idosos, evidenciando-se, segundo Silva (2005) uma das tendências atuais de incidência daAids, no processo de envelhecimento. Neste sentido, a preocupação com a saúde do idoso torna-se um desafio aoconfrontar-se a Aids e a terceira idade tanto para as instâncias político-administrativasquanto para a sociedade em geral. A OMS (Organização Mundial de Saúde) propõe uma política de envelhecimento ativo a fim de possibilitar o favorecimento da qualidade devida das pessoas na terceira idade a partir de seis aspectos determinantes: econômicos,sociais, ambiente físico, pessoal, comportamentais, serviços sociais e de saúde. Abarcaainda, a idéia do idoso como possível portador do vírus HIV ou como cuidador defamiliares portadores do vírus. Além disso, assinala a necessidade do desenvolvimento de pesquisas em Aids direcionadas para esta população (OMS, 2005).A gama de estereótipos e preconceitos frente à velhice torna o idoso vulnerávelao HIV. E dentre todos, a percepção do idoso como assexuado, ou seja, que não tem vidasexual ativa torna-se o mais importante (Barbosa, 2002). A partir dos avançostecnológicos, com os recursos farmacológicos produzindo drogas de estimulação sexualfavorecendo a atividade sexual aos idosos em dificuldade erétil, o tratamento de reposiçãohormonal para as mulheres permitindo a manutenção do desejo sexual, houve um prolongamento da possibilidade da atividade sexual na velhice.Por outro lado, a resistência em utilizar preservativo (Silva, 2005), aliado aausência de uma possível gravidez devido à menopausa (Lieberman, 2000), a descrença, pela sociedade em geral, do uso de drogas injetáveis pelos idosos (Feitosa, Souza &Araújo, 2004) e a representação em torno da falta de sexualidade do idoso, concorrem para a vulnerabilidade do idoso à Aids, corroborando os índices epidemiológicos que