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Depois da formação a distancia

Depois da formação a distancia

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Categories:Types, Research
Published by: Pier Cesare Rivoltella on Oct 03, 2010
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851
Educ. Soc.
, Campinas, vol. 29, n. 104 - Especial, p. 851-864, out. 2008
Disponível em <http://www.cedes.unicamp.br>
Pier Cesare Rivoltella
DEPOIS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA:TECNOLOGIA, EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO NA ITÁLIA (1995-2008)
*
P
IER 
C
ESARE
IVOLTELLA 
**
RESUMO
: O artigo pretende fornecer um quadro-síntese da educa-ção a distância na Itália. A análise feita trabalha sobre um duplo ní-vel de reconstrução do seu desenvolvimento no país, das primeirasexperiências nos anos cinqüenta até hoje, e da elaboração teórica quefoi produzida pela literatura especializada. São considerados três âm-bitos: a escola, a universidade e a empresa. Em cada um são feitas re-ferências às experiências de maior relevo desenvolvidas nos últimosanos. A hipótese teórica que fundamenta esta contribuição e que seexpressa plenamente na conclusão é que os instrumentos da Web2.0 estão predispondo a uma mudança de paradigma capaz de darnovo impulso a um movimento e a um mercado que, nos últimosanos, está estagnado sobre os modelos e as experiências-padrão.
Palavras-chave 
:
 
E-learning 
.
 
Educação a distância. Escola. Universidade.
Web
2.0
 A 
FTER 
 
DISTANCE
 
EDUCATION
:
TECHNOLOGIES
,
EDUCATION
 
 AND
 
TRAINING
 
IN
I
TALY 
(1995-2008)
 ABSTRACT 
: The aim of this article is to give a brief framework of distance education in Italy. Doing that it works on two levels: thefirst one is the history of distance education in the Country, fromfirst experiences in the 50thies ‘til nowadays; the second one is thetheoric debate among the scholars about the key-concepts of thisarea. Three main items are considered: the School, the University,
*Tradução de Monica Fantin, com revisão técnica do autor.**Diretor do
Centro di Ricerca sull’Educazione ai Media, all’Informazione e alla Tecnologia
(
CREMIT
) e professor titular de
Tecnologie dell’Istruzione e dell’Apprendimento
da UniversitàCattolica del S. Cuore (
UCSC
), Milano (Itália).
E-mail 
: piercesare.rivoltella@unicatt.it
 
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Depois da educação a distância: tecnologia, educação e formação na Itália (1995-2008)
Educ. Soc.
, Campinas, vol. 29, n. 104 - Especial, p. 851-864, out. 2008
Disponível em <http://www.cedes.unicamp.br>
and the Enterprise. Of anyone are analyzed the best practices. Thetheoric hypothesis, clarified in the conclusions of this article, is that Web 2.0 tools are deeply transforming the situation: they’ll prob-ably be able to give new dynamism to a movement and to a marketthat in the last times seemed too fixed on standard models and ex-periences.
Key words 
:
 
E-learning. Distance education. School. University. Web 2.0.
Quadro conceitual e evolutivo: entre práticas e saberes
literatura da área formativa e tecnológica na língua italiana re-corre a expressões muito diversificadas para definir, aparente-mente, o mesmo fenômeno: educação a distância, formação adistância, formação
on-line 
, formação em rede, ensino a distância,teledidática, teleformação. O elemento unificador de todas estas for-mulações é seguramente a distância, ou seja, aquele que em outros ter-mos é definido como o “desligamento em relação ao espaço” (Rivoltella,2003): em essência, graças a este modelo de formação, o compartilha-mento de lugar não representa mais a condição sem a qual não é possí-vel haver comunicação formativa. A formação chega também a quemnão está presente, torna-se acessível também para o trabalhador e, dequalquer modo, para todos aqueles que por diversos motivos não tive-ram a possibilidade de ir às aulas. Além disso, os métodos e as técnicaspor meio das quais o compartilhamento de lugar é abolido podem sermuito diferentes, tão diferentes que configuram verdadeiras e diferen-tes “idades” da educação a distância. Trentin (1999) mostra isso muitobem quando, retomando a modelagem de Nipper (1989), formalizana “história da educação a distância” três fases, três épocas que ele de-nomina educação a distância de primeira, segunda e terceira geração. Adotamos estas fases para descrever sinteticamente a evolução das práxise da reflexão italiana em matéria de educação a distância (
E
a
D
). A 
E
a
D
 
de
primeira geração
(anos de 1950/60) é ligada à tecno-logia do livro e ao desenvolvimento do sistema postal. As intervençõesformativas atribuídas a esta primeira geração servem-se de materiais im-pressos (livros, apostilas), são baseadas na correspondência (a institui-ção de formação envia o material à casa do estudante e o estudante en-via seus trabalhos e testes para a avaliação à instituição) e não se prevê
 
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Educ. Soc.
, Campinas, vol. 29, n. 104 - Especial, p. 851-864, out. 2008
Disponível em <http://www.cedes.unicamp.br>
Pier Cesare Rivoltella
a interação entre professor e estudante, senão em raros encontrospresenciais.Quando o material impresso é integrado por outros suportesmultimediais (como a gravação em áudio, a filmagem televisiva e, maisrecentemente, o material informático – das primeiras estruturas de
Courseware 
ao
CD
-
ROM
), passa-se à
E
a
D
 
de
segunda geração
(anos de1960/80). O sistema formativo, como na primeira geração, continua aser caracterizado substancialmente para a auto-instrução; a interaçãoprofessor-aluno ainda é escassa, mesmo que a possibilidade de ligaçãotelefônica, do fax e mais recentemente do correio eletrônico permitaativar uma interação com maior freqüência e eficácia.Quando a rede internet começa a desenvolver sistemas de comu-nicação mediada pelo computador (
CMC
), facilitando a interação sín-crona (
chat 
) e assíncrona (fórum) do professor com os estudantes e dosestudantes entre si, ocorre a passagem para a
E
a
D
 
de
terceira geração
(dametade dos anos de 1990 em diante). Na Itália esta transição acontecedepois de 1995 por meio de algumas experimentações e vai consoli-dando-se após 1998, ano “da virada” relacionada à penetração social dainternet.
1
É neste período que a expressão “educação a distância de ter-ceira geração” começa a ser substituída por outras: fala-se de “aprendi-zagem ciberespacial” (Gallino, 1995), de “formação em rede” (Rivoltella,1999) ou de “formação
on-line 
” (Calvani & Rotta, 2000). A mudançalingüística testemunha a superação do paradigma da distância: a forma-ção que é possível desenvolver por meio do novo aporte do computa-dor e das redes telemáticas não encontra mais o seu
 plus 
na possibili-dade de suprimir a distância; além da abolição da distância, o quecaracteriza este modo de fazer formação é a possibilidade de fazer comque os sujeitos possam colaborar e cooperar, a co-construção do conheci-mento, e a marcada interação entre os sujeitos da formação (Calvani,2005; Ferrari, 2006). Junto à importação e adoção de modelos construtivistas desen-volvidos no contexto anglo-saxão (demonstrada em muitos trabalhos,entre os quais: Calvani & Rotta, 1999; Trentin, 2001; Lodrini, 2002),esta mudança semântica favorece o alinhamento da pesquisa e do mer-cado da formação a respeito das práticas internacionais, sobretudoanglo-saxões, e corresponde à afirmação social do termo
e-learning 
paradefinir o conjunto de práticas educativas e formativas que se podem

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