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[ Services ] Utility Computing

[ Services ] Utility Computing

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05/09/2014

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- 1 –
Utility ComputingMódulo 1 – Conceito
Já é coisa do passado adquirir um equipamento ou um software para que sejautilizado somente em determinados períodos do ano e deixá-lo ocioso o restante dotempo. Aprenda a economizar com o Utility Computing.
Pagamento na medida exata
Pagar apenas pelo o que é utilizado ou consumido em Tecnologia da Informação (TI).É o que promete o modelo de Utility Computing, que pode ser entendido comoserviços utilitários ou computação de vantagens. O termo vem das chamadasutilities, que em inglês são as empresas públicas que têm como modelo de negóciosa cobrança pelo que é consumido. Para exemplificar o conceito, nada melhor do quecomparar o mecanismo de uso e pagamento do Utility Computing com o modelo denegócios e cobrança das contas de água, luz e telefone.Ao permitir a aquisição de capacidade temporária de processamento earmazenamento de dados, essa tecnologia potencializa a otimização da infra-estrutura de hardware, software e serviços com redução dos custos fixos porcapacidade não utilizada. Trocando em miúdos, Utility Computing é um modelo denegócios onde se paga ao fornecedor do produto ou ao prestador de serviços,somente o que for utilizado. Para os clientes, a indústria aponta como vantagem aaquisição de uma arquitetura flexível e uma redução de custos em torno dos 20%.Diante disso, Utility Computing se apresenta como excelente alternativa àscompanhias que têm como meta a economia e o controle na utilização de ativos deinformática e telecomunicações. Para reforçar, um exemplo bastante simples dofuncionamento desse modelo que vem tomando corpo com o passar do tempo, é acomparação com a forma de cobrança do telefone celular, de gás e da energiaelétrica que, normalmente, são pagos conforme o consumo.Já é coisa do passado adquirir um equipamento ou um software para que sejautilizado somente em determinados períodos do ano e deixá-lo ocioso o restante dotempo. Ninguém ou empresa alguma pode se dar esse luxo. O modelo tende atornar-se muito mais que uma ferramenta de controle de gastos e ser a estratégiade negócio da empresa.Servidores, por exemplo, ficam por muito tempo em desuso dentro da empresa porcumprirem a função de garantir o pleno funcionamento dos sistemas e cumprir ademanda em períodos de pico. A média de utilização de servidores sobressalentes éde 15% do uso de sua capacidade, fator que contribui com o aumento dos custos deuma corporação.
 
 
- 2 –Ao optar pelo uso sob demanda, um comércio varejista, por exemplo, que tem emdezembro um pico gigantesco de uso com as vendas do Natal e em janeiro o usoquase que vai a zero, pagará de forma diferenciada e proporcional pelos recursos deTI.O modelo Utility Computing já é uma realidade no universo de TI em função de umacombinação de fatores associados, focalizados no outsourcing e no hosting, emtecnologias emergentes, como por exemplo, o Grid Computing. E ainda empotencialidades mais robustas de segurança e na experiência dos modelos decomercialização conhecidos como ASP (Application Service Provider), ou provedoresde aplicações. Porém, o conceito não é novidade para os profissionais de tecnologia,tendo em vista que seu surgimento já conta com cerca de vinte anos mas, diante dafalta de maiores recursos tecnológicos e de cultura de mercado, não conquistoumuitos adeptos à época.
Impulso com novas tecnologias
Esse modelo de negócio no qual se paga apenas o que se utiliza retomou suas forçascom a massificação da banda larga e com as novas tecnologias de Grid Computing,nomenclatura que define a divisão do trabalho a ser realizado entre os recursoscomputacionais disponíveis. Com o correr do tempo, Grid Computing seráacrescentada a muitas infra-estruturas corporativas e trará um grande crescimentoda potência de CPU para tarefas que exigem computação intensiva.Na verdade, o conceito de virtualização torna disponível sob demanda a capacidadede rede, permitindo que aplicações corporativas como automação da força-de-vendas e gerenciamento de recursos corporativos sejam adquiridos no modelo ASP.A tendência para esse segmento caracteriza-se ainda pela oferta e definição deserviços que irão permitir ao mercado optar entre vários modelos de negócio, como aterceirização total, ASP ou gerenciamento de serviços.Para abordar o assunto e passar a idéia da venda conforme o uso para o mercadocomprador, a indústria adota nomenclaturas diferentes para essa infra-estrutura deTI. Talvez o termo mais conhecido seja on demand (sob demanda), adotado pelaIBM. A Oracle optou por utilizar o termo Grid e a HP, por sua vez, usa a terminologiaempresa adaptativa. Existem, obviamente, variações na abordagem, no formato e navenda da tecnologia de empresa para empresa, porém, a base é a mesma em todaselas, ou seja, todas mantêm a premissa de oferecer e cobrar pelos produtos eserviços conforme o uso.Esses players enxergam a infra-estrutura a ser ofertada como componentesautomatizados, módulos que o cliente compra de acordo com sua necessidademomentânea. Esses módulos são complementares e seguem as orientações dagovernança corporativa e suas melhores práticas.
 
 
- 3 –Outras gigantes do segmento de TI aderiram ao modelo. A EDS investiu US$ 2bilhões no que chamou de estratégia Agile Enterprise, que visa a oferecer o formatode Utility Computing para as áreas de infra-estrutura, aplicações e BPO (BusinessProcess Outsourcing). A empresa encabeça um grupo de empresas como a Cisco,Dell, EMC, Microsoft, Oracle, SAP, Siebel, Sun Microsystems, Towers Perrin e Xerox.Todas elas estão também empenhadas na divulgação e na adesão à oferta de UtilityComputing no Brasil e envolvidas nas pesquisas, no desenvolvimento e na gestão doportfólio de ofertas ao mercado. Cada uma dessas empresas entra com suasparticularidades e potencialidades e a EDS alinha os serviços a serem prestados.
Estratégia de negócios
Há um bom tempo, o segmento de Tecnologia da Informação está em busca defórmulas para reduzir custos fixos e gastos com sistemas legados e novas aquisições,sejam elas em hardware, software ou serviços. Tecnologias emergentes, novossistemas, hardware de última geração, necessidade de aumentar a segurança dosdados e planos de contingência demandam altos investimentos. E não é fácil justificar todo esse gasto à alta administração da companhia.Crises econômicas, regulamentações como a Sarbane Oxley (SOx) e Basiléia II, paracitar uns exemplos, têm obrigado o mercado a cortar todo o tipo de despesas e aenxugar o orçamento para conquistar metas e acertar o compasso da corporaçãocom a nova ordem mundial. Com tudo isso acontecendo, executivos buscam novasfórmulas e caminhos alternativos.Na mira dos executivos está uma série de medidas que visa a economia e o ajustedo orçamento das corporações, como a redução do TCO, ou total coast operation,que é a diminuição do custo total de propriedade, assim como a busca pelo retornodos investimentos (ROI) e tantas outras iniciativas que têm agora como aliado opagamento conforme o uso de recursos de TI.Os profissionais de informática são constantemente cobrados pela alta administraçãodas empresas a ajustarem os orçamentos, de tal forma que o departamento detecnologia apresente um resultado financeiro satisfatório e não seja a área que sóconsome recursos, pelo contrário colabore para as metas financeiras da empresa.Essa premissa tem recebido maior destaque com as questões de governançacorporativa e de TI (Tecnologia da Informação), tema que se encontra entre osprimeiros colocados na lista da ordem do dia.Diante do fato de que as corporações e os responsáveis pela área de tecnologiaprocuram a maximização dos seus investimentos e a obtenção rápida dos retornos,nota-se, ainda incipiente, mas de maneira gradual, um aumento da oferta e naprocura de serviços utilitários (Utility Computing) como uma forma de redução decustos.

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