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Simulado XIII - Perito Criminal Federal - Área 6

Simulado XIII - Perito Criminal Federal - Área 6

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Simulado para o concurso de Perito Criminal Federal - Área 6 - Química e Engenharia Química, baseado em concursos anteriores realizados pelo CESPE. Parte básica para todas áreas e parte específica. Para ver a resolução comentada desse e demais simulados, entre em nosso grupo de estudos (é grátis - basta querer participar... rsrs) no link no final do arquivo ou no meu perfil aqui.
Simulado para o concurso de Perito Criminal Federal - Área 6 - Química e Engenharia Química, baseado em concursos anteriores realizados pelo CESPE. Parte básica para todas áreas e parte específica. Para ver a resolução comentada desse e demais simulados, entre em nosso grupo de estudos (é grátis - basta querer participar... rsrs) no link no final do arquivo ou no meu perfil aqui.

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Published by: Robson Timoteo Damasceno on Sep 24, 2010
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09/26/2010

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1
Simulado XIII
Concurso da Polícia Federal
Perito Criminal Federal
 –
Área 6
 –
Química / Engenharia Química
Questões baseadas no concurso de 2004, realizado pelo CESPE, para o cargo deEscrivão. Extraordinariamente durante o final do mês de Agosto e começo de Setembroos simulados focarão no concurso de Escrivão. Voltaremos às questões de Químicalogo após.Elaboração das questões: Robson Timoteo DamascenoBons Estudos e Rumo à ANP!
 
 
2
Caros Amigos
 –
Como o senhor avalia a crise financeira mundial?
Márcio Pochmann
 –
Essa crise é uma crise do modo de produção capitalista, uma criseestrutural, sistêmica, uma crise que não é exclusivamente financeira, embora tenha sido nessaesfera que ela se originou. Essa crise impôs perdas expressivas aos ricos, impôs a queda dataxa de lucro das empresas, especialmente de alguns setores industriais. A crise impactou aárea social. Estamos convivendo com maior desemprego, com aumento das desigualdades.Essa crise está contaminando o mundo da política. Cinco países tiveram alternância de poderem função, inclusive, do agravamento da crise. Não tivemos crises anteriores com problemasambientais. Os impactos ambientais são extremamente degradantes. Temos uma crise inéditanesse sentido. Vale dizer que é uma crise que encontra o mundo, os países, em quase suatotalidade submetida à lógica mercantil. Nunca tivemos uma crise anterior com umaprofundidade como esta. E não tem saída a curto e médio prazo porque a crise afetou asestruturas do padrão capitalista de produção e consumo. Não há como garantir asustentabilidade da acumulação de capital.O que deu sustentabilidade de longo prazo ao capitalismo no século 20 foi a produção de bensde consumo duráveis, como por exemplo, a casa própria e o automóvel. Não são apenas eles,mas a casa e o automóvel simbolizam o consumo no capitalismo do século 20. A produçãodesses bens se difundiu pelo mundo, no entanto, apenas um quarto da população mundial temacesso a esse padrão de consumo. Apenas um quarto. É o que praticamente temos no Brasil.Para que esse padrão de consumo tivesse padrões mundiais, especialmente no mundo onde arenda percapita é muito baixa, foi necessário o aprofundamento do subdesenvolvimento, que éo que se pressupõe no Brasil. Em outras palavras: para que aqui no Brasil pudesse se instalara indústria automobilística e a produção nacional comparável ao os países ricos foi necessárioconcentrar profundamente a renda, para poder viabilizar o padrão de consumo dos mais ricos.Se a gente for a qualquer cidade brasileira a gente vê segmentos sociais que participam de altopadrão de consumo. Há bairros de qualquer cidade brasileira onde há casas com garagem comquatro, cinco carros, cada membro da família tem um automóvel. Há casas compatíveis compadrão hollywoodiano de habitação.
Caros amigos
, Entrevista com Márcio Pochmann. Edição de Agosto(com adaptações)Em relação ao texto acima, julgue os itens que se seguem.
1
 –
 
Ao dizer que a crise é “sistêmica” o entrevistado quer dizer que ela é própria do
sistema capitalista.2
 –
Segundo o autor, nunca anteriormente alguém criou alguma crise contra adevastação ambiental.3
 –
 
Em “Essa crise impactou a área social”, é possível
 
substituir “impactou” por “atingiu” sem prejuízo da coerência e da correção gramatical.
 4
 –
De acordo com o texto, as crises financeiras são capazes de provocar crises emgovernos.5
 –
O autor afirma erroneamente que praticamente um quarto da população mundial estáno Brasil.
 
 
3
6
 –
Mantém-
se a correção gramatical e a coerência a substituição de “cada membro” por “todos os membros”.
 7
 –
Casa e automóvel não mais representam o consumo em nosso século, conforme otexto.8
 –
Segundo Pochmann, para que os ricos brasileiros pudessem ter acesso ao padrão devida dos países mais ricos foi necessário que eles ficassem cada vez mais ricos que orestante da população.O senhor diria que algum governo, economista ou operador de Wall Street não sabiaque, mais cedo ou mais tarde, bolhas estouram?
Todo mundo sabe.
Então, por que agora se diz que a crise foi surpresa?
O que não se esperava é que, derepente, todos os mercados imobiliários nos Estados Unidos, e até mesmo no resto do mundo,despencassem mais ou menos em sincronia.
Por que isso aconteceu?
Ninguém sabe exatamente. Nos últimos anos, no meu trabalhoacadêmico, tenho me dedicado a estudar a teoria das bolhas econômicas, e uma coisa que mepreocupa há muito tempo é que as pessoas acham que sabem mais do que elas de fatosabem. É um resultado da aplicação desses modelos complexos de avaliação de risco, quetodos usam. Os bancos de investimento, os bancos comerciais e até mesmo os responsáveispor regular o mercado utilizam esses modelos matemáticos. Acreditam neles.
Os modelos de risco estavam errados?
O problema é que se criou no mercado financeirouma atmosfera semelhante àquela que havia no mercado de arte em Nova York nos anos 50 e60. Em seu livro A Palavra Pintada, Tom Wolfe conta que quem dissesse que a arte abstrataera ruim de imediato era considerado retrógrado, incapaz de compreender a beleza. Paraparecer um entendido, você tinha de gostar de Jackson Pollock (pintor americano, 1912- 1956).Os modelos de avaliação de risco criaram uma mística semelhante no mercado financeiro. Sevocê dissesse não acreditar neles, ou desconfiar deles, as pessoas logo concluiriam que vocênão entendia nada do mercado. Isso fez nascer um excesso de confiança nos modelos derisco.
Veja.
Entrevista com José Alexandre Scheinkman. Edição 2081(com adaptações)Ainda considerando o texto inicial e o texto acima, julgue os próximos itens.
9
 –
Ambos os textos poderiam ser reproduzidos em documentos oficiais da maneira queestão configurados.10
 –
Scheinkman concorda com Pochmann quanto ao plano de surgimento da crise.11
 –
De acordo com a segunda entrevista, a crise foi motivada principalmente peloexcesso de confiança e falta de regulação do mercado.12
 –
Sem prejuízo da correção gramatic
al, o trecho “e uma coisa que me preocupa ...elas de fato sabem” poderia ser reescrito como “e há muito tempo atrás comecei a ter 
uma preocupação: o fato de as pessoas acharem que sabem mais do que sabem
realmente”.
 13
 –
 
A resposta à pergunta “Os modelos de risco estavam errados?” poderia ser resumida como “Sim”.
 14
 –
A terceira pergunta da entrevista com Scheinkman poderia ser reescrita como:
“Isso aconteceu por quê?”
 

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