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Raquel Farias Diniz, - A Ausência da Família no Cuidado ao Idoso Soropositivo para o HIV

Raquel Farias Diniz, - A Ausência da Família no Cuidado ao Idoso Soropositivo para o HIV

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A Ausência da Família no Cuidado ao Idoso Soropositivo para o HIV
Raquel Farias Diniz,
a
Ana Alayde Werba Saldanha,
 b
Ludgleydson Fernandes de Araújo
c
a) Rua Jose Simões da Araújo, Bessa, 967. CEP 58035-070. João Pessoa-Paraíba-Brasil; b) Universidade Federal da Paraíba, Programa de Pós-Graduação em PsicologiaSocial, Brasil; c) Universidade Federal da Paraíba, Programa de Pós-Graduação emPsicologia Social, Brasile-mail: raquelfdiniz@gmail.com
 
INTRODUÇÃO
A Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) se constitui em umadoença que se estende para além do corpo do indivíduo que a adquiriu, atingindotambém os familiares, amigos e a toda a sociedade. É conceituada por Seffner (1998),como uma ndrome, ou seja, um conjunto de doenças derivadas da infeão emanifestações do vírus HIV as células do sistema imunológico, mas também enquantoum fenômeno social de amplas proporções englobando aspectos tais como: morais,religiosos e éticos. A Aids suscita questões polêmicas nos mais diversos grupos sociais, pois aborda a sexualidade, uso de drogas injeveis, as queses de ética nasinvestigações científicas, lutas de direitos a medicamento, contra a discriminação emuitas outras questões.Sendo assim, a Aids surge como categoria de acusação, à medida que produzos culpados e vítimas da doença. As mulheres de relacionamentos estáveis, hemofílicose crianças são aos símbolos da injustiça de um vírus devastador transmitidos por indivíduos promíscuos e irresponsáveis, os culpados (Seffner, 2002). Aos últimos,uniram-se os homossexuais, bissexuais e profissionais do sexo, vistos e denominadoscomo agentes da Aids, revelando todo seu caráter de discriminação, estigmatização eexclusão social dos contaminados pelo vírus HIV (Saldanha, 2002). No Brasil, as pesquisas recentes m demonstrado que o processo deenvelhecimento da população tem crescido. De acordo com a OMS - OrganizaçãoMundial da Saúde (2005) aponta que no ano de 2025 o país se tornará o sexto do mundo aconviver com a população numerosa de idosos. Neste contexto, surge a Aids como umadas dificuldades eminente do crescimento humano, doença que atinge cada vez mais os
 
idosos, evidenciando-se, segundo Silva (2005) uma das tendências atuais de incidência daAids, no processo de envelhecimento. Neste sentido, a preocupação com a saúde do idoso torna-se um desafio aoconfrontar-se a Aids e a terceira idade tanto para as instâncias político-administrativasquanto para a sociedade em geral. A OMS (Organização Mundial de Saúde) propõe uma política de envelhecimento ativo a fim de possibilitar o favorecimento da qualidade devida das pessoas na terceira idade a partir de seis aspectos determinantes: econômicos,sociais, ambiente físico, pessoal, comportamentais, serviços sociais e de saúde. Abarcaainda, a idéia do idoso como possível portador do vírus HIV ou como cuidador defamiliares portadores do vírus. Além disso, assinala a necessidade do desenvolvimento de pesquisas em Aids direcionadas para esta população (OMS, 2005).A gama de estereótipos e preconceitos frente à velhice torna o idoso vulnerávelao HIV. E dentre todos, a percepção do idoso como assexuado, ou seja, que não tem vidasexual ativa torna-se o mais importante (Barbosa, 2002). A partir dos avançostecnológicos, com os recursos farmacológicos produzindo drogas de estimulação sexualfavorecendo a atividade sexual aos idosos em dificuldade erétil, o tratamento de reposiçãohormonal para as mulheres permitindo a manutenção do desejo sexual, houve um prolongamento da possibilidade da atividade sexual na velhice.Por outro lado, a resistência em utilizar preservativo (Silva, 2005), aliado aausência de uma possível gravidez devido à menopausa (Lieberman, 2000), a descrença, pela sociedade em geral, do uso de drogas injetáveis pelos idosos (Feitosa, Souza &Araújo, 2004) e a representação em torno da falta de sexualidade do idoso, concorrem para a vulnerabilidade do idoso à Aids, corroborando os índices epidemiológicos que

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