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Aprender Fazendo

Aprender Fazendo

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Published by clarissa_martins
Pode parecer estranho chegar ao trabalho e receber um convite para um treinamento onde é necessário levar roupas confortáveis e tênis, passar dois dias fora da cidade junto com toda a equipe. Começam as perguntas, dúvidas e receios: o que farão conosco? Por que dois dias fora? Como vou organizar meu dia a dia com filhos e marido? Tudo isso é necessário para sairmos da nossa “zona de conforto”, ficarmos atentos ao ainda não-conhecido e expandir nosso conhecimento. Chamamos isso de processo educativo para adultos, androgogia ou coorporativamente falando, treinamento experiencial ao ar livre.
Pode parecer estranho chegar ao trabalho e receber um convite para um treinamento onde é necessário levar roupas confortáveis e tênis, passar dois dias fora da cidade junto com toda a equipe. Começam as perguntas, dúvidas e receios: o que farão conosco? Por que dois dias fora? Como vou organizar meu dia a dia com filhos e marido? Tudo isso é necessário para sairmos da nossa “zona de conforto”, ficarmos atentos ao ainda não-conhecido e expandir nosso conhecimento. Chamamos isso de processo educativo para adultos, androgogia ou coorporativamente falando, treinamento experiencial ao ar livre.

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Aprender Fazendo
Pode parecer estranho chegar ao trabalho e receber um convite para umtreinamento onde é necessário levar roupas confortáveis e tênis, passar doisdias fora da cidade junto com toda a equipe. Começam as perguntas, dúvidas ereceios: o que farão conosco? Por que dois dias fora? Como vou organizar meu dia a dia com filhos e marido? Tudo isso é necessário para sairmos danossa “zona de conforto”, ficarmos atentos ao ainda não-conhecido e expandir nosso conhecimento. Chamamos isso de processo educativo para adultos,androgogia ou coorporativamente falando, treinamento experiencial ao ar livre.A prinpio a “mulheradapira, até parece tortura para muitas que oconseguem se imaginar sem salto, brincos, colares, pulseiras, celulares, massegundo Marco Vidon, facilitador dessa metodologia há dezessete anos e sócioda Experiencial Outdoor Training já é o início do processo de se despir dassuas vaidades e começar a fazer diferente. “Essa é uma das idéias dotreinamento, fazer coisas, aparentemente diversas da nossa realidade, com aequipe com a qual passamos tanto tempo juntos, para aprender a nos ver novamente, sem ego ou “saltos altos” já tão costumeiros”, brinca Vidon.Pode-se dizer que esse processo de aprendizagem funciona como um colírio.São atividades ao ar livre, com cordas, tocos de madeira, calhas, bolinhascoloridas e até tirolesas e saltos de árvores, com objetivos, tempo e regrasclaras. No final de cada etapa é que entra uma figura importantíssima nessecenário, o facilitador. Ele conduzirá o processamento da atividade e ajudará osparticipantes a tirar a areia que o dia a dia, as cobranças, prazos, problemas nacomunicação vão instalando nos nossos olhos e fazendo nossas relações noambiente de trabalho ficarem tensas, indelicadas e o pior, desmotivantes.
Os atores dessa experiência
Para Cristina Olival, consultora da Dinsmore Associates esse todorealmente é eficaz desde que não haja amadorismo na aplicação. “A conduçãode uma atividade experiencial é o grande diferencial para as empresas quecontratam. A qualidade conceitual e a administração dos riscos também sãoitens valiosos na avaliação”, explica Cristina e compara que a diferença de umprocesso de aprendizado e uma simples recreação depende “dos facilitadoresexperienciais”, os verdadeiros profissionais deste mercado, afinal, a reflexão ea sua transferência para o dia-a-dia nas organizações com certeza faz toda adiferença no resultado do treinamento”, explica Cris, como é conhecida.Entender o adulto com todos os componentes humanos: psicológico, biológico,social, somados o físico, o psíquico, o mental, não é pra qualquer um. “A maior vantagem de um treinamento como esse é que se vivencia a situação, deixa-seas emoções, conceitos e preconceitos muito aflorados, ao ponto de vocêmesmo não “ouvir” sua voz interior”, declara Carla Coelho, supervisora de RHda Nasajon Sistemas, que gostou muito da sua experiência e não quis deixar de dar seu depoimento pra a matéria, mesmo ocupadíssima. Para ela é umaexperiência única, mesmo que se faça mais de uma vez.
 
Ajudar os participantes a superarem seus medos, limites e barreiras pessoaissão alguns dos objetivos. Para Neyse Ferreira, analista sênior do grupo Acergy,o que ficou claro é o resultado potencializado da confiança mútua, reforçadopelos laços do trabalho em equipe durante as atividades. “Gostei bastante daexperiência. Achei que não participaria de nada, pois sou medrosa, tenhoreceio de altura e não tenho muito "espírito aventureiro", mas lá acabamos nosenvolvendo no clima e quando vi fiz coisas que nunca imaginava capaz defazer”, conta Neyse.Atualmente muitos tipos de atividades experienciais no mercado: osmodelos mais clássicos com dois dias de duração e saltos de árvores oucircuitos de arvorismo em hotéis ou até um pouco mais ousados; “podemosfazer intervenções, como um grande jogo, utilizando os recursos da própriacidade para pequenos circuitos de aventura com atividades de canoahawaiana, rapel, ciclismo, caminhada e escalada”, descreve Marco Vidon que já teve a oportunidade de fazer evento nas lagoas dos Lençóis Maranhenses.Mas segundo Marco, o mais importante de tudo é entender a necessidade docliente e formatar um programa de acordo com o objetivo somado ao perfil dosparticipantes. “Não adianta pegar 30 executivos sedentários e levá-los parafazer aventuras. Por mais que o facilitador seja bom, os participantes ficammuito cansados e traumatizados com a metodologia”, explica.
Experiencial x Aventura
Pode-se trabalhar de forma global e coletiva, compartilhando conhecimentosprévios, dividindo recursos, estimulando o trabalho em equipe de formadesafiante, divertida e muito agradável, exatamente como deve ser o ambientede trabalho produtivo. No Projeto Balsa, os participantes recebem canos dePVC, câmaras de ar, sisal entre outros equipamentos e precisam montar umabalsa que seja navegável por até quatro participantes. “Não é competição, masacaba sendo inevitável eles competirem, torcerem para que as balsas dosoutros afundem. O melhor é que eles precisam planejar, desenhar, fazer oprojeto bem explicado e quando acaba essa primeira etapa, nós mudamos osprojetos e eles têm que construir a idéia do outro”, esclarece Vidon que sediverte com a surpresa dos participantes. “Na realidade o mercado é assim,nem sempre temos todas as certezas do que acontececonosco, masprecisamos estar preparados para adversidades a todos os momentos”,conclui.Outro modelo “light”, mas muito eficaz é o Jantar Compartilhado, onde osparticipantes, separados em grupos por funções, precisam fazer o próprio jantar do grupo. Entrada, prato principal, sobremesa e decoração do ambiente,são alguns desafios que se não forem bem planejados e realizados, vão faze-los “provar” o resultado na hora. “Dentro de uma cozinha tem muita coisa paraadministrar: pessoas, tempo, recursos, processos, qualidade etc. E dessaforma divertida, os participantes literalmente colocam a o na massa eaprendem, na prática conceitos da sua rotina”, esclarece Marco Vidon.Não tem mágica, mas cuidados para que as experiências sejam agradáveis eproporcionem crescimento. “Possibilita trabalhar o espírito de equipe, interação,integração e superação, ou seja, uma excelente fórmula para o sucesso”,

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