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O Desafio de Delegar

O Desafio de Delegar

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De um modo geral, os brasileiros são excelentes profissionais. Muito criativos, conhecem bem a lição de como otimizar os custos, resolvem conflitos inesperados, são comprometidos, inovadores, possuem um vasto networking, mas vacilam no quesito delegar tarefas. Por insegurança ou perfeccionismo, agregam para si milhões de atividades e deixam de lado outras tantas importantes para sua qualidade de vida e crescimento profissional. Quando vêem, estão atolados de trabalho, sem tempo e cercados por uma equipe imatura e pouco profissional. Delegar não é uma atitude egoísta que ajuda só a você, mas é uma excelente oportunidade de desenvolver as pessoas que te cercam.
De um modo geral, os brasileiros são excelentes profissionais. Muito criativos, conhecem bem a lição de como otimizar os custos, resolvem conflitos inesperados, são comprometidos, inovadores, possuem um vasto networking, mas vacilam no quesito delegar tarefas. Por insegurança ou perfeccionismo, agregam para si milhões de atividades e deixam de lado outras tantas importantes para sua qualidade de vida e crescimento profissional. Quando vêem, estão atolados de trabalho, sem tempo e cercados por uma equipe imatura e pouco profissional. Delegar não é uma atitude egoísta que ajuda só a você, mas é uma excelente oportunidade de desenvolver as pessoas que te cercam.

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09/23/2010

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O desafio de delegar Por Clarissa MartinsDe um modo geral, os brasileiros são excelentes profissionais. Muito criativos,conhecem bem a lição de como otimizar os custos, resolvem conflitosinesperados, são comprometidos, inovadores, possuem um vasto networking, masvacilam no quesito delegar tarefas. Por insegurança ou perfeccionismo, agregampara si milhões de atividades e deixam de lado outras tantas importantes para suaqualidade de vida e crescimento profissional. Quando vêem, estão atolados detrabalho, sem tempo e cercados por uma equipe imatura e pouco profissional.Delegar não é uma atitude egoísta que ajuda só a você, mas é uma excelenteoportunidade de desenvolver as pessoas que te cercam.Talvez uma das mais difíceis atitudes administrativas seja delegar tarefas, asquais você acredita ser a única pessoa capaz de realizá-las. Achar a dose certa deinformação, motivação e supervisão que cada funcionário e cada tarefanecessitam é uma das grandes dificuldades em passar a bola adiante segundoGisela Kassoy,consultora organizacional, especialista em Criatividade eAdministração de Mudanças. "Dar tudo mastigadinho, se intrometendo naexecução, irrita o subordinado, além de tolher sua criatividade e auto-estima. Epassar a tarefa sem dar subsídios suficientes pode ser um grande risco", alerta.Para ela, em primeiro lugar, é preciso entender que delegar faz parte dasatribuições gerenciais. Muitas vezes, fazer é mais fácil do que ensinar,supervisionar ou corrigir, mas quem quer subir em sua carreira precisa atuar muitomais como líder do que como executante. Porém é sempre uma tarefa difícil, querequer atenção em alguns detalhes, para que o tiro não saia pela culatra. "Um dosaspectos mais importantes da delegação é o
. Quem transmitiu precisadizer com clareza e objetividade o que achou da tarefa executada, senão oexecutante fica frustrado e sem condições de melhorar seu desempenho. Éimportante também o chefe ter muita clareza ao explicar o que espera comoresultado do serviço e até que ponto o subordinado pode tomar decisões sozinho",explica Gisela.Como muitas coisas da vida, transmitir tarefas é algo que só se aprende fazendo.O importante é insistir, porque com a prática delegar se torna tão comum quantorealizar. "Confesso que eu não sabia, mas acabei aprendendo. Acredito que amaior dificuldade é você não acreditar que a pessoa fará um trabalho tão bomquanto o seu", confessa a gerente de informações Mônica Santos, que tevemuitos problemas até se convencer de que é necessário passar adiante seusconhecimentos ao invés de centralizá-los. "Não conseguia tirar férias e em certaocasião tive que telefonar, de um parque da Disney, só para esclarecer umadúvida do pessoal daqui. Outra vez, quando solicitei minha transferência paraoutro setor, fiquei mais de um mês dando suporte ao meu departamento antigo nahora do almoço ou por telefone à noite. E perdi muito tempo revisando o trabalhodos outros para garantir a qualidade das informações. Enfim, acabei mesobrecarregando por causa disso", relata. Hoje, Mônica já percebeu que não valea pena centralizar e confia mais nas pessoas e nas suas capacidades, apesar de
 
ainda tomar sustos. Mas tem certeza de que elas aprendem mais com seuspróprios erros do que com as suas revisões.Delegar é muito mais complexo do que simplesmente passar problemas adiante.Requer, necessariamente de quem delega, supervisão ou orientação. "Meu ex-chefe, quando fazia isso, era sem qualquer tipo de direção. Não deixava clarosuas expectativas em relação ao trabalho e como seria a melhor forma de agir.Era simplesmente passar o problema para frente, com aquela famosa frase: 'Sevira!'", comenta a gerente de projetos Larissa Prado, que confessa ser extremamente chata no que diz respeito à qualidade e prazos, e por isso temmuita dificuldade em incumbir. Ela bateu muito a cabeça até aceitar que aspessoas são distintas, têm ritmos diferentes e que nem tudo sai exatamente à suamaneira. "O que faço para o resultado ser próximo ao que espero é explicar bemos objetivos e as estratégias de atuação. Assim, consigo obter o comprometimentoda pessoa, que passa a ter a mesma preocupação que eu", ensina.O poder geralmente amplia os limites das pessoas, que acabam se achandoinsubstituíveis e, em conseqüência, centralizadoras, correndo o risco de tambémvirarem
. Segundo a consultora Maria Aparecida Schirato, oprofissional só vai delegar se estiver se sentindo confortável com o que faz e bempsicologicamente. "Caso contrário, sua insegurança vai manter uma relaçãoneurótica e instável com os subordinados, deixando-os infantilizados e semresponsabilidades", orienta. Para ela, que é autora do livro "O Feitiço dasOrganizações – Sistemas Imaginários", você tem que ter uma relação de prazer com o que faz e por isso não pode se sobrecarregar de serviços delegáveis. "Aodelegar, as pessoas têm mais tempo de buscar um aumento de competências eespecializações, que só trazem resultados positivos profissionalmente. Masprecisa fazer bem feito. Eu odeio essa frase:"se vira". Ninguém tem que se virar,mas sim fazer confortavelmente o que lhe foi pedido", sugere. Maria explica que omodelo atual de administração estimula a autogestão. Cada um gerencia suastarefas e carreiras, ligados aos mesmos macroobjetivos da empresa. A chefia ficacom o papel de coordenar os trabalhos individuais, energizar, motivar e integrar.Ser claro e objetivo, orientar no processo e dar um bom
feedback 
são atitudesessenciais, mas não é tudo. É fundamental conhecer muito bem o delegatário. "Épreciso certificar-se de que a pessoa que irá assumir a função tem plenascondições de exercê-la e, para tanto, além de conhecer as suas qualificações éimportante checar se ela captou e compreendeu bem o que você espera dela.Sem essa preocupação, você corre o risco de ampliar a sua frente de trabalho, aoinvés de reduzi-la", comenta o hoteleiro Leonardo Tristão, que garante aampliação do poder ao infinito quando se delega bem. Além de, segundo ele,poder criar oportunidade para avaliar quem recebe a missão, treinar alguém oualgum grupo numa determinada função e forçar você a rever as suas própriasprioridades e, principalmente, permitir que você se dedique com maisprofundidade e por mais tempo àquelas atividades onde é realmente necessário.Saber delegar é um aprendizado e requer treinamento. "Uma vez incorporado à

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