quem é mais importante: a velocidade da publicação ou a qualidade do que foi publicado?
Contextualização
Outro fator bastante discutido no universo acadêmico é a contextualização da notícia. Emais uma vez esbarramos no fator tempo. Que a pressa é inimiga da perfeição todossabem. E como diria Franklin Martins, jornalista político e atual ministro dascomunicações, sendo assim, o jornalismo é a profissão que mais se distancia da perfeição. Nesse contexto, a superficialidade da notícia torna-se notável notelejornalismo diário. O público está se tornando cada vez mais exigente, entretanto,nem sempre é correspondido em sua necessidade. No intuito de conservar o seu públicoe conquistar novos nichos, os profissionais do telejornalismo deveriam se inspirar um pouco mais no modo como a notícia é construída e contextualizada em meios como o jornal, a revista e agora a internet.
Novas tecnologias, e agora?
Quando se fala no uso da internet e das novas tecnologias de informação na prática do jornalismo, centenas de interrogações permeiam a cabeça dos comunicadores. Afinal, atecnologia veio para acabar com o formato de telejornalismo que conhecemos ou paracomplementá-lo? De acordo com a jornalista Luciana Bacellar, a produção audiovisualcom esses novos equipamentos é um avanço, na medida em que permite fontes maisvariadas de informação e flagrantes. Pois, hoje, qualquer pessoa pode fotografar filmar,dar publicidade a um fato. “Sem dúvida essa democratização dos meios de produçãocontribui muito para um telejornalismo mais rico”, conclui a jornalista.A Internet é, sem sombra de dúvida, uma poderosa máquina de informação. Noentanto, se essa nova mídia herdou seus principais artifícios e linguagens de outrasmídias, o que irá permanecer no final do processo de convergência? O principalelemento de identificação do público com a TV e seus subprodutos é a familiaridadecom o veículo, e esse ainda é um desafio na nova mídia.Em pesquisa sobre o comportamento do receptor enquanto sujeito na comunicação, o pesquisador Aguiar Sousa notou que a televisão permite que o público, enquantoreceptor de seus conteúdos, possa imergir na “Rede imaginária” que é apresentada natelinha.Sob o ponto de vista do pesquisador a TV é uma fábrica de sonhos, do mesmo modoque o cinema, e além de projetar esse imaginário diante do telespectador, aplica sobreele mecanismos que facilitam a identificação com as imagens que oferta, envolvendo as pessoas com aquele universo.
O espetáculo visual torna-se tão importante como o próprio acontecimento que aTV transmite. Há um investimento nas cores, na cenografia. No movimento, nascuriosidades e na pirotecnia visual, que tornaram a TV, antes de qualquer coisa, um“aparelho onírico”, uma ponte ligada diretamente ao mundo dos sonhos.(MARCONDES FILHO, 2000, p. 42).
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