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As Duas Testemunhas Do Apocalipse (AP 11)

As Duas Testemunhas Do Apocalipse (AP 11)

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Para que possamos ser capazes de entender o significado das Duas Testemunhas mencionadas no capítulo onze de Apocalipse, é indispensável que, primeiramente, levemos em consideração as peculiaridades de uma literatura apocalíptica como esta, o propósito do livro e o contexto dos destinatários a quem o livro foi direta e primariamente endereçado.

O Livro de Apocalipse está repleto de simbolismos e figuras de linguagem, de modo que a pergunta certa a se fazer diante do texto não é “O que é isto?”, mas, sim, “O que significa isto?” Conhecemos muito bem o poder de uma figura de linguagem. É comum que uma pessoa se esqueça de um sermão, mas a ilustração e a imagem permanecem! Jesus, visando ser pedagógico, de uma maneira nova, criativa, dinâmica, dramática e viva, nos apresenta um livro repleto de figuras, fazendo revelações a respeito de si mesmo, da realidade espiritual, do Reino de Deus e dos propósitos soberanos de Deus em relação à história humana.

Os que desconsideram a natureza figurativa do Apocalipse e tentam interpretá-lo literalmente incorrerão em muitos erros, como, por exemplo, o famoso erro teológico cometido por Russell, fundador das Testemunhas de Jeová, que, em seu literalismo, chegou a conclusão de que apenas 144.000 pessoas iriam para o céu.

As revelações do Apocalipse não são novidades para aqueles que conhecem bem as Escrituras Sagradas, pois são um retrato vivo e uma confirmação de tudo aquilo que Jesus ensinou em seu ministério terreno e o cumprimento das expectativas escatólicas do Antigo e Novo Testamentos. Portanto, o Apocalipse deve ser entendido à luz dos demais livros da Bíblia. A Bíblia interpreta a própria Bíblia. Um texto lança luz sobre outro texto. Textos mais obscuros devem ser interpretados à luz de textos mais claros.

Falando agora especificamente sobre o trecho que trata das Duas Testemunhas, ou seja, Apocalipse 11.1-14, levantamos a questão: "O que significam as Duas Testemunhas?" Bem, algumas características registradas no versículo 6, como "cerrar os céus para que não chova" e o ato de "transformar a água em sangue" nos remetem a Elias e a Moisés respectivamente. Sabemos que Moisés representa a Lei e que Elias representa a linhagem dos Profetas. E, como Jesus costumava referir-se ao Antigo Testamento chamado-o de “A Lei e os Profetas” (Mt 7:12; 22:40 e Lc 16:16), teríamos aí uma possível alusão ao testemunho das Escrituras Sagradas.

Além disto, Jesus também referiu-se as Escrituras Sagradas, também denominada “a Lei e os Profetas”, como suas Testemunhas: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5:39).

É sugestivo também o fato da aparição de Moisés e Elias no episódio da transfiguração de Jesus (Mc 9.4). Sendo assim temos muitos indícios dentro da própria Bíblia e principalmente nas Palavras do próprio Jesus para concluir que as Duas Testemunhas de Apocalipse 11 sejam uma referência às Escrituras Sagradas do Antigo Testamento que testificam de Jesus e que se cumprem em Cristo. Não cometeríamos nenhuma heresia em incluir as Escrituras do Novo Testamento entre as Escrituras Sagradas, pois elas, de maneira ainda mais clara, testificam de Jesus. O Apóstolo Paulo disse que a Igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, dois grupos de testemunhas de Cristo, duas representações de lideranças espirituais do Novo e do Antigo Testamentos que são o alicerce da igreja (Ef 2:20; 3:5) e, que neste espírito, estariam em foco na visão apocaliptica das Duas Testemunhas bem como, um pouco mais adiante, na menção feita em Apocalipse 18:20.

Tendo compreendido que as Duas Testemunhas do Livro de Apocalipse são uma representação das Escrituras Sagradas, ou seja, a Lei e os Profetas, simbolizados ali por Moisés e Elias, devemos lembrar também que Jesus se dirigiu a toda a coletividade de seus discípulos incumbindo-os de serem suas testemunhas... Leia mais...
Para que possamos ser capazes de entender o significado das Duas Testemunhas mencionadas no capítulo onze de Apocalipse, é indispensável que, primeiramente, levemos em consideração as peculiaridades de uma literatura apocalíptica como esta, o propósito do livro e o contexto dos destinatários a quem o livro foi direta e primariamente endereçado.

O Livro de Apocalipse está repleto de simbolismos e figuras de linguagem, de modo que a pergunta certa a se fazer diante do texto não é “O que é isto?”, mas, sim, “O que significa isto?” Conhecemos muito bem o poder de uma figura de linguagem. É comum que uma pessoa se esqueça de um sermão, mas a ilustração e a imagem permanecem! Jesus, visando ser pedagógico, de uma maneira nova, criativa, dinâmica, dramática e viva, nos apresenta um livro repleto de figuras, fazendo revelações a respeito de si mesmo, da realidade espiritual, do Reino de Deus e dos propósitos soberanos de Deus em relação à história humana.

Os que desconsideram a natureza figurativa do Apocalipse e tentam interpretá-lo literalmente incorrerão em muitos erros, como, por exemplo, o famoso erro teológico cometido por Russell, fundador das Testemunhas de Jeová, que, em seu literalismo, chegou a conclusão de que apenas 144.000 pessoas iriam para o céu.

As revelações do Apocalipse não são novidades para aqueles que conhecem bem as Escrituras Sagradas, pois são um retrato vivo e uma confirmação de tudo aquilo que Jesus ensinou em seu ministério terreno e o cumprimento das expectativas escatólicas do Antigo e Novo Testamentos. Portanto, o Apocalipse deve ser entendido à luz dos demais livros da Bíblia. A Bíblia interpreta a própria Bíblia. Um texto lança luz sobre outro texto. Textos mais obscuros devem ser interpretados à luz de textos mais claros.

Falando agora especificamente sobre o trecho que trata das Duas Testemunhas, ou seja, Apocalipse 11.1-14, levantamos a questão: "O que significam as Duas Testemunhas?" Bem, algumas características registradas no versículo 6, como "cerrar os céus para que não chova" e o ato de "transformar a água em sangue" nos remetem a Elias e a Moisés respectivamente. Sabemos que Moisés representa a Lei e que Elias representa a linhagem dos Profetas. E, como Jesus costumava referir-se ao Antigo Testamento chamado-o de “A Lei e os Profetas” (Mt 7:12; 22:40 e Lc 16:16), teríamos aí uma possível alusão ao testemunho das Escrituras Sagradas.

Além disto, Jesus também referiu-se as Escrituras Sagradas, também denominada “a Lei e os Profetas”, como suas Testemunhas: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5:39).

É sugestivo também o fato da aparição de Moisés e Elias no episódio da transfiguração de Jesus (Mc 9.4). Sendo assim temos muitos indícios dentro da própria Bíblia e principalmente nas Palavras do próprio Jesus para concluir que as Duas Testemunhas de Apocalipse 11 sejam uma referência às Escrituras Sagradas do Antigo Testamento que testificam de Jesus e que se cumprem em Cristo. Não cometeríamos nenhuma heresia em incluir as Escrituras do Novo Testamento entre as Escrituras Sagradas, pois elas, de maneira ainda mais clara, testificam de Jesus. O Apóstolo Paulo disse que a Igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, dois grupos de testemunhas de Cristo, duas representações de lideranças espirituais do Novo e do Antigo Testamentos que são o alicerce da igreja (Ef 2:20; 3:5) e, que neste espírito, estariam em foco na visão apocaliptica das Duas Testemunhas bem como, um pouco mais adiante, na menção feita em Apocalipse 18:20.

Tendo compreendido que as Duas Testemunhas do Livro de Apocalipse são uma representação das Escrituras Sagradas, ou seja, a Lei e os Profetas, simbolizados ali por Moisés e Elias, devemos lembrar também que Jesus se dirigiu a toda a coletividade de seus discípulos incumbindo-os de serem suas testemunhas... Leia mais...

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As Duas Testemunhas do Apocalipse
Por Bispo José Ildo Swartele de MelloPara que possamos ser capazes de entender o significado das Duas Testemunhasmencionadas no capítulo onze de Apocalipse, é indispensável que, primeiramente, levemos emconsideração as peculiaridades de uma literatura apocalíptica como esta, o propósito do livro e ocontexto dos destinatários a quem o livro foi direta e primariamente endereçado.O Livro de Apocalipse está repleto de símbolos e figuras de linguagem, de modo quea pergunta certa a se fazer diante do texto não é “O que é isto?”, mas, sim, “O que significa isto?”Conhecemos muito bem o poder de uma figura de linguagem. É comum que uma pessoa se esqueçade um sermão, mas a ilustração e a imagem permanecem! Jesus, visando ser pedagógico, de umamaneira nova, criativa, dinâmica, dramática e viva, nos apresenta um livro repleto de figuras,fazendo revelações a respeito de si mesmo, da realidade espiritual, do Reino de Deus e dos propósitos soberanos de Deus em relação à história humana.Os que desconsideram a natureza figurativa do Apocalipse e tentam interpretá-loliteralmente incorrerão em muitos erros, como, por exemplo, o famoso erro teológico cometido por Russell, fundador das Testemunhas de Jeová, que, em seu literalismo, chegou a conclusão de queapenas 144.000 pessoas iriam para o céu.As revelações do Apocalipse não são novidades para aqueles que conhecem bem asEscrituras Sagradas, pois são um retrato vivo do cumprimento das expectativas escatológicas doAntigo e Novo Testamentos. Portanto, o Apocalipse deve ser entendido à luz dos demais livros daBíblia. A Bíblia interpreta a própria Bíblia. Um texto lança luz sobre outro texto. Textos maisobscuros devem ser interpretados à luz de textos mais claros.Falando agora especificamente sobre o trecho que trata das Duas Testemunhas, ou seja,Apocalipse 11.1-14, levantamos a questão: "O que significam as Duas Testemunhas?" Bem,algumas características registradas no versículo 6, como "cerrar os céus para que não chova" e o atode "transformar a água em sangue" nos remetem a Elias e a Moisés respectivamente. Sabemos queMoisés representa a Lei e que Elias representa a linhagem dos Profetas. E, como Jesus costumava
 
referir-se ao Antigo Testamento chamado-o de “A Lei e os Profetas” (Mt 7:12; 22:40 e Lc 16:16),teríamos aí uma possível alusão ao testemunho das Escrituras Sagradas.Além disto, Jesus também referiu-se as Escrituras Sagradas, também denominada “a Lei eos Profetas”, como suas Testemunhas: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vidaeterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5:39).É sugestivo também o fato da aparição de Moisés e Elias no episódio da transfiguração deJesus (Mc 9.4). Sendo assim temos muitos indícios dentro da própria Bíblia e principalmente nasPalavras do próprio Jesus para concluir que as Duas Testemunhas de Apocalipse 11 sejam umareferência às Escrituras Sagradas do Antigo Testamento que testificam de Jesus e que se cumpremem Cristo. Não cometeríamos nenhuma heresia em incluir as Escrituras do Novo Testamento entreas Escrituras Sagradas, pois elas, de maneira ainda mais clara, testificam de Jesus. O ApóstoloPaulo disse que a Igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, dois gruposde testemunhas de Cristo, duas representações de lideranças espirituais do Novo e do AntigoTestamentos que são o alicerce da igreja (Ef 2:20; 3:5) e, que neste espírito, estariam em foco navisão apocalíptica das Duas Testemunhas bem como, um pouco mais adiante, na menção feita emApocalipse 18:20.Tendo compreendido que as Duas Testemunhas do Livro de Apocalipse o umarepresentação das Escrituras Sagradas, ou seja, a Lei e os Profetas, simbolizados ali por Moisés eElias, devemos lembrar também que Jesus se dirigiu a toda a coletividade de seus discípulosincumbindo-os de serem suas testemunhas: "E recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santoe ser-me-eis testemunhas!" (At. 1.8). Os cristãos são os pregadores da Palavra e os porta-vozes dasEscrituras. Não apenas as Escrituras, mas também os discípulos testificam de Jesus Cristo! A Igrejaé o Corpo vivo de Cristo aqui na terra, devendo testemunhar dele como a expressão corpórea de SeuEspírito Ressurrecto! A igreja recebeu o legado de Moisés, dos profetas e dos apóstolos. O canto devitória da Igreja contra a Besta é denominado de o Cântico de Moisés, servo de Deus e do Cordeiro!Pois uma coisa tem a ver com a outra. Há continuidade e pleno cumprimento! Ou seja, o Exôdo e aPáscoa do Antigo Testamento se alinham perfeitamente a Páscoa Cristã, encontrando seu plenosignificado em Cristo e Sua Igreja, a vitória de Moisés contra Faraó é uma bela ilustração da vitóriade Cristo contra morte e da Igreja contra a Besta, de modo que o cântico de vitória é o mesmo!Deus tem um só povo! De ambos os povos, fez um! (Ef 2.14)
 
A Igreja tem como missão encarnar as Escrituras Sagradas e dar continuidade aotestemunho de Jesus na plenitude do Espírito Santo. Os discípulos de Cristo receberam a promessado Pai que os capacita a serem testemunhas de Jesus (At 1.8).O fato de serem duas as testemunhas é algo que tem a ver com a tradição da necessidade dehaver pelo menos duas pessoas para que um testemunho fosse aceito como válido (Dt 19.15; Nm35.30; Jo 8.17; 2Co 13.1; 1Tm 5.19; Hb 10.28; Is 8.2). Por esta razão, foi que Cristo enviou seusdiscípulos para darem testemunho dele de dois em dois (Mc 6.7; Lc 10.1)! Também foram duas astestemunhas da ressurreição no Caminho de Emaús (Lc 24.13).As Duas Testemunhas são descritas como "as duas oliveiras" e "os dois candeeiros" (v. 4).Clara alusão a visão de Zacarias 4, que fala do candelabro de ouro e das duas oliveiras cujosignificado é: "Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos"(4.6). As duas oliveiras eram "os dois ungidos" Zorobabel e Josué, líderes do povo de Deus quelançariam os fundamentos da casa de Deus e concluiriam a obra de construção pelo poder doEspírito de Deus contra toda a oposição do inimigo a semelhança das Duas Testemunhas doApocalipse que pelo Espírito concluiriam seu ministério. O que nos faz lembrar das palavras proféticas de Jesus a Pedro como representante da Igreja: "sobre esta pedra edificarei a minhaigreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18).Sabedores que somos que o Livro de Apocalipse foi escrito para as Sete Igrejas que padeciam enorme tribulação sob a tirania de imperadores déspotas, nada mais natural do que ver aigreja em foco da primeira a última página do Apocalipse. A igreja é claramente descrita comocandeeiro no início do livro de Apocalipse: "E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro" (1.12)..."Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra,e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são assete igrejas" (1.20). Jesus é descrito como a Videira Verdadeira e seus seguidores como os ramosdesta árvore (Jo 15.). E, em Romanos 11, Paulo fala de duas oliveiras, a boa e a brava, dando aentender que os crentes gentios, como ramos, foram cortados da oliveira brava para seremenxertados na boa oliveira, compondo o povo de Deus, juntamente com os ramos naturais querepresentam o remanescente fiel do povo judeu (Rm 11.4-24). Temos aí, então, uma que a Oliveira éuma ilustração da Igreja de Cristo assim como também os são os candeeiros!O ministério das Duas Testemunhas dura três anos e meio, o que coincide exatamente comtempo do ministério de Cristo aqui na Terra. Assim como Cristo, as Duas Testemunhas têm o seutempo determinado para o cumprimento cabal de sua missão. Do modo como aconteceu com Cristo,

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