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OS 3 PRIMEIROS ANOS DE VIDA

OS 3 PRIMEIROS ANOS DE VIDA

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 1123 
CAPÍTULO V1. OS TRÊS PRIMEIROS ANOS DE VIDA
 
1.1
 Introdução
 
Os três primeiros anos de vida têm forte determinação nos valores; na própriaconstrução do ego da criança; como o ego se projeta no corpo, uma boa estruturaçãonesta época é condição importante de saúde física, mental e espiritual. Esta época devida é o tempo de possibilidade de formação de um estado contínuo de consciência; aíficam inscritas as boas e as más histórias de vida. Lembrando que a grande jornadacomeça na concepção e quanto mais tenras as impressões, mais duradouras estas setornam. Assim, as impressões deixadas pela mãe, refletidas pelo seu estado de espíritodurante a gravidez, serão mais impactantes do que as de quando a criança já nasceu.Seguindo este raciocínio, os fatos ocorridos no parto são mais importantes do queeventos nos dias seguintes a ele. Analogamente, os eventos ocorridos nos três primeirosanos são capazes de determinar o sistema de crença que uma pessoa carregará por toda avida adiante. Até os sete anos pode-se dizer que as fundações da vida foram colocadase o edifício humano construído terá então saúde ou problemas para o resto da vida osquais depois, só a poder de muito trabalho interno, é possível resolver.
As primeiras impressões recebidas na vida são as mais fortes e as mais ricas em conseqüências,mesmo sendo inconscientes, e talvez, justamente porque jamais se tornaram conscientes, ficandoassim inalteradas. Apenas na consciência algo pode ser corrigido. O que é inconsciente permanece inalterado.
(JUNG, 1981b, p. 158)Logo no começo deste período é importante seguir as orientações de MichelOdent, que diz que, logo após o nascimento, deve-se deixar a mulher em paz,examinando isto por 12 perspectivas: (ODENT, 2007a)1 – Perspectiva da respiração: A necessidade que a criança tem de respirar, agora por um novo circuito de circulação do pulmão para o coração. Fecham-se os ductos de
 
 1124comunicação que existiam na vida fetal, o
ductus arteirosus
e o forâmen
ovale
. A partir do nascimento um aprendizado de respiração começa a ocorrer.2 – Perspectiva do altruísmo: a oxitocina é o hormônio do amor e do altruísmo -em qualquer faceta que se considere - e a privacidade facilita sua liberação. Quantomais a mãe sentir-se pele a pele com seu bebê e olhar nos seus olhos, mais liberação deoxitocina haverá em ambos os organismos.3 – Perspectiva etológica do vínculo: os etólogos foram os primeiros a se dar contada importância do vínculo mãe e filho em todas as espécies e tem sido bemdocumentada a complicação da privação, para os filhotes, do contato na primeira horade vida com mãe.4 – Perspectiva da lactação: à primeira hora, o bebê encontra o bico do seio por simesmo, bastando colocá-lo sobre o peito da mãe; ele segue nesta direção até encontrar emamar, isto acontece se não nasceu sob efeito de anestesia. Quanto mais rápida aexposição ao peito, melhor o prognóstico de amamentação, mais rápido a punjatura doleite se dá.5 – Perspectiva metabólica: O bebê tinha no ventre uma alimentação contínua e, à primeira hora de vida, vive uma adaptação metabólica para passar a dispor de umaalimentação descontínua. A capacidade de regulação dos níveis de glicose no sangue -essencial para a manutenção da qualidade de vida - se dá nesta primeira hora e tem sidoobservada em profundidade por M. Cornblath nos Estados Unidos e por Jane Hawdon,Laura Deroy e Suzanne Colson no Reino Unido.6 – Perspectiva bacteriológica: o bebê nasce de um meio asséptico e, uma horamais tarde, milhões de bactérias cobrem suas mucosas. A questão é: quais germes vãocolonizar primeiro o organismo do recém-nato. Os bacteriólogos sabem que quem vaivencer a corrida serão os germes que primeiro chegarem às mucosas. É interessante que
 
 1125sejam os do corpo da mãe, pois mãe e bebê compartem a mesma IgG, os mesmosanticorpos. Ou seja, desde que nasce, o bebê precisa urgentemente ter contato com umasó pessoa, a própria mãe. Além disto, ao ingerir o colostro, vai receber ajuda paraestabelecer uma flora intestinal ideal.7 – Perspectiva de termo-regulação: no útero, o bebê nunca teve de experimentar temperatura diferente, então os primeiros minutos do pós-parto marcam fortemente esteaspecto; o organismo do bebê vai ter de ser capaz de manter sua termo-regulação e, paratanto, o contato pele a pele com a mãe é de fundamental valia.8 – Perspectiva do equilíbrio motor: adaptação à gravidade, que também não eravivida pelo feto, nessa primeira hora sobrecarrega subitamente o nervo vestibular queconduz, a partir do ouvido, estímulo para o cérebro para que se desenvolva o equilíbrio.9 – Perspectiva etológica da não violência: a maioria das culturas intervém, separaou mesmo interdita o colostro para o bebê. Tal procedimento de afastamento precoceafeta a interação protetora da mãe para com o filho, mais tarde. O que a farta literaturahoje disponível aponta é que, quanto mais destrutiva é uma cultura, mais intrusivos sãoos rituais e crenças para perpetrar separação entre mãe-filho no pós-parto imediato.10 – Perspectiva do vínculo: a grande maioria dos hospitais no mundo têm protocolos que entendem que é necessário manter a mulher sob vigilância, no pós-parto,aplicar-lhe oxitocina para aumentar a contração uterina e diminuir a perda sanguínea. Na verdade, as duas condutas levam à perda da liberação da oxitocina endógena, com perda bio-psicológica para a relação mãe-filho.11 – Perspectiva das Parteiras: elas procuram proteger o processo fisiológico, poissabem que isto assegura quantidade grande de oxitocina na circulação da mulher, o quegarante a expulsão da placenta, então elas aquecem o ambiente. Nesta fase as mulheresnão se queixam de sentir muito calor, criando um clima que permite um namoro mãe e

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