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PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
O Acórdão foi absolutamente claro ao deixarassentado que, apesar do regime cooperativo, não é dado àCOOPERATIVA dar quitação do preço dos imóveis e, anos depois,cobrar saldo residual, o que configura
venire
contra
factum
proprium.
Independentemente do regime adotado, óbvioque nenhuma das partes pode agir de forma contrária à boa-fé, como feza embargante no caso concreto.Quanto aos documentos juntados pelaCOOPERATIVA, também foi a decisão transparente ao entender que nãosão suficientes para demonstrar a necessidade de cobrança de saldoresidual dos cooperados da seccional TORRES DE PIRITUBA.Sob o pretexto de ter encontrado supostasomissões no Acórdão, a embargante utiliza-se do presente recurso parainsurgir-se contra o
decisum,
o que não se admite.Como é elementar, não se admitem embargosdeclaratorios com o propósito de questionar a correção do julgado eobter, em conseqüência, a substituição da decisão recorrida por outra.Lembre-se que não se trata e nem se agita a questão de erro materialevidente do acórdão, ou manifesta nulidade, que permitiriam, em casosexcepcionais, a inversão do julgado.Não há como utilizar os embargos dedeclaração - recurso de integração - como recurso atípico desubstituição, para rediscutir questões já examinadas.
2.
Quanto ao prequestionamento, evidente nãose prestar o julgado a responder verdadeiro questionário elaborado pela
parte,
muito menos há necessidade de apontar cada artigo de lei, ouprecedentes dos tribunais, a respeito de todos os aspectos e pontosabordados.
Embargos de Declaração n
8
990.10.128425-1/50000 - SÃO PAULO - VOTO n
a
11.002 - L -
fl.
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