Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
6Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Evangelho da Prosperidade, nem tudo que reluz é ouro

Evangelho da Prosperidade, nem tudo que reluz é ouro

Ratings: (0)|Views: 1,666|Likes:
Published by Gilson Moura
Documentos Oficiais do Congresso Lausanne III na Cidade do Cabo 2010. Blog Missões e Adoração & Lausanne Movement. Este documento é um ponto de partida para a discussão na Internet para posterior discussão nas Sessões do Congresso. Você pode participar da discussão até o dia 14 de outubro de 2010, depois, o debate na web se encerra e se inicia o debate no Congresso. Para saber mais visite: http:>//www.missoeseadoracao.net
Documentos Oficiais do Congresso Lausanne III na Cidade do Cabo 2010. Blog Missões e Adoração & Lausanne Movement. Este documento é um ponto de partida para a discussão na Internet para posterior discussão nas Sessões do Congresso. Você pode participar da discussão até o dia 14 de outubro de 2010, depois, o debate na web se encerra e se inicia o debate no Congresso. Para saber mais visite: http:>//www.missoeseadoracao.net

More info:

Published by: Gilson Moura on Oct 05, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See More
See less

09/15/2012

pdf

text

original

 
Evangelho da Prosperidade, nem tudo que reluz é ouro
1
 
 por Daniel BourdannéObservação do Editor: Este Documento Avançado Cape Town 2010 foi escrito por Daniel Bourdannécom o objetivo de oferecer um panorama do tema a ser discutido na sessão Multiplex sobre
“Pobreza,
Prosperidade e o Evangelho
”. Os comentários sobre este documento feitos através da Conversa
Lausanne Global serão enviados ao autor e a outras pessoas para que se chegue ao formato final aser apresentado no Congresso.
 
O Evangelho da prosperidade e a cura miraculosa estão bem, porque estão reluzindo, brilhando. Deum lado a outro do globo, dos Estados Unidos à Ásia e da América Latina à África, promessas deriqueza material e de saúde atraem as pessoas. Quem pode se manter indiferente às atrações deprosperidade, cura e bem estar pessoal através da fé, em meio a uma difícil circunstância? Naverdade, em alguns contextos, pessoas sem esperança tiveram suas vidas mudadas porque omovimento de Prosperidade lhes deu razões práticas para ver as coisas de maneira diferente atravésda fé em si mesma
s. Isso significa que este “evangelho” pode produzir resultados positivos e não
deve ser simplesmente ignorado.Entretanto, o sucesso popular desta teologia não pode fazer que esqueçamos que nem tudo quereluz é ouro. Os fins não justificam os meios. Independente do aparente sucesso desta teologia,devemos examiná-la à luz das Escrituras. Precisamos fazer exatamente como os cristãos bereanosfizeram:
examinavam cada dia as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo
(Atos 17:11).Esta não é uma tarefa fácil, porque o movimento da Prosperidade não é exato nem tem umadoutrina teológica sistemática, estruturada, ou um sistema lógico sobre o qual podemos construiruma crítica cronológica. Esta é uma teologia popular e das multidões, ensinada em sermõesfervorosos. Mesmo os textos sobre os quais a ensinam têm este caráter oral, emocional e cativadordas multidões e a internet também tem um papel importante na sua popularização. Entretanto,tentarei examinar alguns pontos teológicos que emergem dos textos e pregações de alguns dosprincipais protagonistas do movimento da Prosperidade.
Os Seres humanos
De acordo com a teologia do movimento da Prosperidade, os seres humanos têm uma naturezaespiritual que é igual à de Deus. Por isso acreditam que como Deus, eles podem dar ordens para quecoisas aconteçam. Para eles, "os humanos são seres espirituais que têm uma alma que reside numcorpo
. O que eles querem dizer com isso é que
o verdadeiro interior do ser
é divino. Portanto, deacordo com esta teologia, a diferença entre humanos e Deus não é questão de tipo, mas de grau, e
na verdade, somos “pequenos deuses”. De acordo com Hagin
,
“…
vivemos em um corpo, mas somosseres espirituais
”.
Idahosa, da Nigéria, entende q
ue a imagem de Deus nos humanos como “uma
pequena vida que é, parte da própria Vida que é Deus
”.
A noção de imagem de Deus é interpretadanão de forma analógica, mas equivalente. A imagem de Deus em Adão é uma parte do próprio Deus,parte da substância de Deus implantada em Adão por ocasião da criação. Acontece que quando Adão
1
Este artigo é baseado no livro
L’évangile de la prospérité, une menace pour l’ 
Église africaine
,
(Evangelho daProsperidade, uma ameaça à Igreja Africana):
PBA, 1999.
 
caiu, a parte sobrenatural dele morreu. A solução de Deus para nós, como fiéis, é que este “espíritomorto”
se
torne um “espírito vivo” novamente. Se somos espirituais,
de acordo com Hagin nosso
espírito é da “natureza de Deus ou da natureza de Satanás”. Hagin escreve: “Adão deu a Satanás o
que Deus lhe havia dado; consequentemente, Satanás tem domínio legal sobre os humanos e sobre acriação. Assim, desde a queda, a humanidade tem a natureza de morte de Satanás
. É óbvio que estateologia é um tipo de panteísmo.Em seu livro
Connais ta position en Christ, (Saiba qual é sua posição em Cristo)
publicado em 1998,George Amoako, pastor de uma igreja em Abdjam, na Costa do Marfim, escreve sobre o diálogo deDeus com Moisés em Êxodo 4:
A lição prática que Deus quer passar para Moisés é que depois daQueda, a autoridade mudou de mãos. A autoridade divina dada à humanidade na criação saiu dassuas mãos e foi para as mãos do diabo, a serpente, mas em Jesus Cristo, esta autoridade foirestauranda para o proprietário de direito
.Portanto, o que é salvação? De acordo com Hagin, Deus precisou fazer um acordo com Satanás parareconquistar o mundo para si. Ele tinha que pagar o resgate através de Cristo e este é o meio peloqual os cristãos podem ter novamente a natureza de Deus. Assim a conversão restaura a naturezadivina que os humanos perderam. Através da salvação, desenvolvemos a consciência de ser filho deDeus, e passamos a conhecer a nossa posição e os nossos direitos em Cristo. Amoako escreve
: “Este
livro foi escrito para trazer conhecimento de revelação e profecia para os filhos de Deus, para queeles tenham consciência da sua verdadeira posição e dos seus direitos em Cristo
.De acordo com Hagin,
uma vez que receber a vida eterna significa ter a natureza de Deus em nós
”,
 então,
a morte espiritual significa ter a natureza de Satanás
.Esta é uma visão bíblica?De acordo com as Escrituras, os humanos não são um espírito divino vivendo dentro de um corpofísico. Em nenhum lugar da Bíblia os humanos são descritos nestes termos. Na Bíblia, os humanossão uma entidade de corpo, alma e espírito inseparáveis (1 Ts 5:23). Não existe contradição entrecorpo e espírito. O corpo feito do pó não é o ser humano, e nem o é, o espírito soprado neste corpo.É a combinação dos dois que constitui o ser humano um
ser vivente
” (G
n 2:7). Os humanos são pó esopro, e corpo e espírito.A ideia de que os humanos se tornaram criaturas de Satanás depois da Queda também não éencontrada em nenhum lugar da Bíblia. Os escritores bíblicos jamais atribuíram a Satanás qualquerpoder de criação. Somente Deus é Criador e Satanás não tem poder de criar.A imagem de Deus nos humanos foi destruída na Queda? Não! Ela foi distorcida. Distorção não édestruição. Algo distorcido não é um nada. O que é distorcido é mais parecido com uma flecha tortaque não acerta o alvo e é exatamente isso o que significa pecar: perder o alvo. Mesmo depois daQueda, os humanos permanecem como seres morais, diferentes dos animais e demônios. Humanoscaídos não são demônios, mesmo que possam ser habitados por demônios. Eles ainda têm a imagemde Deus dentro deles. Eles mantêm a imagem de Deus, mesmo sendo imperfeitos, sendo imagensdistorcidas, comparados com o que deveriam ser. Criados por Deus para amar sem interesse próprio,os humanos permanecem seres que amam. Mas a separação de Deus por causa do pecado os faz
 
amar com interesse próprio. Criados para glorificar a Deus através de suas vidas, a capacidade delesde glorificar é canalizada para outro alvo: sua própria glória. Eles perdem o alvo.Hagin, juntamente com outros, desenvolveram um conceito de humanos que os tornam pequenosdeuses. E isto levanta importantes questões teológicas, filosóficas e éticas. Se a humanidade eradivina antes da criação, como a Queda pôde ocorrer? Talvez por causa do corpo, seja a resposta dealguns. Mas o corpo não é apenas uma parte que morreu depois da Queda. Os próprios teóricos domovimento da Prosperidade falam da
morte do espírito
”.
Mas como um espírito divino morre? Deacordo com a Bíblia, morte espiritual é alienação dos humanos criados à imagem de Deus. Mas,apesar de criados à sua imagem, não implica que os humanos sejam deidades. Os humanos sãocriados à imagem de Deus, o que significa que a personalidade deles reflete a personalidade de Deusanalogicamente e não de um modo diretamente equivalente. Humanos e Deus não têm a mesmanatureza, ontologicamente falando. Os humanos não têm os mesmos atributos de Deus. EnquantoDeus pode criar do nada, os humanos não o podem. Deus é infinito, os humanos são seres finitos. Foiporque os humanos já estavam influenciados por suas emoções antes da Queda que deram vazão àssuas emoções e caíram.Os humanos nem são Deus, nem Satanás. Eles são humanos, com a
“n
ova natureza
ou com a
velhanatureza
”.
Nem a salvação em Jesus os deifica. Eles permanecem como criaturas salvas, criaturasespeciais, é claro, mas não criaturas deificadas.Jesus é um sacrifício
 justo
oferecido por Deus a Satanás, como essas pessoas afirmam? De acordocom Hagin, Jesus precisou morrer
espiritual
 
e fisicamente para salvar os humanos da sua “naturezasatânica” depois da Queda. A “criação sat
ânica
de Jesus” precisava passar pelo tormento
do infernopara pagar o resgate devido a Satanás. Foi no inferno que
“Jesus
nasceu de novo
”.
Foi porque elenasceu de novo no inferno que Ele triunfou sobre Satanás. Cristo se identificou
“legalmente”
conosco, porque o seu sofrimento no inferno trouxe a justiça de Deus para Satanás. Da mesmaforma, todos os crentes devem ter uma identificação vital com Cristo tomando posse para si daredenção através da fé.Esta teologia não-bíblica apresenta a necessidade de uma morte dupla de Cristo. Ela leva à conclusãológica que a morte física de Cristo não é suficiente para a salvação. De acordo com eles, Jesus sofreuuma morte dupla na cruz, física e espiritual. Esta teologia justifica essas doutrinas, baseando-se emuma interpretação da passagem de Isaías 53:8-10. Depois da sua morte física na cruz, o diabo o levoupara o inferno e lá ele sofreu a morte espiritual.Em nenhum lugar a Bíblia apóia ou sugere a ideia de um novo nascimento de Jesus no inferno. Jesusnão morreu espiritualmente no inferno e nem teve uma natureza satânica, como alega a doutrinadeles. Ao contrário, Jesus sofreu na sua carne (1 Pedro 4:1). Foi no seu corpo que ele carregou nossospecados na cruz (1 Pedro 2:24). A noção de sangue pode ser encontrada em toda a Bíblia. Existemmuitos elementos referentes ao sacrifício físico que são bem estabelecidos nas Escrituras: o sangueno batente das portas, o sangue do cordeiro, o sangue da purificação etc. A Epístola aos Hebreusafirma claramente:
Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele tambémparticipou dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder damorte, isto é, o Diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelomedo da morte
(Hb 2:14-15).

Activity (6)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads
filosofox liked this
filosofox liked this
Daniel Grubba liked this
Fabio Faith liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->