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dá pra salvar o bom jornalismo?

dá pra salvar o bom jornalismo?

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silvio meira
silvio meira

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10/20/2010

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Tags:adas,crise,falência, fofs,  jornais,statusphere,web- srlm às 16:47 o boston globe, um dos maiores jornais dos estados unidos, deve ter um prejuízo deUS$85M este ano, depois de perder US$50M ano passado. o globe não é um jornalindependente, mas parte do new york times. e o NYT está ameaçando fechar o globe caso os sindicatos não concordem com medidas radicais de corte de custos. e nãoconsiga aumentar receitas: o preço do jornal nas bancas subiu US$1.50, só pracontinuar viável”. mesmo assim,  pode fechar no mês que vem. o globe foicomprado  pelo NYT em 1993 por US$1.1B; desde então, a circulação só faz cair. a receitademorou mais um pouco a seguir a circulação, mas está emqueda continuada desde1999. no dono do globe, o NYT, o período de férias foi estendido, cem pessoas foramdemitidassemana passada e quem sobrou vai ter uma redução de 5% no salário pelomenos durante o resto deste ano. e tem que apelar pra santo muito forte pro jornalcontinuar existindo –em papel- ano que vem. a pergunta a se responder, no particular eno geral, está na capa do boston globe deste domingo:o que saiu errado?… a resposta,
 
da própria casa, é que… o globe não viu –e não soube aproveitar- a web. os outros jornais tampouco. e ponto final.mas a pergunta da hora, feita por brian solis a walt mossberg,talvez fosse…
vale a pena salvar os jornais?…
sabe-se lá, se obama vai salvar a indústria automobilísticaamericana, talvez… mas mossberg pensa rápido e diz que esta é a pergunta errada; a pergunta apropriada seria…
 será que dá pra salvar o bom jornalismo?…
segundomossberg, só há uns poucos jornais de verdade nos EUA; o resto são alguns jornalistasde qualidade e noticiário nacional e internacional reciclado, pra encher linguiça eimprimir as páginas necessárias para os anúncios. isso quando havia anúncios. quandoestes se mudam pra web, porque tais páginas deveriam ser impressas?… o mesmoraciocínio vale para o brasil e qualquer outro país. abra seu jornal local ou regional econstate com seus próprios olhos.desde janeiro de 2008, mais de 120 jornais americanos fecharam as portas e mais de21.000 jornalistase pessoal auxiliar foram demitidos destes e de outros 67 quecontinuam no negócio. só em 2009, mais de 8.000 pessoas já perderam o emprego. e atendência não dá sinais de ser revertida; muito ao contrário.a internet já é a fonte primária de notícias nos EUAe vai ser, no brasil, assim que houver banda larga [deverdade] por aqui.mas brian solis acha que um novo desenvolvimento pode salvar o “
bom
” jornalismo: a
, ou
 statusfera
, a rede de reputação capaz de fazer com que agentesindividuais, em rede, tenham tanta reputação, reconhecimento e importância –e
 
remuneração- como tinham os grandes jornalistas dos antigos jornais. será? e como equando?segundo solis
TheStatusphereis the new ecosystem for sharing, discovering, and  publishing updates and micro-sized content that reverberates throughout social networks and syndicated profiles, resulting in a formidable network effect of activity. It is the digital curation of relevant content that binds us contextually to the statusphere,where we can connect directly to existing contacts, reach new people, and also forgenew acquaintances through the friends of friends effect (FoFs) in the process.
em português? a
 statusfera
é o novo ecosistema para compartilhar, descobrir e publicar atualizações e microconteúdo, reverberando sobre redes sociais e perfis compartilhados,tendo como resultado um espetacular 
de conexões e atividade. a
fará o papel de curadoria digital [e em rede] de conteúdo e conexões relevantes, onde poderemos nos conectar, em contexto e diretamente, a contatos existentes… e ondeiremos descobrir e construir novas relações através do efeito FoFs [
 friends of friends
, ouAdAs, amigos de amigos]. parece uma tese interessante. talvez a gente – e quem toca os jornais, no brasil, ainda-devesse ler com muito cuidadoe ver como –e se- dá pra fazer aqui, e por quanto equando, no nosso contexto. a mesma leitura atenciosa, e não por acaso, vale para quemtoca serviços online como o TERRA, terraMagazine e tantos outros…
srlm às 14:32lá no começo da internet se dizia que o negócio de todo equalquer site estava era relacionado a
eyeballs
, ou olhos. dosolhos com que se via e se vê a rede é de onde vem a atenção que, por sua vez, é de onde vem a renda que transforma sites emnegócios. antigamente [há uma meia década…] certamente poder-se-ia dizer que “
no eyeballs, no business
”.mas o tempo da internet é acelerado; a rede é uma economiaexponencial. basta ver as curvas de performance e penetração das tecnologias da rede.escolha a sua e procure um gráfico. abaixo, o crescimento do número de visitantes detwitter nos últimos doze meses

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