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[ Aplicativos ] ERP

[ Aplicativos ] ERP

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11/08/2012

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- 1 –
ERPMódulo 1 - O ABC do ERP
De modo geral, o ERP (Enterprise Resource Planning ou planificação dos recursoscorporativos) é um conjunto de sistemas que tem como objetivo agregar eestabelecer relações de informação entre todas as áreas de uma empresa. Porém,para entendermos o que isso significa, na prática, é interessante voltar ao final dadécada de 50, quando os conceitos modernos de controle tecnológico e gestãocorporativa tiveram seu início.É certo que a tecnologia vigente na época, baseada nos gigantescos mainframes,nem de longe lembra a facilidade de uso dos computadores atuais. No entanto, eramessas máquinas que rodavam os primeiros sistemas de controle de estoques –atividade pioneira da interseção entre gestão e tecnologia. A automatização era cara,lenta – mas já demandava menos tempo que os processos manuais – e para poucos.No início da década de 70, a expansão econômica e a maior disseminaçãocomputacional geraram o avô dos ERPs, os MRPs (Material Requirement Planning ouplanejamento das requisições de materiais). Eles surgiram já na forma de conjuntosde sistemas, também chamados de pacotes, que conversavam entre si epossibilitavam o planejamento do uso dos insumos e a administração das maisdiversas etapas dos processos produtivos.Seguindo a linha evolutiva, a década de 80 marcou o início das redes decomputadores ligadas a servidores – mais baratos e fáceis de usar que osmainframes – e a revolução nas atividades de gerenciamento de produção elogística. O MRP transformou-se em MRP II (que significava Manufacturing ResourcePlanning ou planejamento dos recursos de manufatura), que agora tambémcontrolava outras atividades como mão-de-obra e maquinário.Na prática, o MRP II já poderia ser chamado de ERP pela abrangência de controles egerenciamento. Mas não se sabe ao certo quando o conjunto de sistemas ganhouessa denominação. Uma data interessante é 1975, ano em que surgiu a empresaalemã – um símbolo do setor – SAP (Systemanalyse und Programmentwicklung) queem tradução literal seria: Análise de Sistemas e Desenvolvimento de Programas.Com o lançamento do software R/2, ela entrou para a história da área de ERP eainda hoje é seu maior motor de inovação.O ERP, um conjunto de sistemas integrados, tinha de conversar ou buscar dados emoutros softwares, o que nem sempre era fácil, e resultava na impressão deformulários que precisavam ser redigitados para que as informações pudessem serinseridas no ERP. Bem de acordo com o distanciamento que existia entre osdepartamentos de uma empresa.
 
 
- 2 –O próximo passo, já na década de 80, serviu tanto para agilizar os processos quantopara estabelecer comunicação entre essas “ilhas” departamentais. Foram entãoagregados ao ERP novos sistemas, também conhecidos como módulos do pacote degestão. As áreas contempladas seriam as de finanças, compras e vendas e recursoshumanos, entre outras, ou seja, setores com uma conotação administrativa e deapoio à produção ingressaram na era da automação.A nomenclatura ERP ganharia muita força na década de 90, entre outras razões pelaevolução das redes de comunicação entre computadores e a disseminação daarquitetura cliente/servidor – microcomputadores ligados a servidores, com preçosmais competitivos – e não mais mainframes. E também por ser uma ferramentaimportante na filosofia de controle e gestão dos setores corporativos, que ganhouaspectos mais próximos da que conhecemos atualmente.As promessas eram tantas e tão abrangentes que a segunda metade daquela décadaseria caracterizada pelo boom nas vendas dos pacotes de gestão. E, junto com osfabricantes internacionais, surgiram diversos fornecedores brasileiros, empresas quelucraram com a venda do ERP como um substituto dos sistemas que poderiam falharcom o Bug do Milênio – o problema na data de dois dígitos nos sistemas decomputador.
A importância do ERP nas empresas
O paraíso da gestão corporativa, com a melhoria dos processos administrativos e deapoio à produção, começou a materializar-se. Pelo menos esse era o sonho de queminvestiu ou pretende comprar um pacote de gestão. É certo que há um grandenúmero de projetos de ERP que não evolui por uma série de problemas, muitos deordem organizacional interna, mas outros acabam se mostrando eficientes edeterminantes para a evolução dos negócios.Entre as mudanças mais palpáveis que um sistema de ERP propicia a uma empresa,sem dúvida, está a maior confiabilidade dos dados, agora monitorados em temporeal, e a diminuição do retrabalho. Algo que é conseguido com o auxílio e ocomprometimento dos funcionários, responsáveis por fazer a atualização sistemáticados dados que alimentam toda a cadeia de módulos do ERP e que, em últimainstância, fazem com que a empresa possa interagir.Assim, as informações trafegam pelos módulos em tempo real, ou seja, uma ordemde vendas dispara o processo de fabricação com o envio da informação paramúltiplas bases, do estoque de insumos à logística do produto. Tudo realizado comdados orgânicos, integrados e não redundantes.Para entender melhor como isso funciona, o ERP pode ser visto como um grandebanco de dados com informações que interagem e se realimentam.
 
 
- 3 –Assim, o dado inicial sofre uma mutação de acordo com seu status, como a ordem devendas que se transforma no produto final alocado no estoque da empresa.Ao desfazer a complexidade do acompanhamento de todo o processo de produção,venda e faturamento, a empresa tem mais subsídios para planejar-se, diminuirgastos e repensar a cadeia de produção. Um bom exemplo de como o ERPrevoluciona uma empresa é que com uma melhor administração da produção einvestimento, como uma nova infra-estrutura logística, pode ser repensado ousimplesmente abandonado. Nesse caso, ao controlar e entender melhor todas asetapas que levam a um produto final, a empresa pode chegar a ponto de produzir deforma mais inteligente, rápida e melhor, o que, em outras palavras, reduz o tempoque o produto fica parado no estoque.As tomadas de decisão também ganham uma outra dinâmica. Imagine uma empresaque por alguma razão, talvez uma mudança nas normas de segurança, precisamodificar aspectos da fabricação de um de seus produtos. Com o ERP, todas as áreascorporativas são informadas e preparam-se de forma integrada para o evento, dascompras à produção, passando pelo almoxarifado, chegando até mesmo à área demarketing, que pode, assim, ter informações para mudar algo nas campanhaspublicitárias de seus produtos. E tudo realizado em muito menos tempo do que seriapossível sem a presença do sistema.Entre os avanços palpáveis, podemos citar o caso de uma indústria média norte-americana de autopeças, situada no estado de Illinois, que conseguiu reduzir otempo entre o pedido e a entrega de seis para duas semanas, aumentando aeficiência na data prometida para envio do produto de 60% para 95% e reduzindo asreservas de insumos em 60%. Outra diferença notável: a troca de documentos entredepartamentos que demorava horas ou mesmo dias caiu para minutos e atésegundos.Esse é um exemplo, mas, de acordo com a empresa, é possível direcionar ou adaptaro ERP para outros objetivos, estabelecendo prioridades que podem tanto estar nacadeia de produção quanto no apoio ao departamento de vendas como nadistribuição, entre outras. Com a capacidade de integração dos módulos, é possíveldiagnosticar as áreas mais e menos eficientes e focar em processos que possam tero desempenho melhorado com a ajuda do pacote de sistemas.
Sua empresa está preparada?
Quanto maior a integração e a utilização dos módulos do ERP, mais eficientes serãoos processos. Essa equação pode fazer a diferença na hora de atender ou mesmoreter um cliente. Como saber se uma empresa está preparada para usar um sistemaintegrado de gestão? A resposta pode evoluir do extremamente complexo atéabordagens mais simples.

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