Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
3Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
O que é a mídia cívica?

O que é a mídia cívica?

Ratings: (0)|Views: 204|Likes:
Published by Equipe Peabirus
Resumo

Em seu livro Bowling Alone (2000) [Jogando Boliche Sozinho], Robert Putnam fala sobre uma geração de americanos afastados das tradicionais formas de vida comunitária e engajamento cívico, consumidores passivos de mídia de massa. Mas outros observaram a expansão de culturas participativas e comunidades virtuais na internet, o crescimento dos blogs, podcasts e outras formas de jornalismo cidadão, o crescimento de novas formas de afiliação social dentro de mundos virtuais. Quais lições podemos aprender desses mundos online que trarão impacto nas comunidades que trabalhamos, dormimos e votamos? Quais novas tecnologias e práticas nos oferecem as melhores possibilidades de revitalizar o engajamento cívico? Este fórum marca o lançamento do novo Centro de Mídia Cívica Futura do MIT, uma colaboração entre o Media Lab do MIT e o programa de Estudos Comparativos de Mídia (CMS). É o primeiro de uma série de eventos criados para voltar as atenções ao relacionamento entre mídia emergente e engajamento cívico. O centro foi custeado por uma doação de US$ 5 milhões da Knight Foundation. Seus diretores serão Chris Csikszentmihalyi e Mitchel Resnick do Media Lab e Henry Jenkins do CMS.

Oradores

Chris Csikszentmihalyi é titular da cadeira Muriel R. Cooper de Desenvolvimento de Carreira de Artes e Ciências da Mídia do Media Lab do MIT, onde dirige o grupo Cultura do Computador.

Henry Jenkins é co-diretor de Estudos Comparativos de Mídia, e titular da Cadeira Peter de Florez de Ciências Humanas do MIT. É autor de uma série de livros sobre vários aspectos da mídia e da cultura popular, incluindo Convergence Culture: Where Old and New Media Collide [Cultura de Convergência: Onde a Mídia Antiga e Nova Colidem].

Beth Noveck é professora de direito da New York Law School, onde dirige o Instituto do Direito e Política Jurídicos. É fundadora e organizadora das conferências State of Play, um evento anual sobre a pesquisa sobre mundos virtuais.

Ethan Zuckerman é fellow no Centro Berkman de Internet e Sociedade, da Harvard Law School, e co-fundador da Global Voices, uma organização sem fins lucrativos. É fundador da Geekcorps, outra organização sem fins lucrativos que promove a internet em países em desenvolvimento, e atualmente trabalha no Global Attention Profiles, que oferece retratos gráficos sobre onde as diferentes mídias estão atentas.

Co-patrocinadores: MIT Comparative Media Studies e o MIT Media Lab.

do mit communications forum http://web.mit.edu/comm-forum/
Resumo

Em seu livro Bowling Alone (2000) [Jogando Boliche Sozinho], Robert Putnam fala sobre uma geração de americanos afastados das tradicionais formas de vida comunitária e engajamento cívico, consumidores passivos de mídia de massa. Mas outros observaram a expansão de culturas participativas e comunidades virtuais na internet, o crescimento dos blogs, podcasts e outras formas de jornalismo cidadão, o crescimento de novas formas de afiliação social dentro de mundos virtuais. Quais lições podemos aprender desses mundos online que trarão impacto nas comunidades que trabalhamos, dormimos e votamos? Quais novas tecnologias e práticas nos oferecem as melhores possibilidades de revitalizar o engajamento cívico? Este fórum marca o lançamento do novo Centro de Mídia Cívica Futura do MIT, uma colaboração entre o Media Lab do MIT e o programa de Estudos Comparativos de Mídia (CMS). É o primeiro de uma série de eventos criados para voltar as atenções ao relacionamento entre mídia emergente e engajamento cívico. O centro foi custeado por uma doação de US$ 5 milhões da Knight Foundation. Seus diretores serão Chris Csikszentmihalyi e Mitchel Resnick do Media Lab e Henry Jenkins do CMS.

Oradores

Chris Csikszentmihalyi é titular da cadeira Muriel R. Cooper de Desenvolvimento de Carreira de Artes e Ciências da Mídia do Media Lab do MIT, onde dirige o grupo Cultura do Computador.

Henry Jenkins é co-diretor de Estudos Comparativos de Mídia, e titular da Cadeira Peter de Florez de Ciências Humanas do MIT. É autor de uma série de livros sobre vários aspectos da mídia e da cultura popular, incluindo Convergence Culture: Where Old and New Media Collide [Cultura de Convergência: Onde a Mídia Antiga e Nova Colidem].

Beth Noveck é professora de direito da New York Law School, onde dirige o Instituto do Direito e Política Jurídicos. É fundadora e organizadora das conferências State of Play, um evento anual sobre a pesquisa sobre mundos virtuais.

Ethan Zuckerman é fellow no Centro Berkman de Internet e Sociedade, da Harvard Law School, e co-fundador da Global Voices, uma organização sem fins lucrativos. É fundador da Geekcorps, outra organização sem fins lucrativos que promove a internet em países em desenvolvimento, e atualmente trabalha no Global Attention Profiles, que oferece retratos gráficos sobre onde as diferentes mídias estão atentas.

Co-patrocinadores: MIT Comparative Media Studies e o MIT Media Lab.

do mit communications forum http://web.mit.edu/comm-forum/

More info:

Categories:Types, Speeches
Published by: Equipe Peabirus on Oct 20, 2010
Copyright:Public Domain

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/11/2011

pdf

text

original

 
O que é a mídia cívica?
Quinta-feira, 20.09.07, 17:00-19:00 horas
The relationship between emerging media and civic engagement as part of the launch of MIT'sCenter for Future Civic Media.abstract|speakers | summary|audiocast |podcast|video
Resumo
Em seu livro
 Bowling Alone
(2000) [Jogando Boliche Sozinho], Robert Putnam fala sobre uma geraçãode americanos afastados das tradicionais formas de vida comunitária e engajamento cívico, consumidores passivos de mídia de massa. Mas outros observaram a expansão de culturas participativas e comunidadesvirtuais na internet, o crescimento dos blogs, podcasts e outras formas de jornalismo cidadão, ocrescimento de novas formas de afiliação social dentro de mundos virtuais. Quais lições podemosaprender desses mundos online que trarão impacto nas comunidades que trabalhamos, dormimos evotamos? Quais novas tecnologias e práticas nos oferecem as melhores possibilidades de revitalizar oengajamento cívico? Este fórum marca o lançamento do novo Centro de Mídia Cívica Futura do MIT,uma colaboração entre o Media Lab do MIT e o programa de Estudos Comparativos de Mídia (CMS). É o primeiro de uma série de eventos criados para voltar as atenções ao relacionamento entre mídiaemergente e engajamento cívico. O centro foi custeado por uma doação de US$ 5 milhões da KnightFoundation. Seus diretores serão Chris Csikszentmihalyi e Mitchel Resnick do Media Lab e HenryJenkins do CMS.
OradoresChris Csikszentmihalyi
é titular da cadeira Muriel R. Cooper de Desenvolvimento de Carreira de Artes eCiências da Mídia do Media Lab do MIT, onde dirige o grupo Cultura do Computador.Henry Jenkins é co-diretor de Estudos Comparativos de Mídia, e titular da Cadeira Peter de Florez deCiências Humanas do MIT. É autor de uma série de livros sobre vários aspectos da mídia e da cultura popular, incluindo
Convergence Culture: Where Old and New Media Collide
[Cultura de Convergência:Onde a Mídia Antiga e Nova Colidem]
.
Beth Noveck 
é professora de direito da New York Law School, onde dirige o Instituto do Direito ePolítica Jurídicos. É fundadora e organizadora das conferências
State of Play
, um evento anual sobre a pesquisa sobre mundos virtuais.
Ethan Zuckerman
é fellow no Centro Berkman de Internet e Sociedade, da Harvard Law School, e co-fundador da
Global Voices
, uma organização sem fins lucrativos. É fundador da
Geekcorps
, outraorganização sem fins lucrativos que promove a internet em países em desenvolvimento, e atualmentetrabalha no
Global Attention Profiles
, que oferece retratos gráficos sobre onde as diferentes mídias estãoatentas.
Co-patrocinadores:
ResumoGreg Peverill-Conti
[este é um resumo editado, não uma transcrição textual]
 
Este é o primeiro de uma série de fóruns que destacarão as atividades do novoCentro do Futuro da MídiaCívica (C4FCM), uma colaboração entre o Programa de Estudos de Mídia Comparativa do MIT e oMedia Lab do MIT.Henry Jenkins, co-diretor do novo centro, apresentou uma ampla definição para o termo “mídia cívica”. Ele ilustrou seu argumento com uma série deimagens da cultura popular americana e mundial. A primeira imagem foi umafoto preto-e-branca de um grupo de homens reunidos, lendo jornal eaparentemente conversando. A segunda foi de um grupo de japonesas tirandofotos com seus telefones celulares. Jenkins perguntou qual dos dois gruposaparentava estar em uma interação cívica. Jornais e homens representam política, no sentido tradicional, disse Jenkins. Mas as mulheres na segunda imagem também podem estar usando a mídia para ligar-se a outras pessoas com finalidades sociais, cívicas e comunitárias. O conteúdoe o contexto da imagem influenciam o que pensamos. Por exemplo, o que as mulheres estãofotografando? Elas estão ligando o conteúdo de volta a alguma comunidade compartilhada?Para Jenkins, “mídia cívica” pode descrever qualquer uso de mídia que estimula engajamento cívico. Éimportante entender que “mídia” significa práticas e protocolos sociais que definem seus usos culturais,assim como as tecnologias que permitem essas atividades.Jenkins então discutiu a definição de democracia. Ele o fez com imagens – ilustrações da revoluçãoamericana, pinturas de Norman Rockwell, cenas de filmes de Frank Capra, etc. Ele destacou que, emmuitos casos, nossas definições contemporâneas de democracia incluem elementos retrôs. Perguntou ele:Como podemos definir democracia ao pensar sobre o futuro? Uma das metas do C4FCM é fazer com queas pessoas pensem na democracia de formas criativas.Voltando sua atenção à idéia de engajamento cívico, Jenkins usou duas imagens para ilustrar possíveisdefinições. Usando uma imagem de um boliche, ele citou o livro de Robert Putnam,
 
,parailustrar uma época em que as comunidades se reuniam para interagir. Televisão, argumentou Putnam, é ooposto, porque torna as pessoas menos engajadas. Esse ponto de vista assume que assistir televisão é umaatividade solitária e que entretenimento não pode ser a base de engajamento cívico.Jenkins discordou dessas premissas, destacando que a televisão tem sido uma atividade compartilhada eque o boliche, como mídia de comunicação, pode representar uma oportunidade de engajamento cívico.Considerando esses exemplos, Jenkins perguntou o que pensávamos sobre comunidades tradicionais. Por exemplo, em mundos virtuais como World of Warcraft, os vários grupos demonstram um nascenteengajamento cívico – embora construídos em torno de comunidades de interesse, não local. Esta assumidadicotomia entre comunidades reais e imaginárias precisa ser analisada criticamente. Por exemplo,Benedict Anderson escreveu sobre comunidades imaginárias que têm um conjunto entendido deobrigações sociais e um sentido de valores compartilhados. Da mesma forma, ao mesmo tempo em que jornais são vistos como sendo comunitários, eles também representam uma comunidade imaginária, porque o leitor se encontrará com todos os outros leitores.Outro motivo para repensar o relacionamento entre comunidades reais e imaginárias vem da ascensão daexperiência diáspora. As pessoas desabrigadas pelo furacão Katrina, por exemplo, podem usar atecnologia para compartilhar preocupações e conexões locais que vão além da sua atual localização. Astecnologias estão permitindo a criação de novos tipos de comunidades de interesse – mas a comunidadeimaginada não é nem um pouco nova. Por exemplo, Jenkins falou das casas de café de Londres do século18, freqüentadas não por moradores da vizinhança, mas sim por pessoas que compartilhavam interesses – literatura, política, etc.Jenkins continuou e deu exemplos da combinação de comunidades de interesse e comunidades locais. Osite
Meetup
é um, assim como é o
 Flickr 
, que usa o interesse comum em fotografia e estimula as pessoasa se encontrarem por locais. Em alguns casos, essa combinação pode levar a novas formas de localizaçãoe ativismo. A mídias mais amplas, capacitadas por tecnologia, estão permitindo que conteúdo local ganheexposição nacional, que por sua vez pode levar à criação de novas comunidades e canais de comunicação.
 
Quem está envolvido em mídia cívica, perguntou Jenkins? Os bloggers, os jornalistas colegiais, fontes denotícias étnicas, pessoas que participam de atividades transgeracionais (compartilhamento de experiênciasdigitais) – podem formar as bases do engajamento cívico. Segundo Jenkins, o desafio é a necessidade de ademocracia ser mais do que um evento especial que acontece uma vez ao ano. Precisa se tornar umdesafio e atividade diária; e todos devem perguntar-se quais tecnologias ajudam a criar esse sentido deengajamento?Chris Csikszentmihalyi iniciou dando mais detalhes sobre o Centro e suamissão. Ele espera que isto sirva como um ponto de encontro paracomunidade, jornalismo e tecnologia. A grande meta do Centro é desenvolver novas tecnologias e sistemas sociais.Ele referiu-se à descrição que Jenkins fez da televisão, como uma atividade comunitária. Destacou que seele tirasse a televisão de casa e a colocasse na sua rua, duas coisas aconteceriam: seria pequena demais para causar qualquer impacto e provocaria a desvalorização da vizinhança. Ele explicou que não podemosnos ater a aspectos específicos da tecnologia, porque muitas vezes as coisas são usadas de forma estranha,usual ou inesperada. Citou o ponto de vista de Bruno Latour, que disse que a tecnologia é a sociedadetornada durável; seu próprio ponto de vista é que toda a tecnologia tem nuances políticos – vencedores e perdedores.Csikszentmihalyi destacou que ninguém jamais vai perder dinheiro vendendo um produto que dá poderesao indivíduo, mas que a tecnologia criada para o indivíduo muitas vezes não beneficia a sociedade cívica.Também explicou que as pessoas que afirmam que a tecnologia é neutra normalmente se afastaram tantoque o relacionamento entre o indivíduo, a sociedade e a tecnologia se perde. Argumentou que embora sejacorreto afirmar que tanto uma arma quanto uma escova de dente podem ser usadas para matar, essa precisão teórica é tão abstrata que perde credibilidade.Em seguida, ele explorou dois temas: a popularidade da tecnologia individual e os usos ou efeitossecundários ou não intencionados da tecnologia. É muito mais fácil, disse ele, vender algo (digamos, umiPod) para o indivíduo que vender algo (transporte público) para grupos. Um cortador de grama, explicou, pode ser usado para aparar a grama do jardim, aumentar a poluição do ar ou acordar a vizinhança.Os criadores e desenvolvedores de produtos também tendem a projetar as coisas pensando neles mesmos(ou em mercados específicos); portanto, acabam ignorando aplicações secundárias ou não intencionais deseus produtos. O utilitário Hummer, por exemplo, tem a imagem de um veículo seguro; porém, é prejudicial ao meio ambiente, aos outros motoristas, etc. Ele lamentou o fato de sempre desenvolvermostecnologias não alinhadas com engajamento cívico.Mas não se trata apenas de apoiar o engajamento cívico em geral. Ele acredita que precisamos estimular tipos específicos de engajamento, dando vários exemplos:FUH2– Um site para postagem de imagens anti-Hummer;The Melrose Mirror – Um jornal intergeracional que atende uma necessidade comunitária;Computer Clubhouse  – Uma ONG que oferece acesso à tecnologia a comunidades carentes; eSelectricity  – Que permite a criação e realização de eleições online.Beth Noveck apresentou sua própria definição de mídia cívica. Ela acreditaque atualmente assume-se que a mídia desempenha um papel central na promoção de uma discussão pública independente, fiscalizando o governo e promovendo responsabilidade. Ela sugeriu que talvez tenha chegado a horade reinventar nosso conceito de mídia.De acordo com Noveck, fracassou o papel deliberativo da mídia – e o de melhorar e promover ademocracia em si. O discurso raciocinado não levou a uma participação cívica significativa. Tomando o

Activity (3)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads
Ahmad Jarrah liked this

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->