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Obesidade-uma doença crónica ainda desconhecida

Obesidade-uma doença crónica ainda desconhecida

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A obesidade é, actualmente, um dos mais sérios problemas de Saúde Pública, na Europa e em todo o mundo, superando outras questões clássicas como a desnutrição, subnutrição e as doenças infecciosas. Em Portugal, os custos directos com a obesidade, absorvem 3,5% das despesas totais da saúde.
A obesidade é, actualmente, um dos mais sérios problemas de Saúde Pública, na Europa e em todo o mundo, superando outras questões clássicas como a desnutrição, subnutrição e as doenças infecciosas. Em Portugal, os custos directos com a obesidade, absorvem 3,5% das despesas totais da saúde.

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 Obesidade: uma doença crónica ainda desconhecida 
Princípios – chavede prevenção e controle da obesidade
1.
 
A obesidade é uma doença que preocupa e em acentuadodesenvolvimento
 
É, actualmente, um dos mais sérios problemas de Saúde Pública, naEuropa e em todo o mundo, superando outras questões clássicas como adesnutrição, subnutrição e as doenças infecciosas.Em Portugal, os custos directos com a obesidade, absorvem 3,5% dasdespesas totais da saúde.
 
É considerada como a epidemia do século XXI.
 
A sua prevalência triplicou, em muitos países europeus, desde 1980.
 
Cerca de 20% da população europeia é obesa, o que se torna preocupante, no plano da Saúde Pública, sobretudo quando se consideraa sua incidência na população infantil e a prevalência nos estratos sócio-económicos mais desfavorecidos.
 
Mais de 50% da população portuguesa adulta sofre de excesso de peso e15% desta é obesa.Portugal é um dos países europeus com maior prevalência de obesidadeinfantil: 32% com excesso de peso (idades entre os 7 e os 9 anos), dosquais 11% considerados obesos.
 
O mecanismo da obesidade é complexo. Pensa-se ser devido, prioritariamente, a um desequilíbrio entre a formação e a destruição decélulas adiposas (gasto calórico) no organismo.Todas as calorias que ingerimos são transformadas em células adiposase o que gastamos (gasto calórico), favorece a sua destruição;A génese da obesidade deve-se, pois, a sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior àquantidade de energia gasta pelo organismo.
 
A energia calórica que adquirimos nos alimentos provém de três tiposde nutrientes: as proteínas, as gorduras e os hidratos de carbono (amidoe açúcares).
 
 Obesidade: uma doença crónica ainda desconhecida
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  Não é o açúcar o que mais engorda, mas sim as gorduras: 1gr degorduras tem 9 calorias enquanto 1gr de proteínas ou 1gr de hidratos decarbono tem 4 calorias.«caloria é a unidade padrão que mede a energia proporcionada pelosalimentos»A maioria dos alimentos que engordam e são mais apetecíveis ao paladar contêm gorduras e açúcares; é o caso do chocolate, sorvetes, doscroissants e outros folhados, queques, bolos.
 
O excesso de calorias (consequência de um balanço positivo entre o queé consumido e o que é gasto), armazena-se no organismo, conduzindo àobesidade.
 
A quantidade de calorias que cada indivíduo necessita varia de acordocom a idade, sexo e actividade física.
 
O Índice de Massa Corporal (IMC) é o padrão de medida internacional para a obesidade (traduz a noção de corpulência) e obtêm-se peladivisão do peso expresso em Kg e o quadrado da altura avaliada emmetros.O índice de morbilidade e mortalidade aumenta com a elevação doIMC. Segundo a OMS, os valores normais de IMC são entre 18,5 e24,9, falando-se de excesso de peso (pré-obesidade), para valores entre25 e 29,9 e obesidade quando o IMC é superior a 30.
 
Considera-se a obesidade dividida em três classes:Classe I - (IMC 30,0 – 34,9).Classe II - (IMC 35-39,9).Classe III - (IMC superior a 40).O risco de comorbilidade para a classe III é considerado muito grave.
 
Quanto à circunstância em que ocorre, pode classificar-se a obesidadeem:
 
Obesidade de longa duração – indivíduos obesos desde criança; é aforma de mais difícil controlo. Entre as suas causas existem a predisposição genética e a hiperalimentação precoce.
 
Obesidade da puberdade - predominante em mulheres e tendocomo causas factores psicossomáticos.
 
Obesidade da gravidez.
 
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Obesidade após interrupção de exercício físico - comum emdesportistas, por diminuição do consumo calórico após asuspensão da actividade.
 
Obesidade secundária a drogas - pelo uso de medicamentos comocorticosteróides, antidepressivos, estrogénios, anticonvulsivantes,antidiabéticos orais, alguns anti-hipertensores e anti-histamínicos.
 
Obesidade após a suspensão de hábitos tabágicos ( pensa-se que anicotina aumenta o gasto calórico pela sua acção lipolítica e éresponsável pela diminuição do paladar e do apetite ).
 
Obesidade endócrina - responsável apenas por 4% das obesidades(tiróide, pâncreas e supra-renal).
 
A Obesidade pode, também, classificar-se, com base no consumo egasto energético em:
 
Obesidade por hiperfagia (ingestão de alimentos muito calóricos eem grande quantidade); estão, nestes casos, envolvidos mecanismos psíquicos (a depressão, ansiedade e angústia muitas vezesrelacionadas com perda de emprego e instabilidade na sociedademoderna, carências afectivas, baixa auto-estima, perfeccionismo eimpulsividade) e /ou alterações orgânicas (alterações do centro dasaciedade localizado no hipotálamo e/ou deficiente produção deleptina - hormona produzida pelas células adiposas e também pela placenta - e que condiciona a saciedade; alterações de produção deenzimas e hormonas digestivas).
 
Obesidade por baixo ou insuficiente gasto energético:
 
Vida sedentária
 
Mulher menopáusica: após a menopausa a taxa metabólica damulher diminui, não necessitando do mesmo valor energético paramanter o seu peso.
 
O número de células adiposas do organismo tem um maior desenvolvimento desde o fim da infância até ao início da idade adulta.Assim, a obesidade pode ainda classificar-se quanto ao número destascélulas em:

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