Prólogo
Tadschor seguia o ataque à base de apoio kuaturica Ilkete, nos monitores. Sondasvoadoras transmitiam-lhe imagens e ruídos para a sua central de comando.A primeira fase do ataque de surpresa fora um êxito total. Ninguém em Ilkete tinhacontado com a nova arma secreta do Reino Sashani. Os “
desmiolados
” eram vistos pelosadversários, com eles se apresentavam, ou seja, como fugitivos arruinados em busca deajuda, da cidade em ruínas Prulathum, ocupada por tropas sashani.Tadschor observou como os “
desmiolados
” eram escoltados por soldados inimigose levados para os fortes nas portas da base de apoio. Depois que eles desapareceram nos portais, o cientista dedicou-se ao copiador de notícias.Os últimos comunicados do quartel-general não se diferenciavam decisivamente dosComunicados do Dia, que davam entrada há semanas. Combates violentos pela ilhaDideron, batalhas aéreas sobre o Mar Grodones, bombardeios de cidades adversárias, eataques inimigos às suas próprias cidades.Tadschor virou-se quando o seu assistente Porzos entrou. — Como transcorreram as experiências com nosso Ubalaer, Porzos? — quis elesaber.Porzos tirou os olhos dos monitores. — Até agora satisfatoriamente, Tadschor. Mesmo assim, ainda vai demorar algunsdias, até que as séries de experimentos sejam concluídas e então saberemos se o Ubalaer poderá ser usado sem problemas. — Eu espero que nos dêem este prazo — retrucou Tadschor. — Os kuaturer estãotentando, há algum tempo, nos pressionar para uma batalha decisiva. Se eles conseguiremisso — e se por acaso vencerem — então teremos que fazer uso do Ubalaer imediatamente.Porzos fez um gesto defensivo com a mão. — Eu desaconselho isso, Tadschor. Primeiramente ainda vamos ter que calcular asconsequências que poderão advir de uma utilização do Ubalaer.Tadschor olhou seu ajudante, de má vontade. — Consequências! — disse ele, com desprezo. — Só existe uma coisa que éimportante para nós, e isto é a reconquista do ídolo Galango. — Nós não precisamos recuperá-los — retrucou Porzos. — O ídolo Galangoencontra-se na ilha Dideron, que até agora não pôde ser conquistada nem por nossastropas nem pelas do Reino Kuatur. As instalações para a proteção de Galango funcionamum pouco bem demais. — Ele riu. — O que eu vejo como uma grande sorte para acivilização de Sidir.O rosto de Tadschor ficou vermelho. — O senhor fala como um traidor, Porzos! Em primeiro lugar se abstém de dar aoídolo Galango o seu título, e em segundo lugar o ídolo pertence apenas a nós, a únicacivilização verdadeira em Sidir. Assim está escrito no legado de nossos antepassados, quevieram do Reino Divino Arkh'Noon.Porzos sentou-se diante de sua mesa de controles e olhou fixamente para o seusuperior. Tadschor era alto, magro, tinha a pele clara e cabelos brancos compridos. Ele se parecia como os antepassados eram descritos nos livros da deusa Log. Todos eles eramdescendentes dos antepassados, porém a maioria dos habitantes de Sidir eram