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Impugnação à contestação - brasil telecom - ruralcel - impugnação

Impugnação à contestação - brasil telecom - ruralcel - impugnação

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Impugnação à contestação da Brasil Telecom na ação em que se discute a suspensão dolosa do sinal de telefonia rural (Ruralcel ruralvan)
Impugnação à contestação da Brasil Telecom na ação em que se discute a suspensão dolosa do sinal de telefonia rural (Ruralcel ruralvan)

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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINAEXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DESEARA
O
MINISRIO BLICO DO ESTADO DE SANTACATARINA
, pelo Promotor de Justiça titular da Promotoria de Justiça deSeara, apresenta
IMPUGNAÇÃO À CONTESTAÇÃO
formulada por
BRASIL TELECOM S.A.
na Ação Civil Pública nº 068.10.000669-5.
1. Síntese
Na contestação apresentada pela ré
Brasil Telecom S.A.
,argumenta-se, preliminarmente, que o Ministério blico é parteilegítima para tutelar os interesses defendidos nos autos, por se tratarde direitos individuais divisíveis e disponíveis.No mérito, alega-se, em síntese, que a responsabilidadepelas interrupções do serviço de telefonia rural de que trata esta açãosão de responsabilidade da Vivo S.A., operadora de telefonia celular daqual se utiliza a
Brasil Telecom S.A
. para levar o sinal de telefonia fixapara o interior dos municípios que compõem a Comarca de Seara.Afirma-se que a modificação da tecnologia imposta pelaAnatel alterou as estações de dio-base, ou seja, as antenas detelefonia que eram utilizadas como meio de transmiso do sinaltelefônico das cidades para a zona rural, e que isso ocorreu sem culpa
1
 
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
da requerida
Brasil Telecom S.A
.: “a área de cobertura do SMP não serevelou coincidente”.Invoca-se o art. 248 do Código Civil, segundo o qual seresolve a obrigação quando a prestação se tornar impossível sem culpado devedor, e argumenta-se que, havendo incompatibilidade entre aestação móvel e os novos padrões, a responsabilidade é da operadorade telefonia móvel (§53, fl. 483).Afirma a requerida, também, que, não sendo responsávelpelos danos causados ao consumidor, não deve suportar a obrigação deindenizá-los, alegando ainda que os danos morais não foramcomprovados.
2. Impugnação à contestação – arts. 326 e 327 do CPC
Conforme regra do art. 326 do Código de Processo Civil, “seo réu, reconhecendo o fato em que se fundou a ação, outro lhe opuserimpeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, este seráouvido no prazo de 10 (dez) dias, facultando-lhe o juiz a produção deprova documental”.E, para o art. 327, “se o réu alegar qualquer das matériasenumeradas no art. 301, o juiz mandará ouvir o autor no prazo de 10(dez) dias, permitindo-lhe a produção de prova documental. Verificandoa exisncia de irregularidades ou de nulidades saveis, o juizmandará supri-las, fixando à parte prazo nunca superior a 30 (trinta)dias”.No caso dos autos, além de preliminares, a requerida opõefatos extintivos do direito dos consumidores aqui protegidos, de modoque esta impugnação rebaterá um a um dos argumentos lançados.
3. Preliminar 
Como se , o cansam os violadores do direito doconsumidor de insistir na tese de que o Ministério Público não tem
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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
legitimidade ativa para diversas ações que protegem o consumidor.Continuam insistindo, mas a jurisprudência continua sensata.Nem poderia ser diferente.O art. 129 da Constituição da República estabelececlaramente que ao Minisrio blico incumbe a protão dos
interesses difusos e coletivos
(inciso III). E um dano praticado contradiversos, muitos inclusive desconhecidos, consumidores da cidade, nãopode ser exemplo mais claro de interesse difuso (consumidores quenunca mais serão localizados) e de interesses coletivos (coletividade deconsumidores individualizáveis) o caso dos autos.Além do mais, especificamente no que tange aos pedidosde
restabelecimento do serviço e de migração da tecnologia
, o que hásão interesses individuais homogêneos, todos, evidentemente, denatureza eminentemente social, já que se está tratando de direito doconsumidor (vide art. 1º, do Código de Defesa do Consumidor) e do
serviço público essencial que é o serviço de telefonia
.Hugo de Nigro Mazzilli sintetiza as regras gerais da seguinteforma: “A atuação do Ministério Público sempre é cabível em defesa deinteresses difusos, em vista de sua larga abrangência. Já em defesa deinteresses coletivos ou individuais homogêneos, atuará sempre que: a)haja manifesto
interesse social
, evidenciado pela
dimensão
ou pelascaracterísticas do dano, ainda que potencial; b) seja acentuada a
relevância social do bem jurídico a ser defendido
; c) esteja emquestão a estabilidade de um sistema social jurídico ou econômico, cujapreservação aproveite à coletividade como um todo”
1
.O próprio Mazzilli esclarece o sentido de seu texto: “[...]assim, quando interesses individuais homoneos, ainda que oindisponíveis, tenham
suficiente abrangência ou relevância
, sua
1
MAZZILLI, Hugo de Nigro.
 A defesa dos interesses difusos em juízo
. 17
a
ed. São Paulo: Saraiva, 2004, p. 157.3

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