo
psicólogo, doutor em psicologia social pela PUCSP, pós doutorado em Paris, pela Ecole des hautes études ena Inglaterra, pela London School of Economics, professor titular no Instituto de Psicologia-IPda UnBe coordenador do Laboratório de Psicologia do Trabalho LPT/IP/UnB.
Iône Vasques-Menezes
psicóloga do Instituto de Psicologia-IPda UnB, doutoranda em psicologia clínica, pesquisadora e responsáv-el pela área de psicologia clínica no Laboratório de Psicologia do Trabalho LPT/IP/UnB.
 
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Trabalhadores em educação
Sumário
EDUCAR: O AFETOINVOCADO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .6OS TRABALHADORESE SEU TRABALHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .15BURNOUT: O SOFRIMENTODO EDUCADOR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .29ASI MESMOCOMO TRABALHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .34OS ANTECEDENTESDO BURNOUT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .48O PLANETACOMO CENÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .49
 
Apresentação
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Voltado para os trabalhadores e trabalhadoras da educação, esse fascículo da série“Cadernos de Saúde do Trabalhador” do INST/CUTé resultante de intensos debates entresindicalistas da área e de anos de pesquisas conduzidas pelo autor, constituindo-se, por-tanto, em contribuição de imenso valor para a ação da Confederação Nacional dos Traba-lhadores em Educação (CNTE) da CUT, sindicatos do ramo e coletivos estaduais e nacio-nal de saúde no trabalho e meio ambiente da CUT.O objetivo dessa publicação é sensibilizar os trabalhadores e trabalhadoras da educa-ção sobre as características da sua atividade e o sofrimento que a mesma pode infringir-lhes. “Não se pode investir somente energia física quando se realiza um trabalho... ali es-tão depositadas alegrias, insatisfações, queixas e sonhos, a subjetividade”. Trata-se, por-tanto de uma reflexão que todos nós devemos fazer, para então buscarmos as soluçõesque visam a valorização, o reconhecimento e a satisfação no nosso trabalho.O conteúdo dos fascículos da série do INST/CUT, abordando os fatores de risco queafetam a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias profissionais pro-cura, ao mesmo tempo, capacitar os sindicatos, confederações e coletivos de saúde para aconfrontação e transformação dessa realidade.Neste fascículo, em especial, são tocados aspectos característicos da atividade de edu-cadores e educadoras, cujo resultado do trabalho é difuso e distante. O meio de trabalho éo próprio profissional. O processo de trabalho se inicia e se completa numa relação socialpermeada pelo afeto, em que a ação de um resulta no bem estar do outro, onde a profissio-nalização gera a tensão fundamental: vincular-se ou não vincular-se afetivamente? Estatensão impacta fortemente no exercício da profissão, nas condições e nas relações de tra-balho. Por essa razão, algumas polêmicas são reveladas pelo texto como desafiadoras daação sindical, das políticas públicas e do exercício profissional. Um dos temas mais presen-tes no cenário atual diz respeito à qualidade do trabalho educativo e à avaliação do desem-penho. Há uma tendência forte por individualizar a valorização do esforço - o texto deixa es-ta questão aberta e a afirmação clara de que as condições de trabalho são tão importantespara a consideração do tema quanto o salário e a carreira.Por isso, esses fascículos constituem-se também em material didático e de referênciapara os cursos de formação de dirigentes e militantes, planejados para serem realizadosnas escolas de formação da CUTem todo o país.Devemos então, a partir desse acúmulo e da prática sindical e educacional, aprofundarnosso diagnóstico sobre os efeitos do trabalho na saúde das pessoas. Eis aí mais uma ta-refa transformadora para os profissionais da educação: modificar a realidade das pessoasa partir da transformação da própria realidade. Atarefa não é fácil! Mas, é nossa!Portanto, mais uma vez, mãos a obra, companheiras e companheiros.
Carlos Augusto Abicalil
Presidente daCNTE/CUT
Remigio Todeschini
1º Secretário Nacional da CUTCoordenador Nacional do INST/CUT
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