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Fichamento Livro Sociedade Rede Castells

Fichamento Livro Sociedade Rede Castells

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Fichamento do livro Sociedade em Rede de Manuel Castells.
Fichamento do livro Sociedade em Rede de Manuel Castells.

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A sociedade em rede
http://estudosdecomunicacao.blogspot.com/2007/09/sociedade-em-rede.html 
A era da informação: economia, sociedade e cultura - volume 1: Asociedade em rede (Manuel Castells - 1999)
Prólogo: a Rede e o Ser
 O capitalismo passa por um processo de profunda reestruturão, caracterizado pormaior flexibilidade de gerenciamento; descentralização das empresas e suaorganização em redes tanto internamente quanto em suas relações com outrasempresas; considerável fortalecimento do capital face o trabalho, com declínioconcomitante da influência dos movimentos de trabalhadores; individualização ediversificação cada vez maior das relações de trabalho; incorporação maciça dasmulheres na força de trabalho remunerada, geralmente em condiçõesdiscriminatórias; intervenção estatal para desregular os mercados de forma seletiva edesfazer o estado de bem-estar social com diferentes intensidades e orientações,dependendo da natureza das forças e instituições políticas de cada sociedade;aumento da concorrência econômica global em um contexto de progressivadiferenciação dos cenários geográficos e culturais para a acumulação e gestão decapital; integração global dos mercados financeiros.Devido a essas tendências, houve também uma acentuação do desenvolvimentodesigual, desta vez não apenas entre o Norte e o Sul, mas entre todos os segmentos eterritórios dinâmicos das sociedades em todos os lugares e aqueles que correm o riscode tornarem-se não pertinentes sob a perspectiva da lógica do sistema. Na verdade,observamos a liberação paralela de forças produtivas consideráveis da revoluçãoinformacional, e a consolidação de buracos negros de miséria.Além disso, um novo sistema de comunicação que fala cada vez mais uma línguauniversal digital tanto está promovendo a integração global da produção edistribuição de palavras, sons e imagens de nossa cultura, como os personalizando aogosto das identidades e humores dos indivíduos. As redes interativas de computadoresestão crescendo exponencialmente, criando novas formas e canais de comunicão,moldando a vida e, ao mesmo tempo, sendo moldadas por ela. Simultaneamente, asatividades criminosas e as organizões ao estilo da fia de todo o mundo tambémse tornaram globais e informacionais.As mudanças sociais são tão drásticas quanto os processo de transformaçãotecnológica e econômica, indo desde a condição feminina até a consciênciaambiental. Os sistemas políticos estão mergulhados em uma crise estrutural delegitimidade, periodicamente arrasados por escândalos, com dependência total decobertura da mídia e de liderança personalizada, e cada vez mais isolados doscidadãos. Os movimentos sociais tendem a ser fragmentados, locais, ou com objetivosúnicos, efêmeros. Nesse mundo de mudanças confusas e incontroladas as pessoastendem a reagruparem-se em torno de identidades primárias: religiosas, étnicas,territoriais e nacionais.Em um mundo de fluxos globais de riqueza, poder e imagens, a busca da identidade,coletiva ou individual, atribuída ou construída torna-se a fonte básica de significadosocial. É a principal e talvez única fonte de significado em um período históricocaracterizado pela ampla desestruturação das organizações, deslegitimação dasinstituições, enfraquecimento de importantes movimentos sociais e expressões culturais
 
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efêmeras. Cada vez mais, as pessoas organizam seu significado não em torno do quefazem, mas com base no que elas são ou acreditam que são.Enquanto isso, as redes globais de intercâmbios instrumentais conectam edesconectam indivíduos, grupos, regiões e até países, de acordo com sua pertinênciana realização dos objetivos processados na rede, em um fluxo contínuo de decisõesestratégicas. Segue-se uma divisão fundamental entre o instrumentalismo universalabstrato e as identidades particularistas historicamente enraizadas. Nossas sociedadeseso cada vez mais estruturadas em uma oposição bipolar entre a Rede e o Ser.
Tecnologia, sociedade e transformação histórica
 O dilema do determinismo tecnológico é, provavelmente, um problema infundado,dado que a tecnologia é a sociedade, e a sociedade não pode ser entendida ourepresentada sem suas ferramentas tecnológicas.Assim, quando na década de 1970 um novo paradigma tecnológico, organizado combase na tecnologia da informação, veio a ser constituído, foi um segmento específicoda sociedade norte-americana, em interação com a economia global e ageopolítica mundial, que concretizou um novo estilo de produção, comunicação,gerenciamento e vida. E é provável que esta origem no contexto californiano dosanos 70 tenha tido grandes conseqüências para as formas e a evolução das novastecnologias da informação.Apesar do papel importante do financiamento militar nos primeiros estágios, o grandeprogresso tecnológico que se deu a partir de então pode ser relacionado de certaforma à cultura da liberdade, da inovação individual e iniciativa empreendedoraoriunda dos campi norte-americanos da década de 60. A ênfase nos dispositivospersonalizados, na interatividade, na formação de redes e na busca incansável denovas descobertas tecnológicas, mesmo quando não faziam muito sentido comercial,não combinava com a tradição cautelosa do mundo corporativo.No entanto, logo que estas tecnologias se propagaram, foram apropriadas pordiferentes países, várias culturas, organizações diversas e diferentes objetivos,explodindo em todos os tipos de aplicações e usos, mas guardando certascaractesticas originais.Algo que também deve ser guardado para o entendimento da relação entretecnologia e sociedade é que o papel do Estado, seja interrompendo ou promovendoe liderando a inovação tecnológica é um fator decisivo no processo geral, à medidaque expressa e organiza as forças sociais dominantes em um espaço e uma épocadeterminados. A tecnologia expressa a habilidade de uma sociedade paraimpulsionar seu domínio tecnológico por intermédio das instituições, e o processohistórico em que esse desenvolvimento de forças produtivas ocorre assinala ascaracterísticas da tecnologia e seus entrelaçamentos com as relações sociais.E não é diferente na revolução tecnológica atual. Ela originou-se e difundiu-se, nãopor acaso, em um período histórico da estruturação global do capitalismo, para oqual foi uma ferramenta básica. Portanto, a nova sociedade emergente desteprocesso de transformação é capitalista e também informacional, embora apresentevariação histórica considerável nos diferentes países.Este livro estuda o surgimento de uma nova estrutura social, manifestada sob váriasformas conforme a diversidade de culturas e instituições em todo o planeta. Essa nova
 
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estrutura social está associada a um novo modo de desenvolvimento, oinformacionalismo, historicamente moldado pela reestruturão do modo capitalistade produção no final do século XX.
Capitalismo e informacionalismo
 Cada modo de desenvolvimento é definido pelo elemento fundamental à promoçãoda produtividade no processo produtivo. No modo agrário consegue-se excedentepor incremento de mão-de-obra e recursos naturais; no modo industrial, a principalfonte de produtividade reside na introdução de novas e baratas fontes de energia; nomodo informacional, a fonte de produtividade acha-se na tecnologia de gerão deconhecimentos, de processamento da informação e de comunicação de símbolos.Conhecimento e informação são cruciais em todos os modos de produção, mas onovo no informacionalismo é a ação de conhecimentos sobre os própriosconhecimentos como a principal fonte de produtividade. E os modos dedesenvolvimento modelam toda a esfera de comportamento social, inclusive acomunicação simbólica. Portanto, devemos esperar o surgimento de novas formashistóricas de interação, controle e transformação social.A reestruturação capitalista foi o fator histórico mais decisivo para a formação doparadigma da tecnologia da informação, porque a tecnologia possibilitou as reformasque o novo capitalismo exigia.Após o fim do sucesso do modelo keynesiano de crescimento, com as crises dopetróleo e inflação de 1974 e 1979, uma série de reformas, tanto no âmbito dasinstituições como no do gerenciamento empresarial, visavam quatro objetivosprincipais: aprofundar a lógica capitalista de busca de lucro nas relaçõescapital/trabalho; aumentar a produtividade do trabalho e do capital; globalizar aprodução, circulão e mercados, aproveitando as condições mais vantajosas para aobtenção de lucros em todos os lugares; e direcionar o apoio estatal para ganhos deprodutividade e competitividade das economias nacionais, freqüentemente emdetrimento da proteção social e das normas de interesse público.A inovação tecnológica e a transformação organizacional com enfoque naflexibilidade e adaptabilidade foram cruciais para garantir a velocidade e a eficiênciada reestruturação. Portanto, o informacionalismo está totalmente ligado à expansão eao rejuvenescimento do capitalismo.
O Ser na sociedade informacional
Os primeiros passos históricos das sociedades informacionais parecem caracterizá-laspela preeminência da identidade como seu princípio organizacional. Mas afirmaçãode identidade não significa necessariamente incapacidade de relacionar-se comoutras ou abarcar toda a sociedade sob esta identidade, como aspiram osfundamentalismos.Para Alain Touraine, numa sociedade pós-industrial em que os serviços culturaissubstituíram os bens materiais no cerne da produção, é a defesa da personalidade eda cultura do sujeito contra a lógica dos aparatos e mercados que substitui a iia daluta de classes.É significativo que fundamentalismos de todos os tipos tenham se difundido por todo omundo no momento em que as redes globais de riqueza e poder conectam pontosnodais e valorizam indivíduos em todo o planeta, embora desconectem e excluam

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