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[ Services ] Missao Critica

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Missão CríticaMódulo 1 – O que é missão crítica
Definição do que é crítico para a organização. A importância da infra-estrutura de TIadequada para garantir o desempenho necessário no mundo dos negócios.Que prejuízos uma instituição bancária poderia ter caso uma pane em seus sistemasapagasse por completo as informações sobre seus correntistas? E se um provedor deacesso à Internet ficasse fora do ar durante 24 horas, que impactos causaria nosseus usuários e quais perdas poderia sofrer? E os sites de vendas online, como obrasileiro Submarino. O que aconteceria com a empresa, que depende dele para tero seu faturamento, se o site não suportasse o acesso dos compradores? E umaoperadora de telefonia que tivesse de enfrentar uma parada nas suas centrais, comoconseguiria registrar o custo das chamadas feitas pelos seus assinantes?Todas elas poderiam amargar um prejuízo de milhões de reais, além de ter suaimagem e credibilidade fortemente abaladas. Esses são alguns exemplos deempresas que não podem prescindir de um ambiente de missão crítica, ou seja, deuma infra-estrutura tecnológica projetada especificamente para evitar que qualquerfalha em alguns dos sistemas chegue a comprometer a continuidade dofuncionamento das operações e possa ser rapidamente solucionada.Os primeiros equipamentos de missão crítica, também chamados de tolerantes afalhas (Fault Tolerance), começaram a ser empregados no Brasil pelo setor militarpor volta da década de 60. Mais tarde, nos anos 70 e 80, os bancos e algumascorporações que lidavam com grande volume de informações e precisavam contarcom um ambiente extremamente seguro também passaram a utilizar equipamentostolerantes a falhas.Esse tipo de equipamento é espelhado, ou seja, é como se fossem doisequipamentos idênticos numa mesma estrutura ou gabinete, sendo que um deles ematividade, enquanto o outro permanece em "stand by". Caso haja alguma falha noequipamento que está em atividade, o seu "gêmeo" automaticamente assume seulugar, dando continuidade às operações como se nada tivesse acontecido.Esses equipamentos eram caros, da ordem de milhões de dólares, e somentegrandes corporações tinham condição de adquiri-los, mas agora começam a serdisponibilizados com maior abundância mesmo em empresas menores.
 
 
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Opções válidas
Uma alternativa mais acessível em custos são os equipamentos classificados comode alta disponibilidade (High Availability), que diferem dos tolerantes a falhas emdisponibilidade, visto que ela é desenhada e implementada somente nos elementoscom mais probabilidade de causarem erro, como os discos, por exemplo. Essesequipamentos não são totalmente espelhados, mas o risco de apresentar falha éextremamente pequeno.O índice de uptime (tempo em que todo sistema permanece ativo ou disponível) deum sistema de alta disponibilidade fica na faixa de 99,9% a 99,99%, enquanto queos tolerantes a falha apresentam uptime da ordem de 99,999%. A avaliação dedisponibilidade também deve incluir a redundância de nós, interconexões,controladoras e proteção de falha de energia (nobreaks e geradores). Também deveser considerada a redistribuição de carga depois da falha de um nó e a habilidade detodo o sistema operar durante paralisações planejadas ou não.Outra opção disponível para as empresas é a adoção da tecnologia de cluster quepressupõe a aquisição de outro equipamento, não necessariamente igual aoexistente e que não precise ficar em stand by, mas executando outras funções, e quepode assumir a operação caso o outro equipamento apresente falha. (Iremosabordar a tecnologia cluster com mais detalhes no decorrer do curso). Essatecnologia propicia melhorias significativas no ambiente computacional da empresa,tanto em capacidade, quanto em disponibilidade.Cada nó ou servidor adicional fornece uma escalabilidade quase linear dentro de umsistema em cluster. O mais importante é a capacidade de previsão dessaescalabilidade em relação à capacidade e ao custo, simplificando as operações e asatividades de planejamento. Não apenas o hardware deve ser redundante(duplicado), mas também o software, os aplicativos, o banco de dados e osprotocolos.
A infra-estrutura de TI adequada
Por mais qualidade que se imponha aos equipamentos e por maior que seja arobustez aplicada ao software básico ou à qualidade na metodologia dedesenvolvimento de aplicativos, os sistemas falham. Uma pesquisa realizada peloGartner Group revelou que, em média, 40% dos casos de paralisação nas operaçõesdas empresas (também chamado de downtime) são causados por falhas emaplicações (questões de desempenho ou bugs), 40% por erros de operação e cercade 20% por falhas em sistemas. No caso dos sistemas, 60% das falhas são causadaspor problemas com hardware e menos de 5% dos danos se devem a desastres. Ofator humano também é preponderante no que se refere a falhas, indo desde umsimples tropeço no fio em que está ligada a máquina à fonte de energia, até umcomando errado.
 
 
- 3 –Dependendo do segmento de atuação da empresa, falhas nos sistemas podemcausar prejuízos muito significativos. É o que comprovou outra pesquisa, realizadapela consultoria norte-americana Eagle Rock Alliance com 163 empresas comfaturamentos anuais que variam de US$ 10 milhões a US$ 5 bilhões. O estudodemonstrou que 46% dos entrevistados afirmaram que cada hora de paralisação dasoperações custa para a companhia mais de US$ 50 mil. Para 28% delas, uma horade downtime varia de US$ 51 mil a US$ 250 mil, e para 18% delas, algo entre US$251 mil e US$ 1 milhão. Para uma empresa saber se precisa de um ambiente maisou menos crítico, ela deve avaliar quanto perderia por hora se seus sistemasficassem inoperantes. Se ela pode tolerar algumas horas de paralisação, não precisade uma infra-estrutura tão crítica.Independente do quanto a infra-estrutura de TI impacta na forma de atuação, todasas companhias devem tomar alguns cuidados básicos. Um deles é ter em mente queos sistemas não costumam apresentar problemas a toda hora. Com isso, tende-se arelaxar nos procedimentos de contingência e de atualização da documentação noscasos em que o ambiente evolui. O ideal é dispor de uma infra-estrutura sólida, comhardware, software e banco de dados redundantes ou que disponham de umamanutenção sistemática e adequada. Se a empresa não conta com sistema debackup (duplicação dos dados e informações) pode optar por um ambiente de clusterque, se for bem construído, pode não envolver grandes investimentos.Pessoas também são importantes, principalmente nos ambientes de missão crítica. Éfundamental contar com profissionais especializados, internos e de terceiros, paramonitorar os sistemas e responsabilizarem-se pelas atualizações e manutenção. Éinegável que a cada dia a Tecnologia da Informação se torna mais estratégica paraas corporações. Não existe uma receita que se aplique a todos indistintamente. Masa escolha de soluções deve seguir alguns critérios para garantir o seu desempenho eevolução.É importante observar nos hardware, software e banco de dados itens como:
Confiabilidade
*o quanto a máquina e seu sistema operacional são consistentes para operar asaplicações e serviços necessários, assegurando a integridade da informação eapresentando capacidade de recuperação da informação danificada.
Segurança
capacidade do sistema se proteger de ataques e intrusões.

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