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CAPÍTULO V1. OS TRÊS PRIMEIROS ANOS DE VIDA
1.1
Introdução
Os três primeiros anos de vida têm forte determinação nos valores; na própriaconstrução do ego da criança; como o ego se projeta no corpo, uma boa estruturaçãonesta época é condição importante de saúde física, mental e espiritual. Esta época devida é o tempo de possibilidade de formação de um estado contínuo de consciência; aíficam inscritas as boas e as más histórias de vida. Lembrando que a grande jornadacomeça na concepção e quanto mais tenras as impressões, mais duradouras estas setornam. Assim, as impressões deixadas pela mãe, refletidas pelo seu estado de espíritodurante a gravidez, serão mais impactantes do que as de quando a criança já nasceu.Seguindo este raciocínio, os fatos ocorridos no parto são mais importantes do queeventos nos dias seguintes a ele. Analogamente, os eventos ocorridos nos três primeirosanos são capazes de determinar o sistema de crença que uma pessoa carregará por toda avida adiante. Até os sete anos pode-se dizer que as fundações da vida foram colocadase o edifício humano construído terá então saúde ou problemas para o resto da vida osquais depois, só a poder de muito trabalho interno, é possível resolver.
As primeiras impressões recebidas na vida são as mais fortes e as mais ricas em conseqüências,mesmo sendo inconscientes, e talvez, justamente porque jamais se tornaram conscientes, ficandoassim inalteradas. Apenas na consciência algo pode ser corrigido. O que é inconsciente permanece inalterado.
(JUNG, 1981b, p. 158)Logo no começo deste período é importante seguir as orientações de MichelOdent, que diz que, logo após o nascimento, deve-se deixar a mulher em paz,examinando isto por 12 perspectivas: (ODENT, 2007a)1 – Perspectiva da respiração: A necessidade que a criança tem de respirar, agora por um novo circuito de circulação do pulmão para o coração. Fecham-se os ductos de