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Gestão do conhecimento e o capital humano

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Gestão do conhecimento e o capital humano.
Paulo Henrique Bolgar As empresas não podem mais esperar que os produtos e práticas que fizeram seu sucesso no passado possam mantê-las viáveis no futuro. Pressões de preço não deixam espaço para a produção ineficiente. O ciclo de desenvolvimento de um produto e sua introdução nomercado dura cada vez menos tempo. Hoje as empresas necessitam de qualidade, valor, bom atendimento, inovação e velocidade de chegada ao mercado para que possam ter sucesso, e esses fatores serão ainda mais críticos no futuro.Cada vez mais as empresas serão diferenciadas com base naquilo que sabem – podemosentão definir que as empresas prósperas da próxima década como “uma organização quesabe como fazer bem e rápido novas coisas.O que faz as organizações funcionarem é o conhecimento. O conhecimento não é algonovo. Novo é reconhecer o conhecimento como um ativo corporativo e entender anecessidade de geri-lo e cercá-lo do mesmo cuidado dedicado à obtenção de valor de outrosativos mais tangíveis.Como falar então de conhecimento sem reconhecer a sua matéria prima principal? Comofalar de inovação, criatividade, melhorias, capital intelectual sem falar de pessoas? No seulivro “Capital Intelectual” Thomas Stewart (Stewart, 1998), menciona que o aspecto maisimportante de um processo de gestão do conhecimento é o Capital Estrutural, ou seja, deforma bem resumida, como a empresa gerencia este conhecimento. Sou obrigado adiscordar do autor por uma questão básica de como podemos dar maior importância amaneira de gerenciar conhecimento do que sua própria fonte geradora – a mente humana.Os valores e crenças das pessoas exercem forte impacto sobre o conhecimentoorganizacional. Pessoas com diferentes valores “vêem ou percebem” diferentes coisasnuma mesma situão e organizam seu conhecimento em fuão de seus valores.A proposta deste artigo não é desenvolver uma teoria sobre como gerenciar o capitalhumano num processo de gestão do conhecimento, mas discutir alguns pontos importantesde como podemos usar mais o que as pessoas sabem, como podemos levar as pessoas aaprenderem mais coisas úteis para a empresa e como atraímos, retemos e mensuramos acompetência e o capital intelectual.O que queremos dizer com Conhecimento?Conhecimento não é dado nem informação, embora esteja relacionado com ambos. Amaioria das pessoas tem a intuição de que o conhecimento é mais amplo e mais profundo emais rico do que os dados ou a informação.Segundo Prussak e Davenport (Prussak e Davenport, 1998), “Conhecimento é uma misturafluída de experiência condensada, valores, informação contextual e insight experimentado,a qual proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de novas experiências einformações. Ele tem origem e é aplicado na mente dos conhecedores”. Esta definição nos
 
deixa claro que o conhecimento não é simples: é uma mistura de vários elementos; é fluídocomo também formalmente estruturado; é intuitivo e, portanto difícil de colocar em palavras ou de ser plenamente entendido em termos lógicos.O mais importante é que este conhecimento existe dentro das pessoas, faz parte dacomplexidade e imprevisibilidade humana e é entregue através de meios estruturados, taiscomo livros e documentos, e de contatos pessoa a pessoa que vão desde conversas atérelações de aprendizado.Outro aspecto importante do conhecimento é a experiência, o conhecimento se desenvolveao longo do tempo através dela. Um dos principais benefícios da experiência é que ela proporciona uma perspectiva histórica a partir da qual olhar e entender novas situações eeventos. O conhecimento nascido da experiência reconhece padrões que nos são familiarese pode fazer inter-relações entre aquilo que está acontecendo agora e aquilo que antesaconteceu.A importância da experiência no conhecimento é indicar a capacidade do conhecimento delidar com a complexidade. Embora seja tentador buscar respostas simples para problemascomplexos e lidar com incertezas fingindo que elas não existem, geralmente se decidemelhor sabendo mais do que sabendo menos, ainda que o “menos” possa parecer mais claroe mais definido. Certeza e clareza geralmente surgem quando se ignoram fatores essenciais.Como nosso foco é o capital humano, não poderíamos deixar de incluir os valores e crençasnuma discussão sobre o conhecimento. Na verdade, os valores e crenças das pessoasexercem forte impacto sobre o conhecimento organizacional, pois determinam, em grandemedida, aquilo que o conhecedor vê, absorva e conclui a partir de suas observações.Pessoas com diferentes valores “vêem ou percebem” diferentes coisas numa mesmasituação e organizam seu conhecimento em função de seus valores.A Importância do Conhecimento para as OrganizaçõesVencemos porque a economia de hoje é fundamentalmente diferente da de ontem.Crescemos na Era Industrial, mas ela se foi. Suplantada pela Era da Informação. Estamosdeixando para trás um mundo econômico cujas principais fontes de riqueza eram físicas. Aterra, recursos naturais como petróleo, minério e energia, e o trabalho humano e mecânicoeram os ingredientes pelos quais se gerava riqueza. Nessa nova era, a riqueza é o produtodo conhecimento - não apenas o conhecimento científico, mas a notícia, a opinião, adiversão, a comunicação, as idéias e os serviços – tornaram-se as matérias-primas básicas eos produtos mais importantes da economia.A informação e o conhecimento são as armas competitivas mais poderosas de nossa era. Oconhecimento é mais valioso e poderoso do que os recursos naturais, grandes indústrias oucontas bancárias. Em todos os setores, as empresas bem-sucedidas são as que têm asmelhores informações ou as que as controlam de forma mais eficaz – não necessariamenteas empresas mais fortes.Mas, Capital Intelectual não significa um grupo de Ph.Ds trancados em um laboratório ouum Staff de Diretores com MBA’s. O capital intelectual é a soma do conhecimento de todos
 
em uma empresa, o que lhe propicia vantagem competitiva. Ao contrário dos ativo, com osquais empresários e contadores estão familiarizados – propriedade, fábricas, equipamento,dinheiro – o capital intelectual é intangível. É o conhecimento da força de trabalho, é otreinamento, é a equipe de funcionários, é a rede eletrônica que transporta a informação, é acooperão, o aprendizado compartilhado entre a empresa e seus clientes.Hoje as empresas precisam aprender a gerenciar o conhecimento. Alguém que saiba andar ecorrer no chão tem de aprender novas habilidades para nadar e mergulhar e movimentar-sedentro d’água da mesma forma. As habilidades necessárias para o sucesso de indivíduos eempresas em seu novo ambiente e na economia do conhecimento são em muitos casos,diferentes daquelas com as quais estão acostumados. Mas o que há de novo? Simplesmenteo fato de a gerência de ativos intelectuais ter se tornado a tarefa mais importante dosnegócios, a necessidade de geri-lo e cercá-lo do mesmo cuidado dedicado a outros ativosmais tangíveis. Em resumo, a empresas não podem mais esperar que os produtos e práticasde sucesso do passado garantam seu futuro, cada vez mais elas serão diferenciadas com base naquilo que sabem.O capital intelectual é a soma do conhecimento de todos em uma empresa, o que lhe propicia vantagem competitiva.Em busca de novos fatores de eficiência, as empresas globais terceirizaram grande parte dotrabalho de produção para países onde o custo da mão-de-obra é relativamente baixo. Cadavez mais as atividades baseadas no conhecimento e voltadas para o desenvolvimento de produtos e processo estão se tornando as principais funções internas das empresas e aquelascom maior potencial de obtenção de vantagem competitiva.O que podemos notar é que as vantagens relativas a produtos e serviços são cada vez maisdifíceis de se sustentarem, o conhecimento, em contrapartida, pode propiciar uma vantagemsustentável. Com o tempo, os concorrentes quase sempre conseguem igualar a qualidade eo preço do atual produto ou serviço do mercado. Quando isso acontece, porém, a empresarica em conhecimento e gestora do conhecimento terá passado para um novo nível dequalidade, criatividade e eficiência.A vantagem do conhecimento é sustentável porque gera retornos crescentes e mantém adianteira da concorrência. Ao contrário dos ativos materiais que se desgastam à medida quesão usados: idéias geram novas idéias, conhecimento compartilhado permanece com odoador ao mesmo tempo em que enriquece o recebedor.Capital Humano: Onde tudo começaSegundo a experiência da British Pretoleum com seu projeto de trabalho em equipe virtualcitado no livro “Conhecimento Empresarial” (Prussak e Davenport, 1998) os princípios daGestão do Conhecimento são:O conhecimento tem origem e reside na cabeça das pessoasO compartilhamento do conhecimento exige confiançaA tecnologia possibilita novos comportamentos ligados ao conhecimento

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