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Redes Orgânicas

Redes Orgânicas

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Published by Equipe Peabirus
Programa do MIT Media Lab de Outubro de 2004

“O processo de inovação, muitas vezes, ocorre em ondas, quando os ambientes social e econômico sincronizam-se em torno de uma oportunidade criada pela tecnologia. Isto ocorreu na década de 1930, com o telefone, na década de 1950, com o automóvel, e na décad de 1980, com o computador pessoal. O setor de comunicações está face a uma ruptura semelhante. Assim como no passado, gigantes verticalmente integrados, amarrados a tecnologias e serviços centralizados ou de grande porte, estão sendo suplantados por novatos armados com novas idéias sobre propriedade individual, adoção incremental e rotatividade instantânea. A tecnologia permite esta mudança, tornando a inteligência local mais barata; a sociedade transforma esta capacidade em algo que lhe é útil; o potencial para investimento econômico difuso estimula novas opções”. Na visão dos dois cientistas em função deste movimento “as empresas podem tornar-se bem sucedidas utilizando pesquisa para "enxergar por detrás dos cantos”, invés de simplesmente seguir sempre adiante”.
Programa do MIT Media Lab de Outubro de 2004

“O processo de inovação, muitas vezes, ocorre em ondas, quando os ambientes social e econômico sincronizam-se em torno de uma oportunidade criada pela tecnologia. Isto ocorreu na década de 1930, com o telefone, na década de 1950, com o automóvel, e na décad de 1980, com o computador pessoal. O setor de comunicações está face a uma ruptura semelhante. Assim como no passado, gigantes verticalmente integrados, amarrados a tecnologias e serviços centralizados ou de grande porte, estão sendo suplantados por novatos armados com novas idéias sobre propriedade individual, adoção incremental e rotatividade instantânea. A tecnologia permite esta mudança, tornando a inteligência local mais barata; a sociedade transforma esta capacidade em algo que lhe é útil; o potencial para investimento econômico difuso estimula novas opções”. Na visão dos dois cientistas em função deste movimento “as empresas podem tornar-se bem sucedidas utilizando pesquisa para "enxergar por detrás dos cantos”, invés de simplesmente seguir sempre adiante”.

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Published by: Equipe Peabirus on Oct 20, 2010
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Redes Orgânicas
The topic of organic networks derives from the confluence of two distinct bodies of researchthat have been proceeding independently in the Media Lab for the past several years — ‘ViralNetworks’, which focuses on the enabling technology underpinning end-to-end, grassrootscommunications systems, and ‘Influence Networks’, which encompasses ways that both first-world and third-world societies bend the technology of easy connectivity to suit their owneconomic, cultural and social interests. While the general method of research in the MediaLaboratory (semi-autonomous groups following largely independent research tracks) impliesthat these two themes are somewhat segregated, their intersection carries implications andlessons in and of itself that are too strong to be ignored — hence this co-ordinated set of  papers.
BT Technology Journal
Vol 22 No 4
October 2004
9
1. Redes Virais – a inovação segue a arquitetura
Comunicações virais derivam diretamente do princípio ponto-a-ponto, sobre o qual ainternet está baseada. A inteligência está nos nodes das pontas, sendo que a redeem si tem o mínimo de importância. Conforme definido, a internet não está otimizadapara qualquer exigência de uso ou de comunicação em especial. Ela meramentetransmite adiante pacotes, com base no “menor esforço”. Este princípio manteve ainternet aberta à inovação, através da redução do impacto e do custo da arquiteturae da minimização dos riscos impostos no desenvolvimento de qualquer novoaplicativo. Os aplicativos podiam começar pequenos e propagar-se através de suasimples popularidade. Nenhuma alteração na estrutura era necessária e nenhumainovação precisava ser depurada o suficiente para assegurar que não tivessenenhum impacto adverso na integridade da rede.Uma das razões disto ter sido bem sucedido como um princípio foi que no início dainternet não havia ninguém com grandes investimentos em risco nesse sistema. Umsistema de comunicações tão amplamente distribuído não tinha precedentes e seuprojeto era controlado pelos engenheiros que usavam o sistema. Contudo, a mesmaunião entre inovação e distribuição havia começado na rede de telefonia dos EUAcom a promulgação da “Carterphone Decision”, em 1968, pela FCC, que controla ascomunicações naquele país. Até a data desta decisão, nenhum dispositivo, excetoaqueles vendidos pela AT&T (Western Electric) poderiam ser conectados a uma redetelefônica. A Carter Electronics havia planejado ligar sua rede privada móvel com aslinhas fixas, e a AT&T proibiu a empresa de fazê-lo.Quando a proibição foi eliminada, a Western Electric perdeu o seu monopólio sobreos equipamentos terminais, mas o volume de inovação na telefonia aumentoutremendamente. Faxes, tecnologias modernas, secretárias eletrônicas e PBXsparticulares floresceram.Da mesma forma, em 1978 existia uma grande força econômica por trás do setor decomputação de grande porte, ou mainframe. Quando o Apple II foi lançado naquele
 
ano, processamento de dados era um recurso escasso e poucas pessoasvislumbravam que tivesse uso em massa pela população. Através da redução dabarreira econômica à inovação e através da adoção de uma arquitetura maismodular e flexível, o processamento de dados ficou acessível a empreendedores,pequenas empresas e, no final, consumidores.Para melhor se ter uma idéia da atividade neste setor, basta olhar para o número departicipantes da SIGGRAPH, o principal ponto de encontro dos profissionais deinovação em gráficos e sistemas interativos. Em 1974, havia 600 participantes; em1985 este número havia crescido para 6.000; nos anos 90, este número foi para60.000. Baldwin plotou a escala para todo o setor, e os resultados apontam paracrescimento da mesma ordem.Existem muitos outros exemplos do princípio do ponto-a-ponto.Embora a inovação não seja independente da economia, ela tem vínculos maispróximos com a arquitetura.O assunto de comunicações virais codifica este aspecto de uma forma ligeiramentediferente, e explora como a noção do ponto-a-ponto pode ser aplicado a redes com esem fios. O desafio é mais evidente na esfera do rádio, e é aqui que focamos aenergia técnica. Em particular, um sistema viral atende três critérios:
- pode crescer (praticamente) sem limites;- pode crescer de forma incremental;- cada novo elemento acrescenta capacidade técnica ao sistema como um todo.
Redes orgânicas
A Lippman e A Pentland
O assunto de redes orgânicas tem origem na confluência de dois grupos de pesquisadiferentes, que vêm trabalhando de forma independente no Media Lab nos últimosanos. Um deles, Redes Virais, está voltado à tecnologia capacitadora, quefundamenta sistemas de comunicação de base, ponto-a-ponto. A outro, Redes deInfluência, engloba maneiras em que sociedades do primeiro e do terceiro mundoalteram a tecnologia de fácil conectividade para atender seus próprios interesseseconômicos, culturais e sociais. Embora o método geral de pesquisa no MediaLaboratory (grupos semi-autônomos que seguem caminhos de pesquisa bastanteindependentes) implica que estes dois assuntos sejam tratados de formaindependente, sua interseção traz implicações e lições que são importantes demais para serem ignoradas - daí este conjunto de papers coordenados.
Redes orgânicasBT Technology Journal
Vol 22 No 4
October 2004
10Este é considerado um conceito radical, já que o conhecimento tradicional propõeque sistemas de comunicação têm uma capacidade limitada, que é dividia entre oselementos comunicadores que participam deste sistema. Nodes adicionaissubdividem a capacidade disponível, invés de expandi-la. A falta de escalabilidade é,talvez, a mais severa restrição no projeto do sistema, prática regulatória edesenvolvimento econômico.
 
Um resurso fixo e limitado resulta no conceito da “escasses de espectro”, que implicadiretamente allocação e leilão de direitos exclusivos. Além disso, impõe umdeterminado princípio de projeto para sistemas de comunicação. Isto fica óbvio emsistemas de mídia de massa e de telecomunicações, onde a inteligência, potência earquitetura são concentrados centralmente nas concessões de potência deradiotransmissão, torres de comunicação e regulamentos sobre interferência. Asalternativas distribuídas mais óbvias são, muitas vezes, fracassos criativos – como orádio da faixa cidadão e FRS, uma faixa de rádio para a população em geral nos EUA.Como diria o Zé Colméia: “Aquilo já está tão cheio que ninguém mais vai lá.”É importante observar que a questão central está mal colocada. O espectro em sinão é escasso – não há limites para a quantidade de energia eletromagnética que elepode transportar. O que é limitado é nossa capacidade de distinguir com eficácia osvários sinais que podem ocupar este espectro. A divisão do espectro de rádio emparâmetros de espaço, freqüência, código ou tempo é resultado de projeto dereceptor, não de princípios físicos eletromagnéticos. De fato, cada uma destassubdivisões evoluiu conforme a tecnologia e as técnicas a ela associadas tornaram-se mais maduras e viáveis. A divisão por tempo vem do telégrafo; a divisão porfreqüência vem dos sistemas eletrônicos lineares baseados no Tubo Audion de 1906;a divisão por espaço é um subproduto das microondas desenvolvidas durante aSegunda Guerra; e a divisão por códigos tornou-se possível quando o processamentodigital atingiu velocidades necessárias para análise do sinal em tempo real.Mais recentemente, os pesquisadores estão abordando os sinais de rádio a partir dafísica. Os sistemas de rádio MIMO usam antenas múltiplas e processamento de sinalde alta velocidade para separar uma fonte particular de outros sinais e de ruído. Jáfoi mostrado que se pode conservar energia em uma transmissão ou reutilizar umadeterminada freqüência de banda na mesma área em proporção ao (menor) númerode antes utilizadas pelos transmissores e receptores. A recepção é uma questão deestimação de canal, invés de detecção linear.Estes rádios “inteligentes”, “colaborativos” ou “cognitivos” têm a capacidade deliteralmente fazer crescer a capacidade do sistema com um número maior de nodes(embora não haja um consenso firme sobre a taxa de crescimento) sem que haja aviolação da teoria matemática básica das comunicações ou da físicaeletromagnética. A diferença entre estes sistemas mais novos e aqueles já em usoestá em onde a complexidade é localizada - ao aumentar o processamento em cadarádio (ou node com fio), a capacidade do sistema também é aumentada. A diferençaé que atualmente é potencialmente econômico fazer este processamento no rádio,coisa que não podia sequer ser sonhada há 80, 50 ou mesmo 25 anos, quando osprincipais usos do espectro (transmissão de rádio e TV e telefonia celular) foramdefinidos.Podemos fazer uma analogia com a luz: o objetivo histórico da regulamentação deespectro e do projeto de rádio pode ser comparado a manter uma região (ou faixa derádio, etc.) fixa e finita completamente no "escuro”, exceto por uma pequena fonte,para proteger esta região de interferência. Isto é comprovado através de mediçõesrepetidas do efetivo uso de espectro, que mostra que, de fato, praticamente não háenergia na maior parte do espectro eletromagnético na maior parte do dia (comalguns picos nas faixas de telefonia celular durante as horas de trânsito maisintenso). O potencial destas técnicas é que elas podem quebrar o modelo deescalabilidade, que possui um projeto de sistema de comunicações limitado. Umsistema com escalabilidade, onde podem ser livremente acrescentados novoselementos, apresenta novas oportunidades e exige uma nova abordagem para aregulamentação.

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