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O surgimento da mídia cidadã

O surgimento da mídia cidadã

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Published by Equipe Peabirus
Resumo

Jornalistas da imprensa, críticos da mídia e visionários digitais discutem as atuais transformações e o aparente declínio dos jornais americanos. Tópicos a serem abordados: o envelhecimento do leitor de jornal, o surgimento da mídia cidadã e da blogosfera, o destino do noticiário local e do jornal local, e as notícias e informações em um futuro em rede.

Este debate é parte de uma série de fóruns que discutem a pergunta: Os jornais sobreviverão? Também fazem parte desta série: News, Information and the Wealth of Networks (21 de setembro), Why Newspapers Matter (5 de outubro).
Co-patrocinador da série: Ethics and Excellence in Journalism Foundation

Oradores

Alex Beam é colunista do jornal Boston Globe.

Ellen Foley é editora do jornal Wisconsin State Journal. Anteriormente, foi editora gerente do jornal Philadelphia Daily News, editor gerente assistente de destaques no jornal Kansas City Star, e reporter, editora de pauta e editora de texto do Minneapolis Star Tribune. Antes disso, ocupou cargos similares nos jornais Milwaukee Sentinel e Detroit News.

Dan Gillmor é fundador e diretor do Center for Citizen Media e autor do livro We the Media: Grassroots Journalism by the People, for the People (2004). Anteriormente, Gillmor foi colunista do San Jose Mercury News, o jornal diário do Vale do Silício na Califórnia, e trabalhou por seis anos no jornal Detroit Free Press.

do mit communications forum http://web.mit.edu/comm-forum/
Resumo

Jornalistas da imprensa, críticos da mídia e visionários digitais discutem as atuais transformações e o aparente declínio dos jornais americanos. Tópicos a serem abordados: o envelhecimento do leitor de jornal, o surgimento da mídia cidadã e da blogosfera, o destino do noticiário local e do jornal local, e as notícias e informações em um futuro em rede.

Este debate é parte de uma série de fóruns que discutem a pergunta: Os jornais sobreviverão? Também fazem parte desta série: News, Information and the Wealth of Networks (21 de setembro), Why Newspapers Matter (5 de outubro).
Co-patrocinador da série: Ethics and Excellence in Journalism Foundation

Oradores

Alex Beam é colunista do jornal Boston Globe.

Ellen Foley é editora do jornal Wisconsin State Journal. Anteriormente, foi editora gerente do jornal Philadelphia Daily News, editor gerente assistente de destaques no jornal Kansas City Star, e reporter, editora de pauta e editora de texto do Minneapolis Star Tribune. Antes disso, ocupou cargos similares nos jornais Milwaukee Sentinel e Detroit News.

Dan Gillmor é fundador e diretor do Center for Citizen Media e autor do livro We the Media: Grassroots Journalism by the People, for the People (2004). Anteriormente, Gillmor foi colunista do San Jose Mercury News, o jornal diário do Vale do Silício na Califórnia, e trabalhou por seis anos no jornal Detroit Free Press.

do mit communications forum http://web.mit.edu/comm-forum/

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O surgimento da mídia cidadã
Terça-feira, 19 de setembro17-19:00 hBartos Theater – Media Lab
Resumo
Jornalistas da imprensa, críticos da mídia e visionários digitais discutem as atuais transformações eo aparente declínio dos jornais americanos. Tópicos a serem abordados: o envelhecimento do leitor de jornal, o surgimento da mídia cidadã e da blogosfera, o destino do noticiário local e do jornallocal, e as notícias e informações em um futuro em rede.Este debate é parte de uma série de fóruns que discutem a pergunta:
Os jornais sobreviverão?
Também fazem parte desta série:
 News, Information and the Wealthof Networks
(21 de setembro),
Why Newspapers Matter 
(5 de outubro).Co-patrocinador da série:
 
Ethics and Excellence in Journalism Foundation
Oradores
Alex Beam
é colunista do jornal Boston Globe.
Ellen Foley
é editora do jornal Wisconsin State Journal. Anteriormente, foi editora gerente do jornal Philadelphia Daily News, editor gerente assistente de destaques no jornal Kansas City Star, ereporter, editora de pauta e editora de texto do Minneapolis Star Tribune. Antes disso, ocupoucargos similares nos jornais Milwaukee Sentinel e Detroit News.
Dan Gillmor
é fundador e diretor do
Center for Citizen Media
e autor do livro
We the Media:Grassroots Journalism by the People, for the People
(2004). Anteriormente, Gillmor foicolunista do San Jose Mercury News, o jornal diário do Vale do Silício na Califórnia, e trabalhou por seis anos no jornal Detroit Free Press.
 Resumo preparado por Marie Thibault 
Dan Gillmor:
É uma grande honra estar aqui para falar do crescimento da mídia cidadã e daquiloque espero será um ecossistema de jornalismo vibrante, crescente e diverso. Espero que os jornaissobrevivam – seria uma tragédia se não o conseguirem, porque o que eles fazem é muitoimportante.Todo este processo tem a ver com a mídia democratizada e ampla participação, porque está aberto amuitas pessoas. Por exemplo, este computador inclui software para edição de vídeo, além derecursos comparáveis a um estúdio de gravação de som. Quando a
Web
(teia em rede global)
 
éacrescentada a estes recursos, existe um acesso poderoso. Tem a ver menos com distribuição demídia, e mais com a capacidade de ter acesso a muitos diferentes tipos de mídia.A mudança fundamental que está ocorrendo é que consumidores agora são produtores, e vice-versa.
Junto com isso, nós agora temos a 'leia-escreva'
Web
que permite às pessoas a escrever com facilidade naprópria
Web
.
O jornalismo tem sido uma palestra – nós passamos as notícias para vocês, e vocês acreditam ounão. O processo agora está tornando-se algo parecido com um diálogo; e a primeira regra dodiálogo é ouvir. Os jornalistas não têm sido especialmente habilidosos neste aspecto, embora na
 
época que eu escrevia sobre tecnologia no Vale do Silício, na Califórnia, em meados dos anos 90,rapidamente tomei consciência que meus leitores sabiam mais que eu. Isto, em si, não é ruim;representa uma oportunidade para fazer um jornalismo melhor.A democratização do acesso à mídia significa que o público agora possui muitas opções. Naseleições de 2000, eu estava em Hong Kong. Constatei que estava obtendo melhores notíciasnavegando em diferentes sítios da rede, que alguém assistindo televisão nos EUA, porque euconseguia criar minha própria perspectiva jornalística. Isso é algo chamado “O Diário Eu” ('DailyMe'). Esta forma de obtenção de notícias significa que a cada dia que passa, é mais difícil manter segredos. Governos e empresas tentam restringir o acesso, mas as informações acabam vazando. Osconstrutores de notícias (newsmakers) têm novas regras de conduta, porque possuem as mesmasferramentas e o mesmo acesso que nós temos, e, espera-se, usem essas ferramentas para tornarem-se mais transparentes.A mídia tradicional está repleta de profissionais muito inteligentes, assustados ao ponto de fazer coisas bem interessantes. Os jornais deveriam querer ser a “praça pública”, e envolver toda acomunidade.Por exemplo, o
 Le Monde
oferece blogs a seus leitores e publica os melhores em seu próprio sítio;alguns chegam a ser pagos. O
 Northwest Voice
, da cidade de Bakersfield, na Califórnia, estáincluindo conteúdo hiper-local e está obtendo muito sucesso. Logicamente, se os jornais nãocomeçarem a fazer isso, outros vão. Existe um sítio sediado em Brattleboro, no estado de Vermont,que muitas vezes sai à frente do jornal local nos assuntos mais importantes, porque o jornal localnão é controlado por uma empresa muito ligada em jornalismo. A ameaça que deveria estar causando mais preocupação aos jornalistas não é uma ameaça jornalística – é econômica. A receita publicitária está migrando rapidamente para sites como
craigslist 
e
eBay
, que, se pararmos para pensar, é a maior estrutura de anúncios classificados do mundo. O Craig por trás do
craigslis
t éamigo meu, e está bastante preocupado com o que está acontecendo; ele está fazendo o que pode para promover bom jornalismo. A publicação on-line
Oh My News
, de Seul, na Coréia, também émuito fascinante. Conta com 40 mil jornalistas cidadãos em toda a Coréia, que concordaram em publicar notas nesse sítio. Possuem editores profissionais que editam os textos a serem publicados,de forma que é uma estrutura híbrida. É um experimento maravilhoso. Acabaram de lançar o
OhMy News
no Japão e pretendem lançar um projeto ambicioso nos EUA.Organizações estão perguntando ao público o que ele sabe sobre as coisas. Esta é a imagemcanônica que ficou das explosões ocorridas em Londres em julho do ano passado. É desta imagemque vamos lembrar sempre, a péssima qualidade da imagem, a ausência total de produção, feita por uma câmera de telefone celular, por uma pessoa que jamais sonhou ser jornalista, mas que cometeuo que eu chamo de “Um Ato de Jornalismo Aleatório”. Mas as pessoas já fizeram isto antes. Estacâmera registrou uma das mais famosas imagens de mídia cidadã na história – o assassinato doPresidente Kennedy. Quero que pensem em um mundo mudado. Havia uma pessoa, munida de umacâmera, fotografando a cena. Atualmente não é apenas uma – são milhares, todas obtendo imagensde alta qualidade e todas conectadas à rede. Esta é uma enorme diferença. Atualmente, sabemosmais. Imaginem se as pessoas a bordo dos aviões naquele 11 de Setembro estivessemchamando outras pessoas, e enviando vídeos, através de seus telefones celulares? Não tenho certezao que isto significará, exceto que é diferente e que precisamos entendê-lo.O conceito da Web 2.0, de reunir material de vários sítios e serviços, está criando coisas bastanteinteressantes, como um modelo de micro-publicação. Sítios e vídeos mashup, que combinamconteúdo de mais de uma fonte em uma experiência integrada, são algo que as gerações mais jovensacham bastante natural. Mal posso esperar para ver no que isso vai dar.
 
É verdade, recebemos um excesso de informações e precisamos encontrar formas de trazer para àtona as notícias mais importantes, se realmente nos importamos com o jornalismo. Estamos indo do
 Daily Me
para o
 Daily Us
e é muito importante pensarmos como é a melhor forma de fazer isso.Você te que pensar em reputação, popularidade e autenticidade para que possamos chegar a algoque tenha valor, mas ainda não chegamos lá.Existem algums princípios que devem ser considerados pelos bloggers. A transparência não é umacoisa muito comum, no antigo ou no novo jornalismo. Todos nós somos repórteres em nossa vidadiária, quando se trata de coisas que nos são importantes. A crítica se tornou parte de nossasconversas do dia-a-dia, e isto será assustador para o jornalista tradicional. Mas esta nova literaturada mídia tem que ser incorporada pelo jornalista tradicional.
Ellen Foley
: Estou emocionada de estar aqui sentada entre dois grandes nomes do jornalismo. Soueditora de um jornal em uma cidade bem no meio dos EUA, e nós estamos muitíssimo envolvidos einteressados na nova mídia e naquilo que nossos leitores têm a dizer. No meio-oeste americano,estamos preocupados em ser bons vizinhos e emular isso para o nosso jornalismo. Isso pode ter noslevado à frente de outros jornais que vocês devem ter ouvido falar. Não estou preocupada com o futuro dos jornais. Estou preocupada com o futuro do jornalismo.Estou cansada de ouvir que não nos importamos com nossos leitores, de pessoas que não fazem parte do mundo dos jornais. Respondo todos os e-mails dos leitores.Quando ainda era uma repórter foca, havia a consciência que deveríamos contar aos nossos leitoresaquilo que eles precisavam, mas frequentemente isso era deixado de lado. É nosso papelcompartilhar as informações, oferecendo não apenas aquilo que acreditamos nossos leitores precisem, mas também aquilo que eles querem. Portanto, recomendo cautela com aqueles queafirmam que não damos ouvidos a nossos leitores.Existe atualmente uma certa tensão entre a tecnologia dos jornais – lenta e ponderada – e atecnologia da Iinternet – rápida e conveniente. Tenho um pé em cada um deste mundos. Nosso jornal está valorizando as notícias da Internet, mas existe tensão entre as gerações. Temos o problema de recursos limitados, mas vamos destrinchar este novo modelo de negócios. Entre osinteressantes modelos que surgiram recentemente, está
 jellyfish.com
, um grupo muito interessante,que o
Wall Street Journal 
chamou de o novo
Google
. Meu jornal tem de trabalhar dentro de seuorçamento, mas estamos trabalhando com a nova mídia e sendo reconhecidos por este esforço. Acada dia, fazemos uma votação em nosso sítio, para permitir que os participantes decidam o que vaiser publicado na primeira página. (outro integrante da mesa-redonda, Alex Beam, ri com bomhumor). Surpreendentemente, optam por temas com mais peso, preferindo uma matéria sobre umoleoduto da British Petroleum a outra falando sobre Paris Hilton. Os leitores são inteligentes. Jásabemos disto há algum tempo, e queremos e precisamos ouvir o que eles têm a nos dizer.Mais uma vez, a missão do jornalista é contar a verdade. Tenho martelado esta idéia com osredatores de nosso jornal. Jamie Thompson, um pioneiro da pesquisa de células tronco, evitava falar com a imprensa, temendo que suas palavras fossem distorcidas. Para ouvirmos o que ele tinha adizer, utilizamos um gravador digital, para captar exatamente suas próprias palavras.Os jornais têm também a missão de fazer a diferença. Nós criamos uma conversação com acomunidade. Em 2004, 81% das pessoas de nossa região votaram nas eleições presidenciais, cercade 30% maior que a média do país. Valores e questões controversas vêm à tona através destasconversações, de forma que seria uma coisa muito triste esta conversação deixar de existir. Não seiexatamente como os jovens poderão governar-se sem esta conversação. Espero que parte dodinheiro criado pela tecnologia do século 21 seja utilizada para estimular o bom jornalismo.

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