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O ambiente centralizado
Retrocedendo no tempo, verificamos que, até o final dos anos 50, os computadoreseram tidos como obra da imaginação humana ou como uma fantasia extraída doslivros e filmes de ficção científica. Praticamente apenas alguns poucos segmentos,como as áreas acadêmica, militar e governo, aventuravam-se na experimentaçãodas então grandiosas e complexas máquinas. No Brasil, o governo do Estado de SãoPaulo foi pioneiro ao adquirir, em 1957, um Univac -120 para calcular o consumo deágua na capital paulista. O equipamento era formado por 4.500 válvulas, realizava12 mil somas e subtrações por minuto e 2.400 multiplicações ou divisões por minuto.No setor privado, uma das primeiras empresas a investir nesse sentido foi aAnderson Clayton, que comprou um Ramac 305 da IBM, em 1959. A máquina tinhacerca de 2 metros de largura e 1,80 de altura, com mil válvulas em cada porta deentrada e de saída da informação, ocupando um andar inteiro da empresa.Considerado, na época, o supra-sumo da inovação, esse computador levava 5minutos para procurar uma informação e a impressora operava com uma velocidadede 12,5 caracteres por segundo.Em pouco menos de dez anos, essas fabulosas máquinas evoluíram e conquistaram ointeresse das empresas de grande porte, órgãos do governo federal e universidades.Eram os anos 60, em que reinavam absolutos os CPDs – Centros de Processamentode Dados, ambientes climatizados, cercados por paredes de vidro, como umaverdadeira redoma, e preparados para abrigar as grandes máquinas
Os mainframes
Em geral, o CPD era uma área à parte na empresa, à qual tinham acesso apenas osprofissionais diretamente envolvidos com os computadores, como analistas desistemas, técnicos de manutenção, programadores, operadores, entre outros.Inacessível aos funcionários de outros departamentos, o único elo entre essas ilhasde Informática e o resto da companhia eram as pilhas de formulários contínuoscontendo informações processadas, as quais haviam sido requisitadas pelos usuáriosde alguma área específica.Até o final dos anos 70, predominou o que se convencionou chamar de a Era dosCPDs, ou ainda a Era do Computador, em que todas as decisões referentes àTecnologia estavam a cargo do gerente de processamento de dados e de sistemas deinformações gerenciais. Esse profissional se reportava à hierarquia financeira daempresa, e era imprescindível que tivesse conhecimento e competênciaessencialmente técnicos. O foco da tecnologia, então, era a produtividade, e atendência organizacional da área de Informática era de centralização.