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Protocolo Facultativo Das Criancas Em Conflitos Pt

Protocolo Facultativo Das Criancas Em Conflitos Pt

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Protocol to the Convention on the Rights of the Child on
the Involvement of Children in Armed Conflict

The States Parties to this Protocol, Encouraged by the overwhelming support for the Convention on the Rights of the Child, which denotes the existence of a widespread involvement in the promotion and protection of child rights,
Reaffirming that the rights of children require special protection, and making a plea to the situation of children without distinction, will continue to be improved and that they can develop and be educated in conditions of peace and security, Concerned about the harmful impact and extended armed conflict on children and their long-term repercussions on the maintenance of peace, security and development,
Condemning the fact that in situations of armed conflict, children are targets of attacks and direct attacks on objects protected under international law, including places where there is usually a large presence of children, such as schools and hospitals.
Protocol to the Convention on the Rights of the Child on
the Involvement of Children in Armed Conflict

The States Parties to this Protocol, Encouraged by the overwhelming support for the Convention on the Rights of the Child, which denotes the existence of a widespread involvement in the promotion and protection of child rights,
Reaffirming that the rights of children require special protection, and making a plea to the situation of children without distinction, will continue to be improved and that they can develop and be educated in conditions of peace and security, Concerned about the harmful impact and extended armed conflict on children and their long-term repercussions on the maintenance of peace, security and development,
Condemning the fact that in situations of armed conflict, children are targets of attacks and direct attacks on objects protected under international law, including places where there is usually a large presence of children, such as schools and hospitals.

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08/08/2014

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 Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativoao Envolvimento de Crianças em Conflitos Armados
 
Os Estados Partes no presente Protocolo,
Encorajados 
pelo apoio esmagador à Convenção sobre os Direitos da Criança, o qual denotaa existência de um empenho generalizado na promoção e protecção dos direitos da criança,
Reafirmando 
que os direitos da criança requerem uma protecção especial e fazendo umapelo para que a situação das crianças, sem distinção, continue a ser melhorada e que elasse possam desenvolver e ser educadas em condições de paz e segurança,
Preocupados 
com
 
o impacto nocivo e alargado dos conflitos armadas nas crianças e com assuas repercussões a longo prazo em matéria de manutenção da paz, segurança edesenvolvimento duradouros,
Condenando 
o facto de em situações de conflitos armadas as crianças serem alvos deataques, bem como os ataques directos contra objectos protegidos pelo direito internacional,incluindo a locais nos quais existe geralmente uma grande presença de crianças, tais comoas escolas e os hospitais,
Tomando 
nota da adopção do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, que incluiem particular entre os crimes de guerra cometidos em conflitos armados, tanto internacionaiscomo não-internacionais, o recrutamento e alistamento de crianças de menos de 15 anosnas forças armadas nacionais ou o facto de as fazer participar activamente em hostilidades,
Considerando 
por conseguinte que, para um continuado reforço da aplicação dos direitosreconhecidos na Convenção sobre os Direitos da Criança, é necessário aumentar aprotecção das crianças contra qualquer envolvimento em conflitos armados,
Notando 
que o artigo 1.º da Convenção sobre os Direitos da Criança especifica que, para osfins da Convenção, se entende por criança qualquer ser humano abaixo da idade de 18 anossalvo se, nos termos da lei que lhe for aplicável, atingir a maioridade mais cedo,
Convencidos 
de que a adopção de um protocolo facultativo à Convenção destinado aaumentar a idade mínima para o possível recrutamento de pessoas nas forças armadas e asua participação nas hostilidades contribuirá de forma efectiva à aplicação do princípiosegundo o qual o interesse superior da criança deve consistir numa consideração primacialem todas as acções relativas às crianças,
Notando 
que a vigésima-sexta Conferência Internacional da Cruz Vermelha e do CrescenteVermelho realizada em Dezembro 1995 recomendou,
inter alia 
, que as partes num conflitoadoptem todas as medidas possíveis para evitar que as crianças com menos de 18 anosparticipem em hostilidades,
Felicitando-se 
com a adopção por unanimidade, em Junho de 1999, da Convenção daOrganização Internacional do Trabalho n.º 182 sobre a Proibição e Acção Imediata para aEliminação das Piores Formas de Trabalho Infantil, que proíbe,
inter alia 
, o recrutamentoforçado ou obrigatório de crianças com vista à sua utilização em conflitos armados,
Condenando 
com profunda inquietude o recrutamento, formação e utilização de crianças emhostilidades, dentro e fora das fronteiras nacionais, por grupos armados distintos das forçasarmadas de um Estado, e reconhecendo a responsabilidade daqueles que recrutam, formame usam crianças desta forma,
 
 
Relembrando 
a obrigação de cada parte num conflito armado de respeitar as disposições dodireito internacional humanitário,
Sublinhando 
que o presente Protocolo deve ser entendido sem prejuízo dos fins e princípioscontidos na Carta das Nações Unidas, incluindo o artigo 51.º e as normas relevantes dedireito humanitário,
Tendo em conta 
que as condições de paz e segurança baseadas no pleno respeito pelos finse princípios contidos na Carta e o respeito pelos instrumentos de direitos humanos aplicáveissão indispensáveis para a plena protecção das crianças, em particular durante conflitosarmados e em situações de ocupação estrangeira,
Reconhecendo 
as necessidades especiais das crianças que, em função da sua situaçãoeconómica e social ou do seu sexo, estão especialmente expostas ao recrutamento ouutilização em hostilidades, de forma contrária ao presente Protocolo,
Conscientes 
da necessidade de serem tidas em conta as causas económicas, sociais epolíticas que motivam a participação de crianças em conflitos armados,
Convencidos 
da necessidade de fortalecer a cooperação internacional para assegurar aaplicação do presente Protocolo, bem como as actividades de reabilitação física epsicossocial e de reintegração social de crianças vítimas de conflitos armados,
Encorajando 
a participação das comunidades e, em particular, das crianças e das criançasvítimas na divulgação de programas informativos e educativos relativos à aplicação doProtocolo,
Acordaram no seguinte:Artigo 1.º
 Os Estados Partes devem adoptar todas as medidas possíveis para assegurar que osmembros das suas forças armadas que não atingiram a idade de 18 anos não participamdirectamente nas hostilidades.
Artigo 2.º
 Os Estados Partes devem assegurar que as pessoas que não atingiram a idade de 18 anosnão são alvo de um recrutamento obrigatório nas suas forças armadas.
Artigo 3.º
 1. Os Estados Partes devem aumentar a idade mínima de recrutamento voluntário depessoas nas suas forças armadas nacionais para uma idade acima daquela que se encontrafixada no número 3 do artigo 38.º da Convenção sobre os Direitos da Criança, tendo emconta os princípios contidos naquele artigo e reconhecendo que, nos termos da Convenção,as pessoas abaixo de 18 anos têm direito a uma protecção especial.2. Cada Estado Parte deve depositar uma declaração vinculativa no momento da ratificaçãoou adesão ao presente Protocolo, indicando uma idade mínima a partir da qual autoriza orecrutamento voluntário nas suas forças armadas nacionais e descrevendo as garantiasadoptadas para assegurar que esse recrutamento não se realiza através da força nem porcoacção.3. Os Estados Partes que permitam o recrutamento voluntário nas suas forças armadasnacionais de pessoas abaixo dos 18 anos de idade devem estebelecer garantias queassegurem no mínimo que:(a) Esse recrutamento é genuinamente voluntário;(b) Esse recrutamento é realizado com o consentimento informado dos pais ourepresentantes legais do interessado;
 
(c) Essas pessoas estão plenamente informadas dos deveres que decorrem do serviçomilitar nacional;(d) Essas pessoas apresentam provas fiáveis da sua idade antes de serem aceites noserviço militar nacional.4. Cada Estado Parte poderá, a todo o momento, reforçar a sua declaração, através de umanotificação para tais fins dirigida ao Secretário-Geral das Nações Unidas, o qual deveinformar todos os Estados Partes. Essa notificação deve produzir efeitos a partir da data emque for recebida pelo Secretário-Geral.5. A obrigação de aumentar a idade referida no n.º 1 do presente artigo não é aplicável aosestabelecimentos de ensino sob a administração ou controlo das forças armadas dosEstados Partes, em conformidade com os artigos 28.º e 29.º da Convenção sobre os Direitosda Criança.
Artigo 4
1. Os grupos armados distintos das forças armadas de um Estado não devem, emcircunstância alguma, recrutar ou usar pessoas com idades abaixo dos 18 anos emhostilidades.2. Os Estados Partes adoptam todas as medidas possíveis para evitar esse recrutamento euso, incluindo através da adopção de medidas de natureza jurídica necessárias para proibir epenalizar essas práticas.3. A aplicação do presente preceito não afecta o estatuto jurídico de nenhuma das partesnum conflito armado.
Artigo 5.º
 Nenhuma disposição do presente Protocolo poderá ser interpretada de forma a impedir aaplicação de disposições da legislação de um Estado Parte, de instrumentos internacionaisou do direito internacional humanitário mais favoráveis à realização dos direitos da criança.
Artigo 6
1. Cada Estado Parte adoptará, dentro da sua jurisdição, todas as medidas jurídicas,administrativas e outras para assegurar a aplicação e o respeito efectivos das disposições dopresente Protocolo.2. Os Estados Partes comprometem-se a divulgar e promover amplamente, através dosmeios adequados, os princípios e disposições do presente Protocolo, tanto junto de adultoscomo de crianças.3. Os Estados Partes devem adoptar todas as medidas possíveis para assegurar que aspessoas que se encontram sob a sua jurisdição e tenham sido recrutadas ou utilizadas emhostilidades de forma contrária ao presente Protocolo são desmobilizadas ou de outra formalibertadas das obrigações militares. Os Estados Partes devem, quando necessário, concedera essas pessoas toda a assistência adequada à sua reccuperação física e psico-social e àsua reintegração social.
Artigo 7.º
 1. Os Estados Partes devem cooperar na aplicação do presente Protocolo, incluindo naprevenção de qualquer actividade contrária ao mesmo, e na readaptação e resinserçãosocial das pessoas vítimas de actos contrários ao presente Protocolo, nomeadamenteatravés de cooperação técnica e assistência financeira. Tal assistência e cooperaçãodeverão ser empreendidas em consulta com os Estados Partes afectados e com asorganizações internacionais pertinentes.

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" GUARANTEE THE RIGHTS OF CHILDREN " • The rights to Survival (exemplo: The Right to Adequate Care) • The rights to Development (exemplo: The Right to Education) • The rights to Protection (exemplo: The right to be Protected against Exploitation) • The rights of Participation (exemplo: The right to Express their own Opinion)
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